Ranking do IPS Brasil 2026 traz Curitiba no topo com nota 71,29

O Índice de Progresso Social Brasil 2026 colocou sete capitais afastadas da costa marítima no topo do desempenho em qualidade de vida no país. Curitiba conquistou a primeira colocação nacional entre as capitais ao atingir a pontuação de 71,29, estabelecendo a liderança desse segmento pelo segundo ano consecutivo.

O levantamento aponta que a primeira cidade costeira a figurar na lista das capitais é Florianópolis, situada na oitava colocação geral, seguida por João Pessoa em nono lugar. Os dados consolidados do estudo foram divulgados originalmente em 20 de maio de 2026 e ganharam uma análise detalhada feita pelo autor Vítor Scheffer no Jornal Cruzeiro do Sul neste domingo (11), destacando o predomínio de municípios do interior ou sem saída para o oceano nas melhores posições sociais.

Curitiba e as notas das capitais no topo do IPS Brasil 2026

A classificação das capitais é completada por cidades de diferentes regiões administrativas que superaram os centros urbanos praianos tradicionais na entrega de bem-estar para seus moradores. Logo atrás de Curitiba aparecem Brasília, São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte, Goiânia e Palmas, compondo o grupo das sete capitais mais bem avaliadas de todo o território nacional.

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Em âmbito geral, a pesquisa avaliou todos os 5.570 municípios brasileiros e estabeleceu a média nacional em 63,40 pontos. A maior nota registrada em todo o país pertenceu ao município paulista de Gavião Peixoto, que alcançou o índice de 73,10 no levantamento amplo.

  • Curitiba (PR): 71,29 pontos
  • Brasília (DF): 70,73 pontos
  • São Paulo (SP): 70,64 pontos
  • Campo Grande (MS): 69,77 pontos
  • Belo Horizonte (MG): 69,66 pontos
  • Palmas (TO): 68,91 pontos
  • Porto Velho (RO): 58,59 pontos

Metodologia do IPS Brasil 2026 foca entregas diretas ao cidadão

A estrutura de avaliação do IPS Brasil utiliza 57 indicadores sociais e ambientais distribuídos em três dimensões centrais: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. Diferente de índices tradicionais como o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, no qual centros litorâneos como Florianópolis e Vitória costumam disputar o topo com base em renda e escolaridade bruta, a metodologia atual mensura a qualidade prática do cotidiano urbano.

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Criado originalmente pela organização internacional Social Progress Imperative, o cálculo é compilado em território brasileiro pelo Imazon em cooperação com entidades parceiras. O modelo exclui intencionalmente variáveis estritamente financeiras, tais como o Produto Interno Bruto ou a renda per capita de cada localidade, para evitar distorções provocadas pela simples concentração de capital sem retorno comunitário real.

A coordenadora do IPS Brasil, Melissa Wilm, detalhou a lógica por trás dos critérios técnicos adotados na compilação dos dados municipais: “Ou seja, o IPS mede resultados e não volume de investimentos, ou riquezas, nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato, sendo entregues aos cidadãos.”

Desempenho no IPS Brasil 2026 separa atrativos naturais de serviços essenciais

A presença expressiva de atrativos turísticos e orlas marítimas não compensou carências em saneamento, segurança, moradia e oportunidades cotidianas nas cidades costeiras. Mesmo capitais procuradas pelo turismo e com forte apelo visual registraram desempenho inferior na comparação direta com cidades do Centro-Oeste, Sudeste e Sul que estruturaram redes de atendimento básico mais consistentes para a população residente ao longo dos últimos ciclos avaliativos.

Na extremidade inferior da tabela entre as 27 capitais brasileiras, Porto Velho registrou a avaliação mais baixa no levantamento de 2026, com nota de 58,59. O grupo das pontuações mais baixas entre as capitais do país também reuniu Macapá, Maceió e Salvador, refletindo gargalos estruturais persistentes na oferta de serviços públicos básicos e oportunidades para os moradores locais.

O conjunto das 5.570 prefeituras do país tem acesso às notas desmembradas de cada indicador social para planejar correções orçamentárias nos próximos ciclos administrativos municipais.

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