O SUV médio BYD Song Pro 2027 está disponível na rede de concessionárias brasileiras com motorização híbrida plug-in flex e preços oficiais de R$ 176.990 na versão de entrada GL (valor praticado na modalidade de venda direta) e R$ 199.990 na configuração topo de linha GS. Apresentado oficialmente pela fabricante chinesa em 4 de agosto de 2026, o utilitário esportivo passou por uma reestilização visual de meia-vida e manteve na opção mais completa o mesmo patamar financeiro cobrado na linha 2026.
Antes da estreia oficial, no fim de julho de 2026, unidades do veículo nas cores preta e branca já haviam sido enviadas aos pátios de revendas na cidade de São Paulo em caminhões-cegonha. Na etapa de pré-lançamento, lojistas consultados previam que apenas a versão GS chegaria inicialmente com o visual atualizado e projetavam um acréscimo de aproximadamente R$ 10 mil após o lote promocional, mas a BYD optou por lançar as duas configurações renovadas simultaneamente e reduziu o preço da versão GL em R$ 13 mil frente à tabela anterior. O prazo médio de entrega informado pelas concessionárias para os compradores é de cerca de 20 dias.
Motorização híbrida plug-in flex prioriza autonomia elétrica
O lançamento consolida o Song Pro 2027 como o segundo automóvel com tecnologia flex da BYD no mercado brasileiro, seguindo a estreia do SUV compacto Atto 2 DM-i em junho de 2026. O utilitário médio adota o sistema Super Híbrido DM-i de quinta geração (DM-i 5.0), que combina um motor 1.5 aspirado de ciclo Atkinson, calibrado para consumir gasolina ou etanol em qualquer proporção, a um propulsor elétrico dianteiro. Segundo a fabricante, a eficiência térmica do propulsor a combustão atingiu 46,06%.
A adaptação mecânica para a queima do biocombustível vegetal resultou em uma redução de potência máxima na comparação com a linha 2026, que operava exclusivamente a gasolina e entregava 223 cv na opção GL e 235 cv na GS. Na linha 2027, a ficha técnica homologada registra 218 cv de potência combinada para o Song Pro GL e 219 cv para o Song Pro GS, ambos com torque máximo de 300 Nm (30,6 kgfm) e tração dianteira. Apesar do recuo numérico, o modelo permanece mais potente que o irmão menor Atto 2, cujas configurações variam entre 177 cv e 197 cv.
Para compensar a calibração de potência, a engenharia da montadora otimizou o gerenciamento energético das baterias do tipo Blade, elevando o alcance no modo 100% elétrico segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A versão GS manteve o acumulador de 18,3 kWh, ampliando a autonomia elétrica de 62 km para até 72 km, enquanto a versão GL passou de 12,96 kWh para 13,1 kWh, subindo de 49 km para até 57 km sem uso de combustível líquido.
Preços, potência e alcance oficial da linha 2027
- Song Pro GL 2027: R$ 176.990 (venda direta), potência combinada de 218 cv, bateria de 13,1 kWh, autonomia elétrica PBEV de até 57 km e alcance combinado (padrão NEDC) de até 1.075 km com gasolina ou 775 km com etanol.
- Song Pro GS 2027: R$ 199.990, potência combinada de 219 cv, bateria de 18,3 kWh, autonomia elétrica PBEV de até 72 km e alcance combinado (padrão NEDC) de até 1.105 km com gasolina ou 805 km com etanol.
- Recarga e desempenho: potência de carregamento em corrente alternada (AC) de 6,6 kW, função de descarga externa (VTOL), tanque de 52 litros, velocidade máxima de 180 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos (GL) e 8,8 segundos (GS).
Alterações visuais na dianteira e medidas da carroceria
As mudanças estéticas externas concentram-se na seção frontal do veículo, alinhada à identidade visual “Dragon Face” utilizada nos lançamentos globais da marca. O conjunto óptico em full-LED ficou mais afilado e interligado por uma barra horizontal cromada que traz o ideograma referente ao nome “Song”, acompanhado por grade inferior remodelada, novo para-choque e entradas de ar redefinidas.
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Nas laterais, o utilitário recebeu rodas de liga leve de 18 polegadas com novo desenho, pneus 225/60 R18 e traços suavizados na coluna traseira (coluna C). A parte posterior manteve a lanterna em LED sequencial de ponta a ponta, adicionando um vinco remodelado que cruza a tampa do bagageiro até os para-lamas, retoques no para-choque e o emblema “Flex” fixado no canto inferior esquerdo, logo abaixo da sigla “DM-i”.
Nas dimensões oficiais, o modelo 2027 registra 4,74 metros de comprimento (variação de 1 centímetro em relação aos 4,73 metros divulgados em materiais preliminares), 1,86 metro de largura, 1,71 metro de altura e 2,71 metros de distância entre-eixos, com vão livre do solo de 160 milímetros. O volume do porta-malas subiu de 520 litros para 530 litros com os cinco assentos em posição normal, chegando a 1.482 litros com o banco traseiro rebatido, mantendo o kit de reparo emergencial de pneus sob o assoalho no lugar do estepe.
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Renovação da cabine e montagem em Camaçari
O habitáculo do SUV comercializado no Brasil adotou um conjunto integrado de telas digitais com acabamento em preto brilhante (black piano), composto por um painel de instrumentos de 8,8 polegadas e uma central multimídia de 12,8 polegadas equipada com sistema Google Automotive Services, além de espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. O volante multifuncional preservou o formato circular, mas ganhou um raio inferior mais largo, e o seletor de marchas foi transferido do console central para a coluna de direção, liberando espaço entre os bancos dianteiros para a nova disposição de botões e para o carregador de celular por indução de 50 W.
A cabine incorpora novos difusores de ar centrais e laterais, bancos redesenhados com ajustes elétricos para motorista e passageiro na versão GS e teto solar panorâmico com abertura elétrica. O pacote de assistência à condução ADAS 2 passou a integrar a lista de série desde a configuração GL, reunindo controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e leitor de placas de velocidade.
Assim como ocorria na linha 2026, o BYD Song Pro 2027 flex é montado no complexo industrial de Camaçari, na Bahia, por meio do regime SKD (Semi Knocked Down), operação em que os conjuntos chegam parcialmente desmontados da China para a finalização em território baiano. A fabricante mantém o cronograma de inaugurar as etapas complementares de manufatura local na planta até o fim de 2026, embora a data exata para o início da produção 100% nacionalizada ainda não tenha sido confirmada oficialmente pela empresa.
