Stênio Garcia acusa filhas e ex de reterem renda de imóveis no Rio de Janeiro

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Stenio Garcia - Reprodução: Instagram Foto: Stenio Garcia - Reprodução: Instagram

O ator brasileiro Stênio Garcia Faro, de 94 anos, usou o Instagram nesta quinta-feira (15) para acusar as filhas, Cássia Piovesan Faro e Gaya Piovesan Faro, e a ex-esposa Clarice Piovesan de reterem os rendimentos de imóveis sobre os quais ele possui usufruto vitalício, o direito legal de usar e receber a renda de um bem enquanto viver. Na gravação e no texto publicados na rede social, o artista afirmou que as familiares descumprem uma ordem judicial de depósito e que seu plano de saúde precisa ser pago pelo sogro, de 99 anos.

De acordo com o relato de Stênio Garcia em 15 de outubro de 2026, o acesso aos valores provenientes das propriedades foi interrompido em 2018. O artista declarou que acionou o Poder Judiciário há mais de um ano para tentar recuperar as quantias destinadas ao custeio de suas despesas pessoais na velhice.

“Há mais de um ano, tive que entrar na Justiça para reaver o meu direito de usufruto que me foi roubado. Infelizmente, mesmo na Justiça, as minhas filhas e a mãe delas, não querem devolver o meu direito”, afirmou o ator na publicação.

Veja também: Pedido de avaliação psicológica de Stênio Garcia partiu de sua própria advogada

Decisão da 3ª Vara Cível fixou R$ 5 mil mensais para Stênio Garcia

A disputa judicial tramita na 3ª Vara Cível da Capital do Rio de Janeiro e envolve diretamente um apartamento localizado em Ipanema, na Zona Sul carioca. O imóvel foi doado pelo ator às filhas, quando elas ainda eram menores de idade, em abril de 1986, com cláusula de reserva de usufruto vitalício registrada no 5º Ofício de Registro de Imóveis.

Em decisão noticiada em 6 de maio de 2026, a juíza de Direito Maria Cristina Barros Gutierrez Slaibi determinou que as rés Cássia, Gaya e Clarice Piovesan pagassem R$ 5 mil mensais a Stênio Garcia pelo uso do apartamento. A magistrada reconheceu que o autor da ação detém ao menos 50% do direito de usufruto sobre a propriedade.

Para o cumprimento da medida judicial, as três familiares rés no processo foram intimadas a realizar o depósito mensal de R$ 5 mil em favor do ator desde a determinação de maio de 2026. No vídeo divulgado nesta quinta-feira (15), contudo, Stênio Garcia informou que nenhum valor foi depositado até o momento para complementar sua renda, hoje restrita à aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após seu desligamento da TV Globo.

“Já houve ordem judicial para depósito, mas até agora nada. É justo eu ter plano de saúde pago pelo meu sogro de 99 anos? Eu não quero nada de ninguém, mas preciso do que é meu de direito, sou um idoso de 94 anos e isso também é crime contra um idoso”, declarou o artista.

Divisão de imóveis de Stênio Garcia na Rua Nascimento Silva e em Copacabana

Além do processo em andamento, o ator detalhou no pronunciamento a distribuição do patrimônio adquirido ao longo da carreira e repassado às filhas e à ex-companheira. Entre os bens listados está um apartamento na Rua Nascimento Silva, também em Ipanema, comprado com recursos próprios e dividido em quatro cotas iguais de 25% entre ele, Cássia, Gaya e Clarice — a parte da ex-mulher foi cedida como pagamento de uma ação judicial movida por ela em 1994.

“Enfim, além de eu ter 25% da Nascimento Silva e também não ter acesso a minha parte desse bem, cadê o meu usufruto que é um direito inalienável e inafiançável? Elas não respeitam a mim, não respeitam as leis e nem a Justiça”, disse Stênio Garcia.

No mesmo desabafo, o veterano mencionou a entrega de três lojas e de uma confecção equipada com máquinas industriais para as filhas, empreendimentos que, segundo ele, faliram após dez anos de funcionamento. O ator citou ainda uma cobertura na região da Bandeirantes e outros imóveis negociados ou transferidos à família.

“Não foi só esse imóvel que comprei ao longo dos anos, mas a casa em Friburgo, que foi vendida para pagar a mãe delas que me processou em 1994. O apartamento do Leblon, vendido e divido com a mãe delas, comprei Sítio em Xerem no nome delas, duas salas comerciais com garagem em Copacabana no nome delas, mas elas dividem os aluguéis com a mãe delas e não comigo que dei o dinheiro”, afirmou o ator.

Defesa de Cássia e Gaya Piovesan alega acordo judicial de 1994

Nos autos do processo referente ao apartamento de Ipanema, as partes divergem sobre o controle integral do benefício. A defesa de Cássia, Gaya e Clarice Piovesan sustenta que não reside no local há anos e argumenta que o acordo judicial firmado em 1994 transferiu 50% do usufruto para Clarice, que ocupava o imóvel.

Em manifestação anterior sobre o caso, Gaya Piovesan lamentou a exposição pública do conflito familiar e disse desejar a reaproximação com o pai. Ela declarou na ocasião que a renda obtida com a locação do apartamento de Ipanema foi utilizada para pagar outra moradia para a mãe, em razão de problemas de mobilidade. Até a publicação do vídeo de Stênio Garcia em 15 de outubro de 2026, as filhas e seus advogados não haviam divulgado um novo pronunciamento oficial sobre as declarações do ator.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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