População de Florianópolis salta 26% em dez anos e chega a 598.370 habitantes

Florianópolis

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A população de Florianópolis chegou a 598.370 habitantes em 2026, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) analisada em balanço divulgado nesta quarta-feira (14). Em dez anos, entre 2016 e 2026, a capital de Santa Catarina ganhou 120.572 moradores, o que representa um crescimento acumulado de 25,23%, ou quase 26% no período.

No intervalo de um ano entre as estimativas de 2025 e 2026, o município passou de 587.486 para 598.370 residentes, um acréscimo absoluto de 10.884 pessoas, média de quase 30 novos moradores por dia. A taxa de crescimento anual da cidade ficou em 1,85%, índice cinco vezes superior à média nacional, registrada em 0,37% ao ano no mesmo recorte.

Migração qualificada coloca Florianópolis entre as quatro cidades que mais crescem

O avanço demográfico da capital catarinense na última década não decorre da quantidade de nascimentos registrados no município, mas principalmente do fluxo migratório vindo de outras regiões do Brasil. A cidade tem recebido moradores com elevado nível educacional e econômico, oriundos de diferentes capitais e estados, atraídos pela oferta de segurança pública, pelo desenvolvimento do polo tecnológico local e pela proximidade com áreas de natureza preservada, já que cerca de 60% do território municipal mantém cobertura vegetal.

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Com o saldo registrado entre 2025 e 2026, Florianópolis ocupou a quarta posição no ranking dos municípios brasileiros que mais ganharam habitantes em números absolutos no período de um ano. A capital catarinense ficou atrás apenas de Manaus, Boa Vista e Brasília na contagem geral do instituto.

Chegada de 120 mil moradores em Florianópolis pressiona infraestrutura e Plano Diretor

A entrada de mais de 120 mil pessoas em uma década aumentou a demanda sobre os serviços públicos e a infraestrutura urbana do município. O adensamento acelerado provocou gargalos nas redes de transporte coletivo, na mobilidade urbana, no atendimento de saúde pública, na oferta de vagas na educação e nos preços e disponibilidade do mercado habitacional.

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Para ordenar o crescimento e a expansão imobiliária diante da chegada contínua de novos habitantes, o município utiliza as diretrizes do Plano Diretor, legislação municipal que define as regras de ocupação do solo urbano, estabelecida pela Lei Complementar 482/2014 e submetida a revisão em 2023. Em outra frente administrativa, o plano de mobilidade urbana local entrou em nova etapa de discussões, na qual a prefeitura colhe relatos dos moradores sobre os deslocamentos diários para ajustar os projetos viários da cidade.

Indicadores demográficos de Florianópolis entre 2016 e 2026

Os levantamentos do IBGE mostram a evolução populacional da capital catarinense ao longo da última década, tendo 1 de julho de 2026 como data de referência para o cálculo mais recente, divulgado oficialmente pelo órgão federal em 28 de agosto de 2026. Os principais números territoriais e demográficos do município incluem:

  • População estimada em 2016: 477.798 habitantes
  • População recenseada no Censo Demográfico de 2022: 537.211 habitantes (cerca de 61 mil a menos que em 2026)
  • População estimada em 2025: 587.486 habitantes
  • População estimada em 2026: 598.370 habitantes
  • Área territorial total: 674,844 km²
  • Densidade demográfica registrada no Censo de 2022: 796,05 habitantes por km²

Santa Catarina lidera ganho populacional no país e Florianópolis tem recorde de pessoas morando sozinhas

O desempenho da capital acompanha o movimento observado em todo o território catarinense, que registrou o maior crescimento populacional absoluto entre os estados brasileiros no período de 2025 a 2026, somando 125,7 mil novos moradores em um ano e alcançando a marca de 8.312.759 habitantes. Apesar do ritmo de expansão na ilha e na região continental, Florianópolis permanece como o segundo município mais populoso do estado, atrás de Joinville, que chegou a 673.980 moradores na estimativa de 2026, enquanto o estado emplacou seis cidades entre as 20 que mais ganharam população no país: Florianópolis, Joinville, Palhoça, Itajaí, Chapecó e São José.

Além da chegada de migrantes, a estrutura das residências na capital apresenta uma característica distinta do restante do país. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), levantamento regular do IBGE sobre habitação, trabalho e renda divulgado em abril de 2026, apontam que Florianópolis lidera o ranking das capitais brasileiras com a maior proporção de domicílios unipessoais, aqueles em que mora apenas uma pessoa.

Em 2025, 30,5% das residências da capital catarinense tinham um único morador, índice superior aos registrados em Porto Alegre (28,8%), Salvador (27%) e Vitória (26,4%). “À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida”, afirmou William Kratochwill, analista do IBGE.

Luís Henrique Costa: Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.