Grêmio suspende sócio Diamante por ato racista no Gre-Nal 455

Grêmio - X.com/ Grêmio

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A diretoria do Grêmio comunicou nesta terça-feira (13) a identificação e a suspensão preventiva do Quadro Social de um sócio-torcedor da modalidade Diamante acusado de cometer ato racista após o clássico Gre-Nal 455, em Porto Alegre. O homem teve o cadastro bloqueado pelo clube e está proibido de frequentar a Arena do Grêmio.

O episódio ocorreu nas arquibancadas do estádio após o empate por 1 a 1 entre Grêmio e Internacional, disputado no domingo (11) pelo Campeonato Brasileiro. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, o torcedor foi flagrado fazendo gestos semelhantes aos de um macaco em direção ao setor ocupado pela torcida do Internacional.

“O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que concluiu o processo de identificação do torcedor acusado de cometer ato racista após o Grenal do último domingo. Trata-se de um sócio torcedor da modalidade Diamante, que já foi suspenso preventivamente do Quadro Social e teve seu cadastro bloqueado, estando impossibilitado de frequentar a Arena do Grêmio”, informou o Grêmio em nota oficial.

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Bloqueio na Arena do Grêmio suspende descontos de até 50% do plano Diamante

A punição administrativa aplicada pela direção gremista interrompe imediatamente as vantagens concedidas pela categoria de associação assinada pelo torcedor. Com a suspensão preventiva do Quadro Social e o bloqueio cadastral, o homem deixa de contar com as prerrogativas destinadas aos integrantes da modalidade Diamante para os compromissos oficiais da equipe em Porto Alegre, que incluem:

  • Descontos que variam de 30% a 50% na compra de ingressos para partidas oficiais realizadas na Arena do Grêmio;
  • Prioridade de aquisição de entradas com liberdade para escolha de local nas arquibancadas do estádio;
  • Acesso a benefícios exclusivos e à rede de convênios mantida pelo clube para os associados em dia.

Conselho Deliberativo do Grêmio e Polícia Civil conduzem apurações sobre o Gre-Nal 455

O ato discriminatório registrado em vídeo nas arquibancadas não havia sido relatado na súmula da partida de 11 de outubro de 2026 pelo Campeonato Brasileiro

. A mobilização oficial teve início na segunda-feira (12), quando o presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio, Philippe Jardim, comunicou o encaminhamento preliminar do episódio à Comissão de Ética e Disciplina para o rastreamento do autor das ofensas contra os torcedores do Internacional.

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“Além disso, as informações sobre o fato foram remetidas ao Conselho Deliberativo, para abertura de processo junto à Comissão de Ética e Disciplina e às autoridades competentes para completa investigação do caso”, declarou o clube no comunicado divulgado após a confirmação da identidade do associado.

Com o lema institucional “somos azuis, pretos e brancos”, a administração do clube afirmou que adota tolerância zero e que eventuais novos casos na Arena do Grêmio receberão o mesmo rigor disciplinar. “O Grêmio, enquanto Clube de Todos, reafirma seu compromisso antirracista e sua posição contrária a qualquer tipo de discriminação”, acrescentou a instituição na nota oficial.

Polícia Civil indiciou dirigente do Grêmio em clássico feminino de abril de 2026

A abertura de inquérito policial para apurar ofensas raciais em clássicos contra o Internacional tem antecedente direto na temporada de 2026 envolvendo representantes da equipe gremista. Em abril de 2026, a Polícia Civil indiciou a dirigente do Grêmio Bárbara Fonseca pelo crime de injúria racial após um torcedor do Internacional acusá-la de chamá-lo de “macaco” durante um clássico Gre-Nal válido pelo Campeonato Brasileiro Feminino.

No episódio do Gre-Nal 455, o nome e a idade do sócio-torcedor suspenso preventivamente não foram divulgados pelo Grêmio nem pelas autoridades policiais. A Polícia Civil instaurou procedimento para investigar o caso de racismo ocorrido no estádio, enquanto a Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo conduz o processo disciplinar interno.

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