Assento bidê com jato de água e secador lidera reformas nos EUA em 2026 e reduz uso de papel higiênico

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Vaso sanitário de alta tecnologia com bidê automático - KenSoftTH/shutterstock.com Foto: Vaso sanitário de alta tecnologia com bidê automático - KenSoftTH/shutterstock.com

Quase metade dos proprietários de imóveis que reformam o banheiro nos Estados Unidos opta por instalar um assento bidê ou vaso sanitário tecnológico em 2026. Levantamento da plataforma Houzz divulgado em 30 de setembro de 2026 mostra que 47% dos moradores escolheram equipamentos com recursos especiais, uma alta de 9 pontos percentuais em relação ao índice anterior.

O estudo 2026 U.S. Houzz Bathroom Trends Study ouviu 1.619 proprietários norte-americanos e registrou um gasto mediano nacional de US$ 15.000 por reforma de banheiro. No recorte de aparelhos sanitários, o assento bidê dispositivo acoplado ao vaso que higieniza com água, também conhecido pelo termo em inglês washlet assumiu a liderança isolada entre os itens adicionais, presente em 31% dos projetos. Segundo Marine Sargsyan, economista-chefe e diretora de pesquisa econômica da Houzz, os proprietários buscam que seus banheiros trabalhem mais por eles para apoiar tanto as rotinas diárias quanto o autocuidado.

Índices de adoção do assento bidê no estudo da Houzz em 2026

A pesquisa da Houzz detalha a evolução da procura por tecnologias acopladas às louças sanitárias em comparação com os anos anteriores. Enquanto a instalação de vasos com funções extras era de 41% em 2024, o salto para 47% em 2026 foi puxado diretamente pela busca por higienização com água e secagem térmica.

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Os recursos especiais mais escolhidos pelos proprietários que reformaram banheiros em 2026 se dividem nas seguintes proporções:

  • Assentos bidê integrados: 31% das escolhas (aumento de 10 pontos percentuais sobre os 21% registrados em 2025; em 2024 o índice era de 23%).
  • Pressão de água ajustável: 30% dos projetos.
  • Secadores de ar quente: 28% das reformas (alta de 10 pontos percentuais em relação aos 18% de 2025).
  • Assentos aquecidos: 27% dos banheiros (crescimento de 8 pontos percentuais frente aos 19% de 2025).
  • Sistema de autolimpeza do bocal: 22% das instalações.
  • Luz noturna integrada: 20% das escolhas.
  • Autodesodorizador: 14% das ocorrências.
Papel higienico - New Africa/shutterstock.com
Foto: Papel higienico – New Africa/shutterstock.com

Funcionamento do assento bidê e redução no consumo de papel

O assento bidê substitui a tampa tradicional do vaso sanitário e é conectado diretamente à tubulação de abastecimento de água localizada sob a caixa acoplada. Após o uso, um bocal retrátil se estende para aplicar um jato de água com direção, pressão e temperatura controladas pelo morador. A substituição do atrito do papel seco pela lavagem com água atende pessoas com pele sensível e altera a rotina de compras domésticas, fazendo com que o rolo de papel higiênico deixe de ser o item principal de limpeza e passe a funcionar apenas como apoio ou seja eliminado nos modelos com secador de ar quente. De acordo com dados da fabricante norte-americana TUSHY, a diminuição do descarte de papel reduz o risco de entupimentos na rede hidráulica e gera uma economia estimada em US$ 471 por ano para cada residência.

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Sediada no bairro do Brooklyn, em Nova York, e fundada em 2015 por Miki Agrawal e Justin Allen, a TUSHY ultrapassou a marca de 3 milhões de usuários registrados em 2026, após ter contabilizado 2,5 milhões de unidades vendidas até janeiro de 2025. Para Justin Allen, cofundador e diretor-executivo (CEO) da TUSHY, usar água para limpar as partes mais sujas do corpo é um hábito global, mas o vaso sanitário vinha sendo deixado em segundo plano na residência norte-americana enquanto o restante da casa evoluía.

Da patente de 1964 nos EUA à corrida por papel na pandemia de 2020

Apesar de o crescimento recente nos Estados Unidos ter ganhado tração a partir de março de 2020 quando a falta de papel higiênico nos supermercados durante o início da pandemia de Covid-19 multiplicou em até 10 vezes as vendas de fabricantes de acessórios acopláveis em poucas semanas, a tecnologia tem origem no próprio país. O bidê moderno acoplável foi inventado em solo norte-americano em 1964 por Arnold Cohen, que patenteou o aparelho sob o nome de American Sitzbath com o objetivo de auxiliar o pai a lidar com dores médicas crônicas. Diante de barreiras culturais e tabus no mercado dos Estados Unidos entre 1967 e 1969, Cohen licenciou e exportou o equipamento para o Japão, país onde o produto se popularizou em larga escala antes de retornar ao mercado ocidental décadas depois.

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Preços dos modelos de assento bidê e regras de instalação

Os valores de aquisição no mercado norte-americano variam conforme a presença de componentes eletrônicos e o nível de integração com a louça sanitária:

  • Acessórios não elétricos acoplados sob o assento existente: custam menos de US$ 100, com opções básicas de entrada entre US$ 30 e US$ 50 e modelos intermediários, como o TUSHY Classic 3.0, na faixa de US$ 100.
  • Assentos elétricos completos (com água aquecida, secador de ar e controle remoto): custam algumas centenas de dólares, a exemplo do modelo TUSHY Aura, vendido por US$ 599.
  • Vasos sanitários inteligentes integrados: partem de US$ 1.599 e alcançam milhares de dólares, com um gasto médio de clientes em torno de US$ 2.500 em projetos especializados.

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A instalação das versões mecânicas (não elétricas) pode ser feita pelo próprio morador, exigindo apenas a retirada da tampa antiga, o encaixe de uma válvula em formato de T na saída de água e a fixação do novo acessório, respeitando o formato redondo ou alongado da bacia e o espaço livre no ambiente. Já os modelos elétricos exigem uma tomada aterrada de três pinos próxima ao vaso sanitário; quando o banheiro não dispõe desse ponto de energia, a contratação de um eletricista qualificado é obrigatória para puxar a fiação com segurança em área úmida.

No uso diário, a manutenção requer limpeza periódica do assento e do bocal retrátil, especialmente em regiões abastecidas por água com alta concentração de minerais dissolvidos, além da recomendação de iniciar o uso na configuração mais baixa de pressão. No mercado da América do Norte, o segmento de assentos bidê registra uma taxa anual composta de crescimento (CAGR, indicador que mede o avanço médio anual do setor) de cerca de 12%, e o relatório de 2026 da National Kitchen & Bath Association (NKBA, associação norte-americana da indústria de cozinhas e banheiros) aponta que 51% dos profissionais da área projetam alta contínua na adoção de vasos inteligentes nos próximos três anos.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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