Novo filme de Street Fighter aposta no visual colorido e peca no desenvolvimento de personagens

Street Fighter - Reprodução

Street Fighter - Reprodução

A adaptação em live-action da franquia de videogames Street Fighter, dirigida pelo cineasta Kitao Sakurai, chega às salas de cinema do Brasil nesta quinta-feira (15). A obra estreou com recepção mista da crítica especializada e registrou índice de aprovação entre 34% e 39% nas primeiras horas de avaliação após a queda do embargo.

As análises iniciais elogiam a fidelidade visual inspirada nos anos 1990 e o tom cômico do longa-metragem, mas apontam falhas no roteiro assinado por Kitao Sakurai e T. J. Fixman, desenvolvido a partir de uma história de Dalan Musson e Gary Dauberman. O texto é criticado por concentrar a narrativa na dupla principal e deixar o restante do elenco sem desenvolvimento.

Leia também: Crazy Taxi: World Tour chega em 2027 com exploração livre e partidas online

Crítica avalia visual e roteiro de Street Fighter

O aspecto estético do filme recebeu avaliações positivas pelo uso de cores fortes, saturação elevada e cenários que remetem diretamente ao período em que a história se passa. A figurinista Kym Barrett, que trabalhou na franquia Matrix, liderou a equipe de cabelo e maquiagem para transpor para o cinema as roupas clássicas e visuais complexos dos jogos, como o penteado do personagem Guile.

Na parte técnica das lutas, não há consenso entre os avaliadores. Enquanto uma parte da crítica aponta os combates como o ponto alto da produção destacando o trabalho dos coordenadores de dublês Anthony Rinna, Brayden Rodrigues e Jon Valera, além do uso de névoa e luzes neon pelo diretor, outra vertente classifica as sequências de ação como sem alma e prejudicadas por uma montagem excessivamente picotada.

Para o jornalista e crítico Cesar Soto, a fidelidade estética não compensa os problemas estruturais da obra. “Caracterizações fiéis, sem medo de abraçar a galhofa e o ridículo do material original, não são suficientes para salvar Street Fighter do maior pecado que uma adaptação de uma série clássica de games de luta poderia cometer”, afirmou.

Continue lendo: GTA 6 terá sistema que calcula suor conforme o esforço físico

A avaliação mista se repete nas análises internacionais sobre o equilíbrio entre o entretenimento visual e as falhas narrativas. “Em tantos aspectos, Street Fighter funciona exatamente da maneira que você quer que uma adaptação para a telona de Street Fighter funcione. Tornando as maneiras pelas quais ele não funciona ainda mais frustrantes”, declarou a crítica Liz Shannon Miller, em tradução livre. Já o crítico Tom Jorgensen destacou o ritmo imposto pela direção: “Há uma energia contagiante e celebratória correndo pelo Street Fighter de Kitao Sakurai a cada momento”, disse, também em tradução livre.

Trama de Street Fighter em 1993 e recursos de animação

Ambientada no ano de 1993, a história acompanha os lutadores Ryu, interpretado pelo ator Andrew Koji, e Ken Masters, vivido por Noah Centineo. Os dois protagonistas se afastaram após o assassinato de seu mestre Gouken, papel de Don Lee, pelas mãos de Akuma. A dupla volta a se reunir quando é recrutada pela agente Chun-Li para disputar o segundo World Warrior Tournament, torneio mundial de artes marciais organizado pelo ditador M. Bison.

Para contar o passado de Ryu e Ken antes do torneio, o longa-metragem utiliza sequências de prólogo e cenas de flashback produzidas em formato de anime, com traços característicos das animações japonesas da década de 1990. Todo o material animado inserido durante o filme foi desenvolvido pelo estúdio Titmouse Animation.

Elenco secundário e dados de produção de Street Fighter

Apesar de contar com dezenas de figuras conhecidas dos jogos, o roteiro utiliza os lutadores secundários apenas como suporte para a jornada de Ryu e Ken, sem aprofundar suas histórias individuais. O ator Jason Momoa acumula duas funções no projeto: além de atuar como um dos produtores do longa-metragem, ele interpreta em cena o lutador brasileiro Blanka. A lista a seguir detalha os dados técnicos da obra, o calendário de exibição e a divisão dos demais papéis do elenco:

Saiba mais: Epic Games Store libera Agent A de graça para celular e PC

  • Duração total: 120 minutos.
  • Orçamento estimado de produção: US$ 82 milhões.
  • Estúdios responsáveis: parceria entre a produtora Legendary Pictures e a desenvolvedora de jogos Capcom.
  • Distribuição comercial: Paramount Pictures.
  • Pré-estreia mundial: realizada na segunda-feira (12), no Grauman’s Chinese Theatre, nos Estados Unidos.
  • Estreia no Brasil: 15 de outubro de 2026.
  • Estreia nos Estados Unidos: sexta-feira (16).
  • Callina Liang: interpreta a lutadora Chun-Li.
  • David Dastmalchian: interpreta o vilão e ditador M. Bison.
  • Curtis ’50 Cent’ Jackson (rapper e ator): interpreta o boxeador Balrog.
  • Cody Rhodes (lutador profissional e ator): interpreta o militar Guile.
  • Joe ‘Roman Reigns’ Anoa’i (lutador profissional e ator): interpreta o antagonista Akuma.
  • Andrew Schulz (comediante e ator): interpreta o lutador Dan Hibiki.
  • Demais nomes do elenco: Orville Peck (Vega), Vidyut Jammwal (Dhalsim), Olivier Richters (Zangief) e Eric André (Don Sauvage).

Histórico de adaptações de Street Fighter e lançamentos de 2026

O longa-metragem dirigido por Kitao Sakurai que já havia trabalhado na adaptação de videogames ao comandar episódios da série Twisted Metal é a terceira produção em live-action baseada na franquia da Capcom. O primeiro filme, Street Fighter: A Última Batalha, chegou aos cinemas em 1994 com os atores Jean-Claude Van Damme e Raul Julia nos papéis principais. Quinze anos depois, em 2009, a marca ganhou o segundo projeto com atores reais, intitulado Street Fighter: A Lenda de Chun-Li.

Veja também: Rockstar lança trailer de GTA 6 focado em Jason e Lucia no PS5

A estreia também ocorre em uma temporada marcada por outras adaptações de jogos eletrônicos para as salas de cinema. Ao longo de 2026, o calendário de lançamentos do gênero reúne títulos como Mortal Kombat 2, The Super Mario Galaxy Movie e o novo filme da franquia Resident Evil, dirigido por Zach Cregger.

O desfecho do novo Street Fighter deixa a história aberta para uma possível continuação nos cinemas, mas a confirmação de uma sequência pelas produtoras Legendary Pictures e Capcom ainda depende do desempenho comercial nas bilheterias internacionais, que ganham o reforço do mercado norte-americano a partir desta sexta-feira (16).

Beatriz: Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.