Desenvolvedores independentes publicaram no repositório de códigos GitHub o carregador experimental pLinux5-NG, ferramenta que permite iniciar o sistema operacional Linux em consoles PlayStation 5 desbloqueados. A solução lançada na terça-feira (13) amplia a instalação do software alternativo para aparelhos com versões de firmware mais recentes, abrangendo a faixa planejada entre 8.xx e 13.60.
Com o avanço técnico repercutido nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, entusiastas e programadores passaram a divulgar registros em redes sociais que demonstram distribuições completas, como Ubuntu e CachyOS, em funcionamento direto no console da Sony. Apesar da meta de cobrir diversas atualizações do aparelho, a documentação da primeira versão experimental do projeto, identificada como v0.1.0, confirma suporte efetivo inicial apenas ao firmware 13.20, enquanto testes preliminares feitos pela comunidade já registram a inicialização em fase de experimentação na versão 13.60.
Como o Byepervisor-Reborn e o Relapse atuam no PlayStation 5
Para contornar as barreiras de segurança do PlayStation 5 nas versões mais novas do software de sistema, o carregador pLinux5-NG exige a combinação de duas ferramentas de desbloqueio distintas: o exploit Relapse e o recurso Byepervisor-Reborn. O Relapse, introduzido em setembro de 2026, atua na obtenção de acesso ao núcleo do sistema (kernel) no firmware 13.60, atualização que havia sido distribuída originalmente pela fabricante em julho de 2026. Já o Byepervisor-Reborn, divulgado no mesmo dia da publicação do repositório pLabs5/pLinux5-NG, encarrega-se de superar a camada de proteção do hipervisor do console por meio de uma falha acionada durante o modo de repouso do equipamento, processo técnico denominado S3 resume.
O hipervisor funciona como uma barreira de segurança que controla e restringe o acesso direto aos componentes físicos do videogame. Ao ultrapassar essa proteção específica, os desenvolvedores conseguem carregar sistemas operacionais alternativos e executar aplicações independentes fora do ambiente oficial da fabricante. Contudo, a utilização conjunta do Relapse e do Byepervisor-Reborn também provocou debates internos na comunidade de usuários, uma vez que as mesmas brechas de segurança abrem caminho para a instalação de lojas alternativas não oficiais e para a execução de cópias piratas de jogos no console.
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Restrições da PlayStation Network e bloqueios nos firmwares 14.00 e 14.10
A execução do sistema alternativo impõe restrições diretas ao uso dos serviços online oficiais do videogame, já que o procedimento depende de falhas que foram fechadas em versões posteriores do software. Os usuários que optam por manter o aparelho nas versões compatíveis com a ferramenta ficam impedidos de acessar a rede da fabricante, que exige sempre a instalação do pacote mais recente.
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- Versões 8.xx a 13.60: faixa total de sistemas do console visada pelo desenvolvimento do carregador pLinux5-NG.
- Versão 13.20: atualização com suporte técnico efetivo confirmado na documentação inicial da compilação v0.1.0.
- Versões 14.00 e 14.10: atualizações distribuídas em setembro e outubro de 2026 que corrigem as vulnerabilidades do desbloqueio e são obrigatórias para conexão à PlayStation Network (PSN).
Diferenças do pLinux5-NG para o antigo projeto ps5-linux-loader
A criação do pLinux5-NG consiste em uma adaptação e retrabalho do projeto anterior denominado ps5-linux-loader, que tinha origem nas pesquisas do engenheiro de segurança e modder Andy Nguyen, conhecido na comunidade como theflow0, responsável por descobrir falhas iniciais no hipervisor do aparelho e estruturar o projeto original ps5-linux. A versão antiga da ferramenta restringia a instalação do sistema operacional aberto a consoles que estivessem entre os firmwares 3.00 e 7.61, o que na prática limitava o procedimento a unidades do PlayStation 5 que não recebiam atualizações de software desde agosto de 2023.
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Na implementação voltada aos firmwares até a versão 7.61, o ambiente Linux no videogame já apresentava compatibilidade com saída de vídeo e áudio via cabo HDMI em resolução máxima de 4K a uma taxa de atualização de 60 Hz. O sistema anterior também reconhecia periféricos conectados às portas USB, rede via cabo Ethernet, conexão sem fio Bluetooth e permitia o uso de uma unidade de armazenamento SSD no formato M.2 dedicada exclusivamente ao sistema alternativo. Com esses recursos ativos, o console operava de forma semelhante a um computador ou a uma Steam Machine, sendo capaz de rodar títulos desenvolvidos para Windows através da camada de compatibilidade Proton, mantida pela empresa Valve.
Desempenho do PlayStation 5 com jogos de PC e testes pendentes
Durante a vigência do método anterior em sistemas até a versão 7.61, testes práticos demonstraram a execução de jogos comerciais de computador diretamente no hardware do console. Entre os títulos avaliados na ocasião estavam Marvel’s Spider-Man Remastered e GTA 5 Enhanced, sendo que este último alcançou desempenho de 60 quadros por segundo (fps) na resolução de 1440p utilizando a tradução de dados do Proton.
No estágio atual de desenvolvimento do pLinux5-NG, ainda não está confirmado se todas as funções de aceleração de hardware e o nível de estabilidade em jogos da plataforma Steam obtidos no carregador antigo funcionarão de maneira idêntica nos firmwares até 13.60. Além disso, não há nenhum pronunciamento ou reação oficial da Sony a respeito da publicação do pLinux5-NG ou da ferramenta Byepervisor-Reborn.
