Dois homens encapuzados atiraram rojões contra o CT Dr. Joaquim Grava, do Corinthians, em São Paulo, na quarta-feira (14). Durante o protesto motivado pelos resultados recentes da equipe na temporada, um dos envolvidos exibiu um revólver e ameaçou profissionais de imprensa que trabalhavam na entrada do local.
A diretoria do clube acionou a Polícia Militar logo após os disparos e determinou o reforço imediato do policiamento nos dois portões de acesso do centro de treinamento. Em comunicado oficial divulgado na noite de 14 de outubro de 2026, o Sport Club Corinthians Paulista repudiou a violência e informou que entregará as gravações do circuito externo às autoridades policiais para auxiliar na investigação.
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Ação armada e disparos de rojões na porta do CT Joaquim Grava
O ataque na parte externa do CT Dr. Joaquim Grava ocorreu enquanto uma equipe da TV Globo gravava uma reportagem na rua de acesso ao centro de treinamento. Os dois homens chegaram ao endereço em um carro, desceram do veículo carregando uma bateria de rojões e abordaram os profissionais de comunicação que estavam na calçada, exigindo o desligamento imediato das câmeras sob ameaças verbais.
Em seguida, a dupla posicionou e acendeu os artefatos explosivos na direção do portão principal do centro de treinamento do Corinthians, gritando cobranças direcionadas ao elenco antes de retornar ao veículo. No instante em que deixavam a via de acesso, um dos homens encapuzados sacou uma arma de fogo, identificada como um revólver, e a exibiu diretamente para uma integrante da equipe de televisão.
Mobilização da segurança do Corinthians e dois episódios no mesmo dia
Os estouros provocados pela bateria de rojões foram ouvidos na área interna do CT Dr. Joaquim Grava e mobilizaram o corpo de segurança privada da instituição. Por medida de precaução, os funcionários do clube retiraram os jornalistas que acompanhavam os trabalhos dentro das dependências corintianas, enquanto uma viatura da Polícia Militar que estava no interior do terreno saiu para averiguar a movimentação na rua de acesso.
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O episódio registrado no portão principal foi o segundo incidente com fogos de artifício nas imediações do centro de treinamento ao longo da quarta-feira (14). Mais cedo, durante a realização da segunda sessão de treinos do dia, barulhos de rojões já haviam sido escutados por funcionários e membros da imprensa, o que levou a assessoria a retirar os repórteres da beira do gramado durante uma atividade que tinha abertura apenas parcial para cobertura jornalística.
Apresentação de Clarence Seedorf no Corinthians e crise no Campeonato Brasileiro
Os protestos ocorreram na mesma data em que o técnico Clarence Seedorf foi apresentado oficialmente pela diretoria durante a tarde e comandou suas duas primeiras sessões de treinamento à frente do elenco profissional do Corinthians. A chegada do novo comandante técnico tenta estancar uma sequência negativa na temporada, marcada pela proximidade da zona de rebaixamento na principal competição nacional e pelo aumento da pressão externa sobre jogadores e dirigentes.
Abaixo estão os números que resumem a situação esportiva do Corinthians e os dados da ocorrência registrada na capital paulista:
- Colocação no Campeonato Brasileiro: 16ª posição na tabela de classificação.
- Pontuação atual: 32 pontos somados na competição nacional.
- Sequência recente: 8 derrotas consecutivas acumuladas até a data do protesto.
- Participantes do ataque: 2 homens encapuzados em um automóvel não identificado.
- Medidas do clube: reforço nos 2 portões de acesso do CT Dr. Joaquim Grava e acionamento da Polícia Militar.
Posicionamento do Corinthians e imagens cedidas à polícia
Horas após a saída da dupla encapuzada e a vistoria realizada pela viatura da Polícia Militar nos arredores do centro de treinamento, a cúpula corintiana publicou um manifesto oficial sobre o ataque. “O Sport Club Corinthians Paulista se solidariza com os profissionais de imprensa da TV Globo pela ameaça sofrida em frente ao CT Dr. Joaquim Grava. O Clube se coloca à disposição das autoridades policiais para o fornecimento de imagens do circuito de câmeras de segurança para a investigação do caso. O Corinthians repudia de forma veemente qualquer ato de violência ou ameaça, reforçando seu compromisso com a liberdade de imprensa”, declarou o Sport Club Corinthians Paulista em nota oficial.
Até a última atualização das autoridades sobre o caso, a identidade dos dois homens encapuzados que dispararam os rojões e exibiram o revólver permanecia desconhecida, sem registro de identificação ou prisão dos suspeitos pela polícia. O inquérito contará com a análise das gravações do circuito de monitoramento externo disponibilizadas pela administração do CT Dr. Joaquim Grava às forças de segurança de São Paulo.
