Joan Laporta rebate dossiê de 50 mil páginas do Real Madrid

Joan Laporta Foto: Joan Laporta - Christian Bertrand/ shutterstock.com

O presidente do FC Barcelona, Joan Laporta, declarou que o Real Madrid perde prestígio e credibilidade ao insistir em campanhas para prejudicar o clube catalão perante a UEFA. A manifestação ocorreu no sábado, 10 de outubro de 2026, no campo municipal de Aiguadolç, em Sitges, na Catalunha, onde o dirigente participou de uma homenagem ao lado da prefeita Aurora Carbonell.

Laporta reagiu formalmente após a entidade esportiva europeia confirmar o acolhimento de documentos apresentados pela diretoria chefiada por Florentino Pérez para tentar reabrir punições disciplinares pelo chamado caso Negreira. O dirigente catalão sustentou que o adversário adota uma conduta de confronto generalizado contra diversas instituições do esporte e previu que o processo terminará com a inocência completa de sua agremiação.

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Joan Laporta e as críticas à postura do Real Madrid na UEFA

Durante o pronunciamento à imprensa em Sitges, Joan Laporta atacou o comportamento institucional do adversário tradicional nos tribunais desportivos e nas entidades internacionais. O presidente blaugrana afirmou que o rival tenta impor uma hegemonia desproporcional e desgasta sua própria imagem pública ao formular pedidos constantes de sanções administrativas contra os catalães.

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Foto: Presidente do Barcelona, Joan Laporta, durante entrevista coletiva no Camp Nou

“O Real Madrid está perdendo prestígio, reconhecimento e credibilidade a nível nacional, estatal e internacional”, afirmou Joan Laporta, em tradução livre. O mandatário também apontou isolamento da diretoria madrilenha e completou: “Estão contra tudo e contra todos”.

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Na avaliação do dirigente do FC Barcelona, o rival tenta ofuscar o momento positivo vivido pela equipe dentro de campo, que conta atualmente com nove jogadores campeões do mundo em seu elenco principal. Laporta apontou que os ataques processuais buscam antecipar um veredito antes do término das investigações legais conduzidas pelas autoridades espanholas competentes.

“Tentaram nos condenar antes de nos julgar. Está se demonstrando que não havia nada do que nos acusavam. Isso terminará com a absolvição do Barça. Os que estiveram de forma insistente e constante tentando prejudicar a imagem do Barça vão ter que retificar”, declarou Joan Laporta, em tradução livre, sobre o andamento dos questionamentos jurídicos.

Caso Negreira: os dados e valores investigados

As apurações sobre a relação entre o FC Barcelona e a arbitragem envolvem pagamentos e documentos reunidos ao longo de quase duas décadas de disputas no futebol nacional da Espanha:

  • € 7,3 milhões: montante financeiro total estimado pela Justiça em pagamentos feitos pelo FC Barcelona a empresas vinculadas a José María Enríquez Negreira entre os anos de 2001 e 2018.
  • 50.000 páginas: estimativa de volume de papéis, laudos e arquivos de vídeo compilados pelo Real Madrid e protocolados junto aos órgãos de controle da UEFA.
  • Quinta-feira, 1 de outubro de 2026: data formal em que a UEFA confirmou o recebimento da documentação protocolada pela cúpula do Real Madrid.
  • Março de 2023: período em que a UEFA abriu pela primeira vez uma apuração interna própria sobre as condutas disciplinares do clube espanhol.
  • 9 jogadores campeões do mundo: contingente do elenco profissional citado por Laporta para destacar a fase esportiva do FC Barcelona.

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Antecedentes do caso Negreira e o papel da UEFA

O caso Negreira apura os repasses financeiros realizados pelo FC Barcelona entre 2001 e 2018 para empresas pertencentes a José María Enríquez Negreira, que exercia o cargo de vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Real Federação Espanhola de Futebol. A defesa apresentada pelo clube catalão sustenta de maneira reiterada que os valores correspondiam exclusivamente à contratação de relatórios técnicos de scout sobre arbitragem, negando qualquer tipo de favorecimento ou interferência em resultados de partidas oficiais disputadas nas competições espanholas.

A investigação esportiva aberta pela UEFA em março de 2023 permaneceu sobrestada durante os meses seguintes enquanto os inspetores aguardavam a conclusão dos procedimentos na esfera criminal da Justiça da Espanha. A nova investida do Real Madrid tenta forçar a retomada imediata de punições na esfera europeia por meio do envio massivo de registros, embora haja divergências nos relatos públicos sobre o montante entregue, com publicações citando desde mais de 500 páginas até 50 mil páginas acrescidas de mídias audiovisuais.

Próximos passos da análise de ética e disciplina

A UEFA não divulgou o inventário técnico completo nem o conteúdo detalhado das peças processuais entregues pela equipe de Florentino Pérez. O material recebido no início de outubro de 2026 segue sob análise dos inspetores do Comitê de Ética e Disciplina da confederação europeia, que definirão se haverá reabertura formal do expediente disciplinar contra o FC Barcelona.

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