Ações da Apple fecham pregão acima de US$ 5 trilhões em NY

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Apple Store 1 - winhorse/ istockphoto.com Foto: Apple Store 1 - winhorse/ istockphoto.com

As ações da Apple (AAPL) encerraram o pregão na bolsa de valores Nasdaq, em Nova York, com valor de mercado superior a US$ 5 trilhões pela primeira vez na história nesta quarta-feira (14). Com alta de 0,5% no fechamento e papéis cotados a US$ 342,96, a fabricante do iPhone tornou-se a segunda companhia do mundo a concluir um dia oficial de negociações nesse patamar financeiro, depois da Nvidia.

Para superar a barreira de US$ 5 trilhões ao fim do expediente na bolsa norte-americana, os papéis da empresa precisavam fechar acima da cotação mínima de US$ 342,61. Durante o horário regular de negociações em 14 de outubro de 2026, a ação chegou a subir cerca de 1% e atingiu a máxima do dia de US$ 347,07, abaixo apenas do recorde histórico intradiário de US$ 348,15 registrado na terça-feira (13).

O avanço da Apple no mercado financeiro ocorreu em uma sessão de queda generalizada entre as grandes empresas do setor de tecnologia em Nova York. No mesmo pregão, concorrentes diretas encerraram o dia em baixa: a Oracle recuou 8,83%, a Meta caiu 3,27%, a Nvidia perdeu 3,16%, a Microsoft teve retração de 1,8%, a Amazon desvalorizou 1,74% e o Google registrou queda de 1,68%.

Sete tentativas da Apple e o recorde da Nvidia em 2025

Embora este tenha sido o primeiro fechamento oficial da Apple acima de US$ 5 trilhões, a companhia já havia ultrapassado a marca durante o andamento do pregão em seis sessões anteriores, sem sustentar o preço até o encerramento. A sessão de quarta-feira representou a sétima vez em que a empresa tocou o valor ao longo do dia.

No acumulado do ano de 2026, os papéis da fabricante registram valorização de 26%, enquanto no período de 12 meses a alta acumulada chega a 40%. O novo patamar ocorre pouco mais de um mês após a posse de John Ternus como diretor-executivo (CEO, o principal cargo de comando da empresa). Desde que o executivo assumiu a liderança, as ações acumulam alta de cerca de 5% — ou 8,2% na comparação com o fechamento de 31 de agosto de 2026, quando valiam US$ 316,85.

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Para reverter a desconfiança inicial de investidores sobre um possível atraso no setor de inteligência artificial após o anúncio do sistema Apple Intelligence em 2024, a empresa promoveu trocas entre seus executivos e firmou acordo para utilizar os modelos Gemini, do Google, na nova versão da assistente virtual Siri. O desempenho recente também reflete a procura pela linha de celulares iPhone 18 Pro e o lançamento do modelo dobrável iPhone Duo.

Datas da valorização da Apple até os US$ 5 trilhões

  • 29 de outubro de 2025 — A Nvidia torna-se a primeira empresa da história nos Estados Unidos a encerrar um pregão avaliada em US$ 5 trilhões, mesmo mês em que a Apple superou pela primeira vez a marca de US$ 4 trilhões no fechamento.
  • 28 de julho de 2026 — A Apple ultrapassa o valor de mercado de US$ 5 trilhões pela primeira vez durante o horário de negociações, mas fecha abaixo do nível.
  • 1º de setembro de 2026 — John Ternus assume oficialmente o cargo de CEO da Apple.
  • 13 de outubro de 2026 — A empresa anuncia os aparelhos domésticos Apple HomeView, HomePod mini 2 e a nova Apple TV 4K.
  • 14 de outubro de 2026 — As ações fecham a US$ 342,96 na Nasdaq e confirmam o valor de mercado acima de US$ 5 trilhões.

Preço do Apple HomeView e data do balanço para acionistas

Consumidores e investidores têm duas datas confirmadas no calendário comercial e financeiro da empresa nas próximas semanas. Para os clientes interessados nos novos equipamentos domésticos com inteligência artificial, a central inteligente Apple HomeView — aparelho com tela de 7 polegadas integrado à nova Siri — terá preço inicial de US$ 299 e começará a ser vendida em 13 de novembro de 2026.

Para os acionistas que acompanham o impacto da escassez global e do aumento nos custos de componentes de memória e armazenamento sobre as margens de lucro da companhia, o próximo passo oficial está agendado. A Apple divulgará o relatório de resultados financeiros do quarto trimestre fiscal em 2 de novembro de 2026.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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