O benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão federal responsável pela previdência pública, é considerado insuficiente para garantir estabilidade financeira e manter o padrão de vida no futuro por 92% dos brasileiros. Apesar dessa avaliação sobre a cobertura previdenciária oficial no país, 62% dos cidadãos ouvidos afirmam não possuir um plano de previdência privada para complementar os rendimentos. Os dados integram a pesquisa nacional Conversão em Renda, elaborada pela Icatu Seguros em parceria com a Conversion, agência especializada em dados, otimização para mecanismos de busca (SEO) e inteligência de comportamento digital.
O estudo detalha que 95% dos participantes declaram não ter recursos financeiros suficientes acumulados para o momento de deixar o mercado de trabalho. “As pessoas já têm clareza de que talvez os instrumentos disponíveis hoje não sejam suficientes para a aposentadoria e de que precisam começar a se organizar e se planejar para alcançar o objetivo de ter uma aposentadoria tranquila”, disse Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência e Capitalização da Icatu Seguros.
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Falta de reserva financeira para complementar o INSS atinge 95% dos entrevistados
Dentro do grupo de 95% dos entrevistados que relatam falta de patrimônio acumulado para a inatividade, 49% afirmam que ainda não começaram a se planejar ou estão apenas na fase inicial de preparação financeira. Mesmo entre os participantes que já contam com alguma reserva guardada, 46% reconhecem que o montante atual está distante do valor necessário para assegurar estabilidade no futuro.
A dificuldade de planejamento aparece também no momento de calcular o custo de vida após o encerramento da carreira profissional, já que mais da metade dos participantes não tem certeza absoluta sobre o orçamento futuro. O levantamento apurou que 58% dos brasileiros têm apenas uma noção aproximada do valor mensal de que precisarão na aposentadoria, enquanto outros 14% admitem não saber estimar essa quantia mensal e 28% compõem a parcela restante da amostra.
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Para o diretor da Icatu Seguros, o acesso ampliado a conteúdos sobre economia doméstica ajuda a explicar a percepção da população sobre as limitações do benefício público, ainda que a prática de poupar não acompanhe esse entendimento na mesma proporção. “A difusão de informação, seja pela mídia ou pelas redes sociais, ajuda e favorece o acesso a mais informações e uma compreensão maior sobre a necessidade de planejamento e proteção financeira”, afirmou Diniz.
O executivo acrescentou que a proteção pública precisa ser combinada com reservas próprias ao longo da carreira. “A previdência social é base essencial para a aposentadoria dos brasileiros. Mas, para manter o padrão de vida e garantir mais segurança no futuro, é importante que cada pessoa tenha também uma estratégia de planejamento individual. A aposentadoria precisa ser construída muito antes do último dia de trabalho”, declarou.
Onde os brasileiros investem para complementar a aposentadoria do INSS?
Entre os entrevistados que já começaram a poupar recursos visando ao período de inatividade, as aplicações de renda fixa e baixo risco lideram a preferência. Como o questionário permitia a marcação de múltiplas escolhas por participante, a soma dos percentuais de aplicação financeira ultrapassa 100%. Os dados de alocação de recursos, a forma desejada para o recebimento futuro e as principais preocupações financeiras dos brasileiros estão divididos nos seguintes percentuais:
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- Aplicações de renda fixa e baixo risco, como Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Tesouro Direto: 61% dos poupadores;
- Caderneta de poupança: 40% dos poupadores;
- Investimento em imóveis: 34% dos poupadores;
- Planos de previdência privada: 27% dos entrevistados;
- Preferência por receber o patrimônio acumulado em forma de renda mensal regular no futuro: 63% do total de participantes;
- Opção por retirar os valores acumulados gradualmente conforme a necessidade: 24% dos participantes;
- Desejo de sacar o valor integral acumulado de uma só vez: 8% dos participantes;
- Preocupação principal com a falta de uma reserva para emergências: 30% dos entrevistados;
- Medo de que o dinheiro acumulado acabe antes do fim da vida: 24% dos entrevistados;
- Receio de que a reserva financeira seja insuficiente para cobrir as despesas diárias: 23% dos entrevistados.
Diferenças na preparação para a aposentadoria na Geração X, por gênero e renda até R$ 28.000
O recorte por faixa etária mostra que a Geração X, formada por pessoas de 45 a 60 anos, concentra os maiores índices de falta de preparo próximo à fase de saída do mercado de trabalho. Nesse grupo, 70% afirmam não se considerarem financeiramente prontos para se aposentar, 31% já iniciaram a preparação mas acumularam pouco dinheiro até o momento e 18% declaram possuir uma reserva financeira significativa.
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A divisão por gênero e por faixa salarial indica disparidades no início da formação de poupança previdenciária no Brasil. Entre as mulheres ouvidas, 29% ainda não começaram a se preparar financeiramente para a aposentadoria, índice que representa mais que o dobro do percentual registrado entre os homens, de 14%. Na análise por orçamento doméstico, 64,7% das famílias com renda mensal de até R$ 1.000 ainda não iniciaram nenhum preparo, enquanto no grupo com renda mensal acima de R$ 28.000 a taxa de despreparo cai para 3,2%, faixa de alta renda na qual 71% dos entrevistados possuem previdência privada.
Na busca por informações para organizar o futuro financeiro, a maioria dos cidadãos recorre ao círculo social próximo em vez de assistência profissional. Para 66% dos entrevistados, a família e os amigos constituem as principais fontes de orientação sobre o planejamento da aposentadoria; outros 18% consultam especialistas financeiros, como gerentes de banco e assessores de investimento, 12% não conversam com ninguém sobre o tema e 5% procuram corretores de seguros ou de previdência.
Diniz avaliou que a falta de orientação técnica dificulta a conversão do receio financeiro em planos práticos de acumulação. “O brasileiro sabe que precisa se preparar, mas muitas vezes não consegue transformar essa preocupação em uma estratégia financeira estruturada. É nesse ponto que orientação, educação financeira e acesso a soluções adequadas fazem diferença”, disse o diretor.
Crescimento de 47% na conversão em renda em 2025 e os 25 anos do mercado
Os dados do levantamento refletem o tempo de maturação do setor previdenciário no país e a mudança recente no comportamento dos clientes. Segundo Henrique Diniz, o mercado brasileiro de previdência complementar aberta é relativamente jovem e conta com cerca de 25 anos de existência, fator que explica em parte o menor acesso a informações e produtos específicos no passado pelas gerações que estão mais próximas de deixar a ativa.
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Paralelamente aos resultados da pesquisa nacional, o balanço operacional da Icatu Seguros registrou avanço na busca por pagamentos programados. De acordo com a companhia, a procura de clientes pela conversão do patrimônio acumulado em renda mensal contínua cresceu 47% em 2025 na comparação com o volume consolidado de 2024.
Amostra de 500 entrevistados e datas da pesquisa Conversão em Renda
A metodologia e o cronograma de divulgação do estudo realizado pela seguradora e pela agência de inteligência digital reúnem os seguintes parâmetros técnicos:
- Nome oficial do estudo: Conversão em Renda;
- Instituições responsáveis: Icatu Seguros em parceria com a agência Conversion;
- Amostra total: 500 pessoas conectadas à internet, a partir de 18 anos de idade e de diferentes situações profissionais;
- Abrangência geográfica e perfil demográfico: todas as regiões do Brasil, com composição de 60% de mulheres e 40% de homens;
- Período de conclusão da coleta de dados: maio de 2026;
- Cronograma de divulgação: dados apresentados inicialmente pela Icatu Seguros em 8 de outubro de 2026, às 8h (horário de Brasília), com detalhamento dos recortes geracionais e de renda publicado nesta terça-feira (13), às 16h08.
