Os sistemas operacionais Android e iOS, utilizado no iPhone, possuem ferramentas nativas que permitem ao usuário desativar o rastreamento de anúncios e cortar o acesso ao identificador único de publicidade do aparelho. Essa numeração exclusiva, chamada de GAID no sistema do Google e IDFA nos aparelhos da Apple, é lida por aplicativos instalados para cruzar histórico de navegação, localização e tempo de uso com corretores de dados e redes publicitárias.
Com o cruzamento dessas informações no Brasil e em outros mercados, empresas montam perfis comportamentais que reúnem desde hábitos de consumo até inferências sobre saúde e posicionamento político, mesmo sem o vínculo direto de nome ou endereço de e-mail. Ao acionar as travas de privacidade nos dois sistemas, conforme diretrizes atualizadas em 15 de outubro de 2026, o código deixa de ser compartilhado entre programas de terceiros.
Identificadores de publicidade e regras no Android e no iPhone
A restrição de leitura desses códigos foi incorporada de forma gradual pelas fabricantes ao longo dos últimos anos. Nos aparelhos da Apple, a exigência de autorização prévia estreou no lançamento das versões iOS 14.5, iPadOS 14.5 e tvOS 14.5. Já no ecossistema do Google, a exclusão definitiva do identificador chegou no fim de 2021 para celulares com Android 12 e foi estendida para todos os dispositivos compatíveis com a loja oficial da marca no ano seguinte.
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- Nome do identificador no Android: GAID (fornecido pelo Google Play Services).
- Nome do identificador no iPhone: IDFA (identificador de publicidade do sistema iOS).
- Controle nativo no iOS: App Tracking Transparency (ATT), que exige permissão explícita a partir do iOS 14.5.
- Expansão da trava no Android: 1º de abril de 2022 para aparelhos compatíveis com o Google Play.
- Efeito sobre a exibição: os ajustes impedem a personalização e o perfil comportamental, mas não eliminam a aparição de propagandas comuns.
Passo a passo para cortar o rastreamento no iPhone e no Android
Nos telefones da Apple, o bloqueio central fica no recurso App Tracking Transparency (ATT), termo em inglês para transparência no rastreamento em aplicativos. Para desligar a função, o proprietário do aparelho deve abrir o menu Ajustes, tocar em Privacidade e Segurança, entrar na aba Rastreamento e desativar a chave Permitir que Apps Solicitem Rastreamento, além de revogar manualmente os programas que já tinham autorização ativa na mesma lista. “Se você selecionar a opção “Pedir ao App para Não Rastrear”, o desenvolvedor do app não poderá acessar o identificador de publicidade do sistema (IDFA), que geralmente é usado para rastreamento”, informa o Suporte Oficial da Apple.
Dentro do mesmo menu de Privacidade e Segurança do iPhone, o usuário pode selecionar o item Publicidade da Apple e desligar a chave Anúncios Personalizados, o que interrompe o direcionamento interno de ofertas na App Store, no Apple News e no aplicativo Ações. No navegador Safari, a proteção adicional envolve acionar a opção Impedir Rastreamento entre Sites para barrar coletores na web.
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Em celulares com sistema Android, o caminho passa pelo menu Configurações, seguindo para Google, Todos os serviços, Privacidade e segurança e, por último, Anúncios. Nessa tela, basta tocar em Excluir ID de publicidade — ou Redefinir ID de publicidade, sem gerar um novo código, caso a exclusão não apareça — e desativar as opções Temas de anúncios, Anúncios sugeridos por apps e Medição de anúncios. “Qualquer tentativa de acessar o ID vai retornar uma sequência de zeros no lugar dele”, explica a Ajuda do Google Play Console sobre o efeito prático do bloqueio.
Para completar a restrição no Android, o usuário deve ir em Configurações, acessar a aba Google, tocar em Gerenciar sua Conta Google e entrar na seção Dados e privacidade para desligar a Personalização de anúncios e pausar a Atividade na Web e de apps e o Histórico de Localização. Outra medida dentro de Configurações, na rota Privacidade e Gerenciador de permissões, consiste em limitar para Somente durante o uso ou Nunca o acesso de aplicativos a Localização, Microfone, Câmera e Sobrepor a outros apps, recurso que costuma ser explorado para exibir janelas pop-up intrusivas na tela inicial. Já no navegador Google Chrome para Android, o caminho indicado nos três pontos do canto superior é abrir Configurações e Privacidade e segurança para bloquear cookies de terceiros, além de revisar em Configurações de site as abas Notificações e Pop-ups e redirecionamentos para cortar alertas enviados via push.
Quais aplicativos e ajustes de DNS bloqueiam anúncios no Android e no iPhone?
Como a exclusão do identificador apenas encerra o direcionamento por perfil, barrar o carregamento visual de propagandas exige o uso de bloqueadores de conteúdo ou de um DNS privado com filtragem — serviço que traduz nomes de sites e barra domínios publicitários diretamente na rede. Além de preservar a privacidade, impedir o carregamento de banners em alta resolução, animações e vídeos automáticos reduz o consumo de processador, bateria e franquia de dados móveis, ao mesmo tempo em que protege o telefone contra malvertising, nome dado à distribuição de códigos maliciosos por meio de espaços publicitários.
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- DNS privado no Android: em Configurações, Rede e internet (ou Conexões) e DNS Privado, selecionar Nome do host do provedor de DNS privado e digitar o endereço dns.adguard.com.
- DNS manual no iPhone: em Ajustes, entrar em Wi-Fi, tocar no ícone “i” ao lado da rede conectada, escolher Configurar DNS, mudar para Manual e inserir os servidores de serviços como AdGuard DNS ou NextDNS.
- Aplicativos para iPhone (App Store): extensões AdGuard para Safari e 1Blocker (ativadas na seção Bloqueadores de Conteúdo) ou o navegador Brave.
- Aplicativos para Android (Google Play): aplicativo AdGuard, navegador Brave ou navegador Firefox combinado com a extensão uBlock Origin.
Para quem prefere não editar endereços de rede manualmente, os próprios aplicativos do NextDNS e do AdGuard instalam perfis de configuração automática no celular, desde que baixados exclusivamente nas lojas oficiais App Store e Google Play para evitar programas falsos que inserem novos rastreadores no sistema.
