Flávio Bolsonaro descarta Eduardo no Itamaraty e cargo ao pai

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Flávio Bolsonaro - Instagram Foto: Flávio Bolsonaro - Instagram

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, que a nomeação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para um cargo em eventual governo não está no radar. Durante sabatina na TV Globo, o parlamentar também descartou indicar o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), para comandar o Ministério das Relações Exteriores.

Questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre a presença de familiares na administração federal caso vença a eleição presidencial, o candidato declarou que o ex-presidente da República não solicitou função pública. “O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Consultas a Jair Bolsonaro fora da estrutura formal de governo

Mesmo sem prever uma nomeação oficial na Esplanada dos Ministérios, o candidato do PL indicou que pretende recorrer ao pai como conselheiro político caso assuma o Palácio do Planalto. “Tenho o privilégio de na hora que eu precisar consultar um ex-presidente da República, tenho dentro de casa um de confiança. Sou um privilegiado por isso, mas nunca tratou de cargo comigo”, declarou o senador durante a entrevista exibida ao vivo após o Jornal Nacional.

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O questionamento sobre uma eventual nomeação ocorreu em meio a movimentações jurídicas que buscam reverter ou anular as punições impostas ao ex-chefe do Executivo. Jair Bolsonaro, que governou o país entre 2019 e 2022, cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após o pleito de 2022, julgamento que Flávio Bolsonaro classificou na entrevista como uma “farsa” conduzida por “inimigos”.

“Bolsonaro foi condenado em uma farsa, condenado por seus inimigos”, disse o candidato ao defender o pai das decisões judiciais.

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Negativa sobre Eduardo Bolsonaro no comando do Itamaraty

Ao tratar da situação do irmão, Flávio Bolsonaro negou as especulações de que Eduardo Bolsonaro pudesse assumir o posto de chanceler em um futuro governo. “Não, ele não vai ser meu chanceler. Eduardo é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil”, afirmou o senador.

O candidato elogiou a atuação internacional do ex-parlamentar junto a lideranças conservadoras no exterior, mas separou essa articulação política do preenchimento de cargos no Poder Executivo nacional. “O Eduardo faz um trabalho brilhante […] Agora, a questão de ser chanceler ou ministro aqui no Brasil é outro assunto”, declarou Flávio Bolsonaro, acrescentando sobre o irmão: “Algum dia, a história ainda vai reconhecê-lo como alguém que se sacrificou para defender a democracia no nosso país.”

A situação jurídica do ex-deputado federal envolve restrições impostas por decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde 2025 e foi condenado pela Corte a uma pena de 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, sob a acusação de articular sanções e sobretaxas do governo de Donald Trump contra o Brasil e contra magistrados do tribunal.

Propostas de Flávio Bolsonaro para mandato único e escala 6×1

Na entrevista realizada nos Estúdios Globo, com duração aproximada de 40 minutos, o senador também apresentou compromissos de campanha para a área econômica e trabalhista. Flávio Bolsonaro declarou apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de atividade para um dia de descanso, e afirmou que abrirá mão de tentar um segundo mandato consecutivo caso vença a disputa presidencial.

O candidato prometeu ainda que o plano de ajuste fiscal de seu eventual governo preservará os valores destinados a benefícios previdenciários e áreas sociais obrigatórias. De acordo com as declarações feitas na sabatina, o corte de gastos não afetará o salário mínimo, as aposentadorias nem os pisos constitucionais de financiamento da saúde e da educação.

Calendário das sabatinas e da votação do segundo turno em 2026

A participação do senador do PL encerrou a rodada de entrevistas da emissora com os dois concorrentes à Presidência da República, cuja ordem de exibição foi definida previamente em sorteio com representantes das campanhas. O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi entrevistado na véspera, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026.

A votação do segundo turno das eleições presidenciais entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está marcada para o dia 25 de outubro de 2026.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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