Um levantamento técnico atualizado nesta quarta-feira (14) aponta quatro motivos para consumidores brasileiros escolherem o smartphone intermediário Samsung Galaxy A57 5G em vez do concorrente Xiaomi Poco X8 Pro. O modelo da fabricante sul-coreana leva vantagem no peso reduzido de 179 gramas, na espessura de 6,9 milímetros, na gravação de vídeos em resolução 4K também na câmera frontal e na garantia de seis gerações de atualizações do sistema operacional Android.
Os dois aparelhos contam com versões de 256 GB de armazenamento interno e 8 GB de memória RAM no mercado nacional, sem entrada para cartão de memória microSD em nenhum dos modelos. Enquanto a linha da Xiaomi concentra recursos em potência bruta de processamento e autonomia energética para jogos, o dispositivo da Samsung prioriza a ergonomia no manuseio prolongado, a estabilidade fotográfica noturna e a longevidade de software para quem planeja manter o telefone por vários anos.
Acabamento e ergonomia favorecem o Galaxy A57 5G no uso diário
A construção física representa a primeira diferença prática entre os dois intermediários comercializados no Brasil em outubro de 2026. Tanto o Galaxy A57 5G quanto o Poco X8 Pro possuem estrutura metálica, traseira revestida em vidro e certificação IP68, norma técnica que atesta resistência contra poeira e submersão em água doce a até 1,5 metro de profundidade durante 30 minutos. No entanto, o aparelho da Samsung pesa cerca de 22 gramas a menos que o rival chinês e apresenta proteção Corning Gorilla Glass Victus+, contra o vidro Gorilla Glass 7i adotado pela Xiaomi.
Veja também: Samsung libera One UI 9.0 com Android 17 para Galaxy A57 e dobráveis
Para o jornalista William Guido, responsável pelos testes práticos do modelo sul-coreano, o principal diferencial físico do telefone “é a espessura de apenas 6,9 mm e o peso de 179 g”. Na avaliação do repórter, esse conjunto estrutural confere “um ar ainda mais premium ao aparelho e melhora na ergonomia, tornando a pegada mais confortável no dia a dia”. Em contrapartida, o analista Filipe Salles relatou incômodo muscular ao segurar o Poco X8 Pro por períodos longos sem apoiar os braços, reflexo direto dos 201,47 gramas e dos 8,38 milímetros de espessura do equipamento.
Comparativo de especificações e preços entre Galaxy A57 5G e Poco X8 Pro
Os dados técnicos confirmados das duas fabricantes revelam arquiteturas distintas de tela, componentes internos, energia e valores praticados no comércio eletrônico brasileiro em 14 de outubro de 2026:
- Preço na Amazon (versão 256 GB e 8 GB de RAM via Pix ou NuPay): R$ 2.399 no Galaxy A57 5G e R$ 2.346 no Poco X8 Pro;
- Tela do Galaxy A57 5G: painel Super AMOLED+ de 6,7 polegadas, resolução Full HD+ (1080 x 2340 pixels), taxa de 120 Hz e brilho máximo de 1.900 nits;
- Tela do Poco X8 Pro: painel AMOLED de 6,59 polegadas, resolução 1,5K (2756 x 1268 pixels), taxa de 120 Hz e pico de brilho de 3.500 nits;
- Processamento do Galaxy A57 5G: chip Exynos 1680 de 4 nanômetros (até 2,9 GHz) com placa gráfica GPU Xclipse 550;
- Processamento do Poco X8 Pro: chip MediaTek Dimensity 8500-Ultra de 4 nanômetros (até 3,4 GHz) com placa gráfica GPU Mali-G720 MC8;
- Bateria e recarga: 5.000 mAh com carregamento de até 45 W no modelo da Samsung, frente a 6.500 mAh com recarga de 100 W (100% em 48 minutos no modo Boost) no aparelho da Xiaomi.
Veja também: One UI 9.0 com Android 17 chega aos celulares Galaxy A57, Galaxy Z Flip 6 e Galaxy Z Fold 6
Desempenho em jogos do Poco X8 Pro frente às câmeras do Galaxy A57 5G
No processamento de tarefas pesadas, o Poco X8 Pro entrega maior capacidade bruta e supera a marca de 2,3 milhões de pontos na plataforma de testes de desempenho AnTuTu 11. Na versão equipada com 12 GB de RAM submetida a testes de estresse, o telefone da Xiaomi manteve mais de dez aplicativos simultâneos e um navegador com mais de dez abas abertas sem apresentar travamentos. O valor exato de venda dessa variante de 12 GB de RAM do Poco X8 Pro no varejo brasileiro ainda não foi confirmado nas cotações aferidas. Já o Galaxy A57 5G atinge cerca de 1,3 milhão de pontos no mesmo índice sintético, desempenho suficiente para redes sociais, vídeos em alta definição e jogos ocasionais.
Na fotografia e na captação de vídeo, o modelo da Samsung assume a dianteira com um conjunto traseiro triplo composto por sensor principal de 50 MP (abertura f/1.8 e estabilização óptica de imagem OIS), lente ultrawide de 12 MP (f/2.2) e sensor macro de 5 MP (f/2.4), além da câmera frontal de 12 MP (f/2.2). O Poco X8 Pro dispõe de câmera traseira dupla, com sensor principal Sony IMX882 de 50 MP com OIS e ultrawide de 8 MP, somado a uma lente frontal de 20 MP. Embora o celular da Xiaomi grave vídeos em 4K a 60 quadros por segundo na traseira, ele restringe a câmera de selfies à resolução Full HD, enquanto o Galaxy A57 5G filma em 4K a 30 quadros por segundo tanto na parte traseira quanto na frontal e registra fotos noturnas com maior nitidez.
Tempo de suporte do Android 16 e histórico da linha Galaxy A
Anunciado oficialmente em 25 de março de 2026 como sucessor direto do Galaxy A56 5G, o Galaxy A57 5G elevou a proteção hídrica da linha intermediária da categoria IP67 para IP68 e substituiu o antigo processador Exynos 1580, que pontuava 1,2 milhão no AnTuTu, pelo atual Exynos 1680. A fabricante sul-coreana Samsung, fundada em 1936 por Lee Byung-chul e presente com fábrica própria no Brasil desde a década de 2000, comercializa o aparelho no país com opções de 128 GB e 256 GB de espaço interno. O dispositivo sai da caixa com o sistema operacional Android 16 sob a interface One UI 8.5 e conta com seis gerações de atualizações do sistema e seis anos de pacotes de segurança.
O Poco X8 Pro também opera de fábrica com o Android 16, modificado pela interface HyperOS 3, mas a Xiaomi estipula quatro anos de atualizações de versão do Android e seis anos de correções de segurança. O prazo de suporte acompanha o ciclo oficial de lançamento de cada equipamento, não sendo reiniciado caso o consumidor adquira o produto meses após a estreia no varejo. Para os compradores que optarem por aparelhos da linha Poco ou Xiaomi comercializados por importadores independentes, a recomendação técnica no Brasil é exigir a emissão de nota fiscal e conferir o selo de homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), procedimento que evita a ausência de assistência técnica oficial e falhas de compatibilidade com as faixas de frequência da rede 4G brasileira.
