Apoiadores e lideranças políticas da região Sul realizaram uma carreata, motociata e ato público em favor do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (17), nas ruas de Curitiba. A mobilização ocorreu a oito dias do segundo turno presidencial e reuniu o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), o governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL).
Os manifestantes também declararam oposição ao presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “É um ato simbólico muito forte em apoio a Flávio Bolsonaro presidente e fora Lula”, afirmou Sergio Moro durante a mobilização na capital paranaense, que ocorreu sem a presença do próprio candidato presidencial homenageado no evento.
Trajeto do ato por Flávio Bolsonaro da Polícia Federal até a Boca Maldita
A escolha dos pontos de encontro na capital paranaense foi pautada pela trajetória de Sergio Moro como ex-juiz federal da Operação Lava Jato e pelas condenações impostas ao atual chefe do Executivo. O percurso teve início em frente à Superintendência da Polícia Federal, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu pena de prisão durante 580 dias, passou pelo edifício da Justiça Federal e terminou na região central da cidade.
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Ao justificar o local de partida da carreata, Moro defendeu o legado da investigação. “A Lava Jato é uma grande marca, a maior operação da história do Brasil contra a corrupção, e o paranaense tem orgulho da Lava Jato”, disse o governador eleito do Paraná.
Ele também criticou a atual gestão federal e mencionou escândalos ligados ao Banco Master. “Se a Justiça e a lei tivessem sido cumpridas à risca, Lula estaria aqui ainda cumprindo pena e não teria feito tão mal para o país”, declarou Moro.
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Na sequência do evento, o governador eleito paranaense pediu votos para o número de urna 22. “O Paraná mostra que não foge à sua responsabilidade e no dia 25 todos vão votar 22 para colocar no Palácio do Planalto um aliado do Paraná, um aliado do Sul do Brasil. O Sul se uniu, pois sabe que o Lula não gosta do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”, afirmou.
Articulação de Jorginho Mello, Zucco e senadores eleitos na campanha do Sul
Jorginho Mello declarou que as agendas conjuntas nos três estados buscam mobilizar o eleitorado na reta final da disputa presidencial. “Um ato cívico, um ato de demonstração de unidade entre o Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Nós estamos juntos, participando de eventos em cada estado, querendo dizer para a população da importância de a gente libertar o Brasil”, disse o governador reeleito catarinense.
Luciano Zucco agradeceu a recepção no Paraná e afirmou que a articulação regional pretende ampliar a vantagem eleitoral do candidato do PL na região. “Ganhamos nos três estados, mas vamos aumentar ainda mais a diferença para que a gente possa, no dia 25, salvar o Brasil, salvar os brasileiros. É Flávio 22”, afirmou o governador eleito gaúcho.
Além dos três chefes de Executivo estaduais eleitos pelo PL, o ato político em Curitiba contou com a presença de parlamentares eleitos na região e integrantes das chapas majoritárias locais. Estiveram na manifestação o vice-governador eleito do Paraná, Edson Vasconcelos, o senador eleito por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL), irmão do candidato presidencial, os senadores eleitos pelo Paraná Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo), e os senadores eleitos pelo Rio Grande do Sul Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson.
Cronograma da Grande Motociata do Sul e agendas da disputa presidencial em 2026
As mobilizações realizadas em Santa Catarina e no Paraná neste sábado, 17 de outubro de 2026, fazem parte de uma ação conjunta batizada pelos organizadores de Grande Motociata do Sul. Antes do deslocamento para Curitiba, Jorginho Mello, Sergio Moro e Luciano Zucco estiveram juntos pela manhã em Florianópolis, onde conduziram uma motociata com concentração na Via Expressa Sul e passagem pela avenida Beira-Mar Norte.
A série de eventos coordenados pelos governadores eleitos teve início dias antes no Rio Grande do Sul, onde o próprio Flávio Bolsonaro subiu ao palanque ao lado de Zucco, Moro e Mello em um comício no Centro Histórico de Porto Alegre. Enquanto o grupo político do PL concentrava agendas no Sul neste fim de semana, a campanha adversária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu atos no estado de São Paulo, incluindo uma caminhada na região de Heliópolis com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de Fernando Haddad (PT) e de Simone Tebet (PSB).
- 4 de outubro de 2026 (domingo): realização do primeiro turno das eleições gerais no país.
- 14 de outubro de 2026 (quarta-feira): comício no Centro Histórico de Porto Alegre (RS) com Flávio Bolsonaro, Luciano Zucco, Sergio Moro e Jorginho Mello.
- 17 de outubro de 2026 (sábado), pela manhã: motociata em Florianópolis (SC), da Via Expressa Sul até a Beira-Mar Norte.
- 17 de outubro de 2026 (sábado), às 14h30: início da concentração em Curitiba (PR), na Superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida.
- 17 de outubro de 2026 (sábado), às 16h30: chegada da carreata à Boca Maldita, no Centro de Curitiba, após passagem pela Justiça Federal no bairro Ahú.
- 25 de outubro de 2026 (domingo): data de votação do segundo turno das eleições presidenciais.
Até a publicação desta reportagem, nem a Polícia Militar nem os organizadores do evento haviam divulgado uma estimativa oficial de público ou o número de veículos que participaram da carreata e do ato político em Curitiba. A votação de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva ocorre em todo o país no domingo, 25 de outubro de 2026.
