A Polícia Militar resgatou 43 animais silvestres mantidos em cativeiro irregular após uma abordagem de trânsito na alça de acesso ao Rodoanel, na zona norte de São Paulo. A operação policial resultou na aplicação de R$ 31,7 mil em multas ambientais contra dois homens, além da apreensão do automóvel usado no transporte ilegal dos espécimes.
O flagrante ocorreu no sábado, 10 de outubro de 2026, quando uma equipe em patrulhamento de supervisão notou um veículo ocupado por dois homens. Ao perceberem a aproximação da viatura policial, os ocupantes fecharam rapidamente os vidros do carro e aceleraram na tentativa de escapar, o que levou os policiais a interceptarem o automóvel metros adiante para vistoria.
Durante a revista no interior do veículo, os policiais militares encontraram nove aves silvestres sem as anilhas de identificação legalmente exigidas. Do total transportado no carro, três espécimes estavam feridos e confinados dentro de uma gaiola de dimensões reduzidas, escondida no interior de uma mochila no banco de trás.
Ao serem questionados sobre a procedência das aves e a ausência de documentação, os dois ocupantes afirmaram que atuavam como criadores amadores. Eles admitiram que mantinham outros animais da fauna silvestre guardados sem autorização formal em suas residências e autorizaram a entrada das equipes policiais para a realização de buscas nas duas propriedades urbanas situadas na capital paulista.
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Na primeira casa indicada, os policiais militares localizaram 14 aves silvestres e um jabuti que viviam confinados sem autorização de órgãos ambientais competentes. Em seguida, os policiais se deslocaram até o endereço do segundo homem abordado, onde recolheram mais 22 aves guardadas de maneira clandestina, incluindo um exemplar híbrido fruto de cruzamento não autorizado.
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Aves silvestres e espécies resgatadas pela Polícia Militar
O balanço total das diligências contabilizou 43 animais retirados da posse dos suspeitos, sendo 41 aves silvestres nativas, uma ave híbrida e um réptil. Entre as espécies identificadas e catalogadas pelos policiais estavam exemplares de trinca-ferros, azulões, canários-da-terra, coleirinhos e sabiás, que não possuíam anilhas invioláveis de controle.
A legislação ambiental brasileira proíbe expressamente a guarda, o transporte e a criação de espécimes da fauna silvestre sem autorização do órgão ambiental competente. O marco regulatório determina que criadores amadores devidamente cadastrados devem obrigatoriamente manter anilhas de identificação oficiais e invioláveis em cada animal sob seus cuidados para atestar a origem legal dos espécimes criados.
Multas de R$ 31,7 mil aplicadas pelo Policiamento Ambiental
Diante do volume de animais recolhidos, a equipe de patrulhamento acionou o Policiamento Ambiental para realizar a triagem técnica, a identificação taxonômica e a lavratura dos autos de infração. Ao término da contagem, a unidade especializada emitiu R$ 31,7 mil em penalidades administrativas aos dois homens detidos.
O primeiro suspeito recebeu uma autuação individual fixada em R$ 18,5 mil pelo crime de manter animais silvestres em cativeiro sem licença e pela prática de maus-tratos comprovada nas três aves machucadas encontradas no automóvel. O segundo homem recebeu sanções que somaram R$ 13,2 mil por manter animais em cativeiro irregular e pela posse de um espécime híbrido não registrado.
Os dois homens foram conduzidos ao 33º Distrito Policial, situado no bairro de Pirituba, na zona norte paulistana, onde o delegado de plantão lavrou o boletim de ocorrência por maus-tratos a animais e cativeiro irregular. O automóvel utilizado para transportar as aves permaneceu apreendido no pátio da Polícia Civil, enquanto os envolvidos ficaram à disposição da Polícia Judiciária.
A identificação civil dos dois homens detidos não foi divulgada pelos órgãos de segurança pública até o encerramento da ocorrência. Todos os 43 animais resgatados foram transferidos imediatamente para a base do Policiamento Ambiental em Barueri, onde recebem cuidados veterinários, passam por exames de saúde e aguardam a definição das autoridades sobre eventual soltura em habitat natural ou transferência para centros de triagem.
