A comerciante Michele Daiane Godoi, de 38 anos, mãe do menino Davi Godoi, de 7 anos, mantém uma campanha de arrecadação para pagar novos exames do tratamento contra o neuroblastoma em Catanduva, no interior de São Paulo. Até esta terça-feira (13), a mobilização financeira acumulou R$ 12.110,68, valor que representa 60,55% da meta total estabelecida pela família.
Os recursos são destinados à próxima etapa do acompanhamento oncológico da criança, que enfrenta uma variação de alto risco da doença e já passou por dois transplantes de medula óssea. Na página oficial da arrecadação, a mãe destacou o peso das doações individuais para alcançar o montante necessário. “Não existe valor pequeno quando muitas pessoas se unem para ajudar. Cada contribuição conta!”, afirmou Michele Godoi.
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Diagnóstico de neuroblastoma de Davi Godoi e histórico médico
O neuroblastoma diagnosticado em Davi Godoi é um tipo agressivo de câncer infantil que se desenvolve a partir de células nervosas imaturas encontradas em várias áreas do corpo, com origem frequente no sistema nervoso periférico ou nas glândulas adrenais, localizadas acima dos rins. No caso do menino morador de Catanduva, os exames médicos identificaram a doença no grau quatro, classificado pela medicina como de alto risco. O quadro clínico apresentou metástase, que é a disseminação do tumor além do local de origem, atingindo os ossos, os gânglios, a região do abdômen, a coluna e a medula.
Os primeiros sinais de alteração na saúde da criança apareceram em maio de 2025, mas a confirmação definitiva do diagnóstico de neuroblastoma ocorreu quatro meses depois, em setembro de 2025. Desde a descoberta do tumor, a rotina do menino passou a ser dividida entre o ambiente doméstico e o hospitalar, com a realização de múltiplas sessões de quimioterapia, intervenções cirúrgicas e diversas internações para controle da doença e recuperação clínica, além dos dois procedimentos de transplante de medula.
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Arrecadação para os exames de Davi Godoi na Vakinha
Diante da necessidade de dar andamento ao protocolo médico e avaliar os próximos passos do tratamento, a família abriu a campanha financeira na plataforma Vakinha para cobrir os custos de novos procedimentos diagnósticos e despesas médicas contínuas. A página da campanha registra na descrição principal a grafia do nome do menino também como Davi Godoy, mantendo o mesmo código de identificação para o recebimento dos valores destinados ao custeio hospitalar.
Na mensagem direcionada aos doadores na plataforma, a responsável pela campanha detalhou como quantias variadas auxiliam na composição do fundo médico. “Não existe valor pequeno quando muitas pessoas se unem. Uma contribuição de R$ 8,00, R$ 10,00, R$ 20,00 ou qualquer valor que esteja ao seu alcance pode ajudar a transformar essa corrente de solidariedade em esperança para o Davi”, declarou Michele Godoi.
Até 13 de outubro de 2026, a família e os organizadores da campanha não haviam detalhado quais são especificamente os novos exames médicos que precisam ser custeados com o valor total estipulado na arrecadação.
Dados e canais de doação da campanha de Davi Godoi
Os interessados em contribuir com o tratamento oncológico têm à disposição o canal direto da plataforma de financiamento coletivo e uma chave bancária vinculada ao identificador da campanha:
- Meta financeira total da campanha: R$ 20.000,00
- Valor arrecadado até 13 de outubro de 2026: R$ 12.110,68 (60,55% do total)
- Data de criação da campanha: 3 de outubro de 2026
- Identificador na plataforma Vakinha: ID 6371993
- Chave Pix para transferências diretas: 6371993@vakinha.com.br
- Responsável pelo cadastro: Michele Daiane Godoi
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Mobilização em Catanduva pelo tratamento de Davi Godoi
A necessidade de arrecadar fundos gerou ações comunitárias no município de Catanduva e em cidades vizinhas ao longo do mês de outubro. Na quinta-feira (8), às 19h (horário de Brasília), uma transmissão ao vivo de caráter solidário foi realizada para divulgar a causa e captar recursos financeiros para o tratamento do menino, sob organização da Revista Top e da Top Produções Artísticas.
Essa rede de apoio local já havia se manifestado no início do ano, quando o menino completou 7 anos de idade sob rígidas restrições médicas em razão do tratamento oncológico. Em 31 de janeiro de 2026, por estar com a imunidade baixa e impedido de manter contato físico direto com outras pessoas para prevenir infecções por vírus e bactérias, Davi não pôde ter uma comemoração tradicional. Após a mãe relatar na internet a impossibilidade financeira e clínica de fazer uma festa e receber a sugestão de uma seguidora, uma carreata solidária foi organizada em frente à residência da família em Catanduva, reunindo mais de 100 veículos enfeitados com balões, além da participação de vizinhos, moradores da cidade e equipes da Polícia Militar.
