A Corregedoria-Geral do Instituto Nacional do Seguro Social alcançou a classificação no Nível 4 do Modelo de Maturidade Correcional, metodologia mantida pela Corregedoria-Geral da União para medir a governança no serviço público federal. O resultado coloca a autarquia previdenciária no segundo estágio mais elevado dentro de uma escala de cinco patamares técnicos.
O avanço institucional, consolidado em 1 de outubro de 2026 e oficializado nesta segunda-feira (12), certifica que a unidade correcional do órgão opera com processos de trabalho formalmente institucionalizados, acompanhamento sistemático de indicadores e rotinas estruturadas de gestão de riscos. A evolução representa um salto significativo em relação aos diagnósticos anteriores aplicados pela administração central, períodos em que a estrutura correcional da autarquia permanecia estagnada no Nível 2, denominado Padronizado. A nova medição atesta que o órgão conseguiu superar também a fase intermediária de integração para atingir o estágio Gerenciado no Poder Executivo Federal.
Critérios do Modelo de Maturidade Correcional da CGU aplicados ao INSS
A ferramenta de diagnóstico, chamada tecnicamente de CRG-MM, foi regulamentada pela Corregedoria-Geral da União como um mecanismo estratégico voltado a verificar, organizar e acelerar a capacidade de resposta das unidades disciplinares diante de eventuais ilícitos administrativos. A avaliação ocorre a cada dois anos com os órgãos vinculados ao Sistema de Correição do Poder Executivo Federal, analisando fluxos que vão desde o recebimento de apurações até a execução final de penalidades.
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A metodologia da CGU organiza a mensuração do desempenho das corregedorias a partir de quatro eixos fundamentais de verificação:
- Serviços e Papel da Atividade Correcional, referente à qualidade e efetividade na condução dos procedimentos punitivos e apuratórios.
- Gerenciamento de Pessoas, voltado à alocação técnica, capacitação e distribuição dos servidores designados para tarefas correcionais.
- Gerenciamento do Desempenho e Transparência, focado no controle de prazos processuais e na publicidade ativa das informações gerenciais.
- Governança e Relacionamento Organizacional, que abrange a gestão de riscos, a integridade institucional e a articulação com outros órgãos.
O corregedor-geral do Instituto Nacional do Seguro Social, Jeaniton Souza Pinto, destacou a importância das rotinas implementadas para a conformidade das ações da pasta. Segundo o gestor, “o resultado demonstra o amadurecimento das atividades no INSS e reforça a importância de processos estruturados, controles mais eficientes e informações gerenciais qualificadas. O CRG-MM também contribui para fortalecer os mecanismos de integridade e ampliar a rastreabilidade das atividades, alinhando a atuação da Corregedoria às diretrizes do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal (SisCor)”.
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Níveis da escala da CGU e etapas avaliativas do SisCor
O modelo adotado pelo governo federal divide o amadurecimento dos órgãos correcionais em cinco graus sequenciais. Cada etapa exige comprovação documental e operacional de conformidade em seus fluxos de trabalho antes da concessão do selo correspondente.
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- Nível 1 (Inicial): estágio básico, no qual as rotinas correcionais ocorrem de maneira reativa e sem métodos padronizados de trabalho.
- Nível 2 (Padronizado): patamar anterior ocupado pelo INSS, em que procedimentos básicos encontram-se descritos e formalizados em normas internas.
- Nível Integrado: fase em que os dados e fluxos correcionais operam articulados a outras áreas táticas da organização.
- Nível 4 (Gerenciado): patamar atual obtido pela autarquia, caracterizado por medição periódica de desempenho, governança sólida e gestão de riscos.
- Nível 5 (Otimizado): grau máximo da metodologia federal, baseado em inovação contínua, processos altamente refinados e aperfeiçoamento preventivo constante.
Metas da autarquia para o ciclo de 2028 e impactos na gestão
A consolidação no Nível 4 serve de base para o plano de trabalho que a autarquia desenvolverá ao longo dos próximos dois anos. A administração do instituto definiu formalmente a meta de atingir o Nível 5 no ciclo seguinte de diagnósticos bienais do Sistema de Correição, cuja realização está agendada para o ano de 2028.
Com os novos procedimentos implantados a partir das diretrizes da Corregedoria-Geral da União, a unidade disciplinar passa a monitorar gargalos com base em indicadores contínuos, prevenindo paralisações processuais e fortalecendo a rastreabilidade interna dos expedientes instaurados. Os dados resultantes desse acompanhamento permanente serão encaminhados aos ciclos futuros de fiscalização do governo federal.
