Estátua da Havan é pichada em Natal e gera busca por suspeito

Estátua da Havan caida em Guaíba

Estátua da Havan caida em Guaíba - Reprodução/ TV Globo

Uma recompensa de R$ 10 mil foi anunciada pelo empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, após a réplica da Estátua da Liberdade da filial de Natal, capital do Rio Grande do Norte, ser alvo de pichação. O dano ao patrimônio ocorreu na madrugada de terça-feira (13) e durou menos de um minuto. O valor será pago a quem fornecer informações que levem à identificação do autor do ato.

As câmeras de monitoramento do estabelecimento registraram a ação por volta das 03h20 (horário de Brasília), momento em que um homem se aproximou da estrutura, escreveu na base do monumento a frase “sem anistia Lula 13” e fugiu em seguida. A empresa registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e entregou as imagens do circuito interno de segurança para a investigação da polícia.

Localização da loja da Havan em Natal e detalhes da ocorrência

O monumento pichado fica na entrada da megaloja situada na avenida Dão Silveira, às margens da rodovia BR-101, na Zona Sul da capital potiguar. A estrutura faz parte de um complexo comercial que ocupa um espaço de 20 mil metros quadrados nas proximidades do Conjunto Cidade Satélite, região onde a estátua foi erguida em 17 de maio de 2022 para marcar a inauguração da primeira unidade da rede varejista no estado do Rio Grande do Norte.

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Para auxiliar na localização do suspeito, a rede varejista disponibilizou um canal direto para o recebimento de informações anônimas da população. Os dados oficiais da ocorrência e do serviço de atendimento reúnem os seguintes pontos:

  • Telefone para denúncias: 0800 517 0051
  • Bairro da ocorrência: Pitimbu, na Zona Sul de Natal
  • Data completa do registro: 13 de outubro de 2026

Reação de Luciano Hang e comparação com ato na Avenida Paulista

Ao se manifestar sobre o episódio no Rio Grande do Norte, Luciano Hang atribuiu a ação à militância de esquerda e relacionou o caso à depredação e pichação da estação de metrô Trianon-Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, registrada no domingo (11) após um ato político. “Um vagabundo com o típico comportamento da esquerda. Depredar o patrimônio dos outros não é manifestação, é vandalismo. Enquanto uns sujam e destroem, outros precisam limpar e consertar. Quem defende a ordem, a limpeza e o respeito, não pode aceitar que atos como esses fiquem impunes. Olha o que aconteceu na avenida Paulista, com a depredação e a pichação de uma estação de metrô. Esse tipo de atitude só espalha o caos e terror”, afirmou o empresário.

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Histórico de ataques a monumentos da Havan em quatro estados

A ocorrência na capital potiguar soma-se a outros episódios registrados contra o patrimônio da empresa em diferentes regiões do país. Nos últimos anos, as réplicas da Estátua da Liberdade da Havan foram alvo de vandalismo e de manifestações políticas em outros quatro estados brasileiros. Entre os casos anteriores estão um ataque em que uma das estruturas foi destruída por um incêndio e um protesto realizado em uma unidade de Santa Catarina, ocasião em que manifestantes penduraram no monumento uma bandeira em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra a jornada de trabalho na escala 6×1, gerando críticas por parte do proprietário da marca.

Até o momento, a identidade do homem que pichou a base da estátua em Natal e a existência de eventual vínculo comprovado com partidos ou movimentos políticos permanecem desconhecidas. A polícia analisa as imagens fornecidas pela empresa para identificar o suspeito.

Carolina Costa: Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração