Receita Federal libera R$ 1,26 bilhão em lote residual do IR 2026

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Receita Federal - IR - Imposto de renda 2026 - Joédson Alves/Agência Brasil Foto: Receita Federal - IR - Imposto de renda 2026 - Joédson Alves/Agência Brasil

A Receita Federal concluiu o depósito dos quatro lotes regulares da restituição do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) e concentrou os repasses nas etapas residuais para quem regularizou pendências com o Fisco. O pagamento residual mais recente ocorreu em 30 de setembro de 2026, quando o órgão transferiu R$ 1.265.846.221,42 para 412.186 contribuintes diretamente na conta bancária ou chave Pix (CPF) informada na declaração.

O contribuinte que entregou a declaração no prazo entre 23 de março e 29 de maio de 2026, mas ainda não recebeu o reembolso do imposto pago a mais, teve o documento retido por inconsistências cadastrais ou de valores. Nesses casos, a liberação do dinheiro depende do envio de uma declaração retificadora e do processamento em novos lotes mensais de malha fina, cuja consulta abre no portal Meu Imposto de Renda cerca de uma semana antes de cada depósito.

Etapas para verificar a situação do CPF nos canais da Receita Federal

A verificação sobre a inclusão em novos repasses e o acompanhamento do status de processamento são gratuitos nos sistemas digitais da Receita Federal. O cidadão deve seguir quatro passos básicos na plataforma oficial:

  • Acessar a página da Receita Federal na internet ou entrar diretamente no portal Meu Imposto de Renda;
  • Digitar o número do CPF, informar a data de nascimento e escolher o ano-exercício de 2026;
  • Conferir na tela se o valor já foi liberado para pagamento, a quantia exata e o banco de destino do depósito;
  • Utilizar a opção “Consultar minha restituição” dentro do aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para celulares com sistemas Android e iOS, caso prefira o atendimento móvel.

Para os pagamentos residuais do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), a abertura da consulta pública costuma ocorrer a partir das 9h ou 10h da manhã, aproximadamente sete dias antes da transferência bancária. A data precisa de abertura da consulta e de depósito do próximo lote residual, após a rodada quitada no fim de setembro, ainda não foi divulgada pela administração tributária.

Como identificar erros no e-CAC e liberar valores retidos

Quando o nome do declarante não aparece em nenhum dos lotes regulares já encerrados, o caminho indicado pela Receita Federal é a consulta detalhada no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, conhecido como portal e-CAC. Ao entrar no extrato da declaração e selecionar a aba “Processamento”, o cidadão visualiza se caiu na malha fiscal — retenção para verificação de divergências entre o que foi declarado pela pessoa física e o que foi informado por empresas, bancos ou planos de saúde — e qual dado específico travou a devolução do dinheiro. Identificado o erro no preenchimento, basta transmitir uma declaração retificadora pelo programa gerador ou pelo aplicativo oficial para que o documento volte à fila de análise e entre nos próximos lotes residuais.

Também existem situações em que a restituição foi liberada pelo Fisco, mas o depósito voltou por erro nos dados bancários digitados na declaração ou por encerramento da conta informada. A regra de segurança da Receita Federal permite o crédito exclusivamente em conta de titularidade do próprio declarante. Quando o repasse é bloqueado por falha bancária, o cidadão tem o prazo de até um ano para solicitar o reagendamento do crédito por meio do portal ou do atendimento do Banco do Brasil.

Regras de preferência na fila de pagamento do Imposto de Renda

Mesmo nos lotes residuais, a liberação das quantias obedece a uma ordem de prioridades definida pela legislação tributária federal. Depois do atendimento aos grupos preferenciais, o critério de desempate leva em conta a data de entrega da declaração ou da retificadora sem erros. A fila segue cinco faixas de atendimento:

  • Pessoas físicas com idade igual ou superior a 80 anos;
  • Cidadãos de 60 a 79 anos, pessoas com deficiência física ou mental e portadores de doença grave;
  • Profissionais cuja maior fonte de rendimentos seja o exercício do magistério;
  • Declarantes que usaram o modelo pré-preenchido e escolheram simultaneamente o recebimento via chave Pix vinculada ao CPF;
  • Demais contribuintes sem prioridade legal, ordenados pela data de envio do documento ao Fisco.
Restituição Imposto Renda Receita Federal
Restituição Imposto Renda Receita Federal – Foto: rafastockbr/ Shutterstock.com

Balanço do calendário reduzido e do lote especial automático

O cronograma regular de devoluções do exercício de 2026 passou por uma reformulação operacional na Receita Federal, que reduziu a divisão tradicional de cinco para quatro lotes mensais e alterou a data final de 28 para 31 de agosto. Os dois primeiros repasses ocorreram em 29 de maio, para 8.749.992 pessoas, e em 30 de junho, para 9.585.797 contribuintes, movimentando R$ 16 bilhões em cada etapa e quitando 80% do volume previsto para o ano. O terceiro depósito regular saiu em 31 de julho, enquanto o quarto e último lote ordinário foi pago em 31 de agosto de 2026 para 521.935 declarantes, somando R$ 1,238 bilhão. Ao todo, o Fisco recebeu 44.498.717 declarações dentro do prazo regulamentar, sendo 59,8% delas enviadas com o recurso da declaração pré-preenchida.

Além do calendário principal, a temporada teve em 15 de julho de 2026 o depósito de um lote especial de restituição automática, com consulta aberta desde 8 de julho. A medida atendeu cidadãos desobrigados de entregar a declaração, mas que tiveram imposto retido na fonte e possuíam direito a reembolso de até R$ 1.000 por CPF via chave Pix, com previsão de R$ 500 milhões para cerca de 4 milhões de pessoas. Já no lote residual pago em 30 de setembro de 2026, dos 412.186 contemplados, 281.609 utilizaram a declaração pré-preenchida ou o Pix, 59.722 tinham entre 60 e 79 anos, 19.699 eram professores, 9.250 tinham mais de 80 anos, 7.341 possuíam deficiência ou doença grave e 34.565 não tinham prioridade legal, restando aos demais declarantes acompanhar o portal Meu Imposto de Renda para as próximas liberações residuais.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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