Ranking das folhas salariais do futebol brasileiro Série A: veja quanto cada time gasta em 2026

Flamengo

Flamengo - Gilvan de Souza/Flamengo

O Flamengo lidera o ranking das folhas salariais da Série A do Campeonato Brasileiro em 2026 com um gasto mensal estimado em R$ 50 milhões. Na segunda colocação do levantamento divulgado nesta quarta-feira (14) aparecem empatados Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro, cada um com custo de R$ 30 milhões por mês.

Na ponta oposta da primeira divisão nacional, a Chapecoense registra o menor investimento em vencimentos de atletas, estimado em R$ 3,8 milhões mensais. A expansão das despesas com elencos preocupa analistas financeiros do esporte. “Os custos salariais estão completamente fora da realidade”, afirmou Amir Somoggi, diretor da consultoria Sports Value.

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Ranking das folhas salariais dos clubes da Série A em 2026

As associações esportivas e as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), modelo de clube-empresa adotado no país, não divulgam de forma padronizada quanto desembolsam exclusivamente com os vencimentos do elenco profissional. Nos balancetes mensais do Palmeiras, por exemplo, o departamento de futebol custa cerca de R$ 45 milhões ao somar encargos, direitos de imagem, premiações e demais funcionários, mas dirigentes e conselheiros apontam que a folha restrita aos jogadores gira em torno de R$ 30 milhões. Situação semelhante ocorre no Red Bull Bragantino, cujo balanço de 2025 indicou despesa anual de R$ 314 milhões no futebol profissional (cerca de R$ 24 milhões mensais com o 13º salário, sem a comissão técnica), enquanto a direção informa que os salários de atletas somam R$ 10 milhões por mês.

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O cruzamento de dados contábeis e informações das direções aponta a distribuição mensal estimada entre os participantes da elite nacional:

  • 1º Flamengo: R$ 50 milhões por mês
  • 2º Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro: R$ 30 milhões por mês cada
  • 5º Atlético-MG: R$ 27 milhões por mês
  • 6º Santos: R$ 25 milhões por mês
  • 8º Internacional: R$ 20,5 milhões por mês
  • 9º Fluminense e Grêmio: R$ 20 milhões por mês cada
  • 11º São Paulo: R$ 18 milhões por mês
  • 12º Vasco: R$ 16 milhões por mês
  • 13º Botafogo: R$ 15 milhões por mês
  • 14º Athletico-PR: R$ 14 milhões por mês
  • 15º Red Bull Bragantino e Remo: R$ 10 milhões por mês cada
  • 17º Vitória: R$ 9 milhões por mês
  • 18º Coritiba: R$ 8 milhões por mês
  • 19º Mirassol: R$ 6 milhões por mês
  • 20º Chapecoense: R$ 3,8 milhões por mês
Foto: Palmeiras – Instagram

O valor exato atribuído à folha salarial do Bahia, 7º colocado no ranking entre os R$ 25 milhões do Santos e os R$ 20,5 milhões do Internacional, não foi confirmado no levantamento.

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Maiores salários de jogadores no Brasil têm Neymar no topo

O atacante Neymar, do Santos, detém o maior salário individual do futebol brasileiro, com vencimentos de R$ 4,14 milhões mensais registrados em carteira. Ele assumiu o posto isolado após o atacante holandês Memphis Depay, do Corinthians, que chegava a receber cerca de R$ 6 milhões mensais, renovar o seu contrato por aproximadamente R$ 2 milhões por mês.

Mesmo em crise financeira e sob punições de transfer ban na Fifa, proibição de registrar novos atletas por dívidas, o Santos elevou seus custos com as contratações de Everton Cebolinha, Rodinei, Philippe Coutinho e Gabriel Barbosa (Gabigol), justificando que abriu espaço no orçamento no meio do ano com as saídas de Mayke, Zé Rafael e Adonis Frias. Gabigol pertence ao Cruzeiro, onde tem vencimentos na faixa de R$ 3,5 milhões mensais ao lado do meia Matheus Pereira e do meio-campista Gerson, mas atua por empréstimo na equipe paulista até o fim de 2026.

No líder Flamengo, que investiu R$ 430 milhões em contratações na temporada de 2026 e planeja atingir faturamento anual de R$ 3 bilhões até 2030, o meia Giorgian De Arrascaeta, o meio-campista Saúl e o volante Jorginho recebem cerca de R$ 2 milhões por mês cada, enquanto o atacante Pedro ganha aproximadamente R$ 1 milhão mensal. Já no Palmeiras, a folha subiu com o meio-campista e líder de assistências Andreas Pereira (estimado em R$ 2,6 milhões mensais) e os atacantes Paulinho e Vitor Roque (cerca de R$ 2 milhões por mês cada), embora os valores individuais de atletas de Palmeiras e Cruzeiro não sejam confirmados oficialmente pelos clubes.

Relação entre o gasto mensal e a tabela do Brasileirão após 30 rodadas

O desempenho em campo após 30 rodadas do Campeonato Brasileiro de 2026 reflete os extremos financeiros da competição, mas apresenta contrastes no bloco intermediário e na luta contra o descenso. Enquanto o Flamengo lidera a tabela com 64 pontos e a Chapecoense ocupa a 20ª e última colocação com 18 pontos em 29 jogos, o Athletico-PR figura em 3º lugar com 53 pontos mesmo tendo apenas a 14ª folha da divisão, impulsionado pelo atacante colombiano Kevin Viveros, artilheiro do torneio com 21 gols. Na parte inferior da classificação, Internacional e Grêmio, donos de orçamentos na faixa de R$ 20 milhões mensais, estão na zona de rebaixamento, na 17ª posição (32 pontos) e no 18º lugar (31 pontos), logo atrás do Mirassol, 15º colocado com 33 pontos após ampliar seus gastos em 50% para disputar a Conmebol Libertadores.

Crescimento das despesas com elencos nos balanços de 2025 e 2026

O aumento nos orçamentos segue uma tendência registrada pela consultoria Sports Value nos balanços financeiros de 2025, quando os gastos totais dos clubes brasileiros com salários, direitos de imagem e bonificações cresceram 26% em relação a 2024 e atingiram R$ 6,3 bilhões, frente a um faturamento global de R$ 15 bilhões. Naquele exercício anual completo, o Flamengo liderou as despesas totais de departamento com R$ 696 milhões (média de R$ 53 milhões mensais), seguido por Palmeiras com R$ 591 milhões (média de R$ 45 milhões por mês), Corinthians com R$ 571 milhões (R$ 44 milhões mensais) e Fluminense com R$ 522 milhões (R$ 40 milhões por mês).

O Cruzeiro também ampliou seus desembolsos em 72% entre 2024 e 2025, ultrapassando R$ 362 milhões em remunerações e encargos. Em setembro de 2026, o CIES Football Observatory apontou que o Flamengo investiu 225 milhões de euros (cerca de R$ 1,340 bilhão) na montagem do elenco atual, contra 181 milhões de euros (R$ 1,078 bilhão) do Palmeiras e 109 milhões de euros (R$ 648 milhões) do Cruzeiro. Esse volume de gastos levou Flamengo e Palmeiras a registrarem déficits financeiros no primeiro semestre de 2026; somente no clube paulista, a linha contábil de pessoal e encargos sociais somou R$ 196 milhões entre janeiro e junho, acompanhada de R$ 71,2 milhões em direitos de imagem.

Thiago Lemos: Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.
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