A maioria dos estados norte-americanos encerra o horário de verão em 1º de novembro de 2026, exatamente às 2h do horário local, momento em que os ponteiros recuam uma hora e retornam ao horário padrão. O ciclo teve início em 8 de março de 2026 e completou oito meses de vigência com a finalidade de aproveitar melhor a claridade natural.
A regra obedece à Lei do Tempo Uniforme de 1966, coordenada pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos, mas passa por contestações no Congresso. Estudos sobre o tema apontam que a economia de energia elétrica fica abaixo de 1%, enquanto a mudança provoca fadiga e desorientação temporária no ritmo circadiano da população, apesar de garantir mais claridade à tarde para atividades ao ar livre.
Debate no Congresso sobre a mudança permanente dos relógios
O retorno ao horário padrão garante uma hora adicional de descanso na madrugada da mudança, com atualização automática em celulares e computadores conectados à internet. Aparelhos analógicos e domésticos sem conexão precisam de ajuste manual antes da manhã de domingo.
Em âmbito federal, a Câmara dos Representantes aprovou em 14 de julho de 2026, por 308 votos a 117, o projeto de lei H.R. 139, conhecido como Sunshine Protection Act (Lei de Proteção da Luz Solar, proposta para tornar o horário de verão permanente no país). Apresentado pelo deputado federal Vern Buchanan e apoiado pelo presidente Donald Trump, o texto ainda aguarda votação no Senado, onde o líder da maioria, John Thune, apontou falta de consenso para aprovar a medida antes da transição de novembro.
O Senado havia aprovado versão semelhante da proposta em 2022, que acabou arquivada na época sem aval dos deputados. No plano regional, 29 estados já apresentaram projetos próprios para encerrar as duas alterações anuais, incluindo uma resolução na Pensilvânia em 2023 que não avançou.
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Estados e territórios que mantêm o horário padrão o ano inteiro
A alteração nos relógios não vale para todo o território nacional, pois a legislação federal permite que estados fiquem no fuso padrão durante os 12 meses. As localidades de fora da transição priorizam a estabilidade na rotina escolar, comercial e turística devido à menor variação solar próxima à linha do equador:
- Havaí e a maior parte do estado do Arizona, com exceção do território da Nação Navajo, que aplica o ajuste sazonal.
- Territórios norte-americanos como Porto Rico, Guam, Samoa Americana, Ilhas Marianas do Norte e Ilhas Virgens Americanas.
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Histórico da medida e efeitos registrados na saúde pública
O sistema de adiantamento dos relógios começou nos Estados Unidos em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, para reduzir o uso de carvão, sendo retomado na Segunda Guerra Mundial e ampliado na crise energética da década de 1970. Pesquisas médicas e viárias mostram que as trocas de março e novembro alteram o ciclo de sono e elevam temporariamente o registro de acidentes de trânsito, gerando custos indiretos superiores à economia de energia.
Com o recuo das 2h para 1h em 1º de novembro de 2026, o amanhecer passa a ocorrer mais cedo pelo relógio, o que amplia a claridade matinal para o deslocamento de estudantes e trabalhadores antes do solstício de inverno no hemisfério norte, marcado para 21 de dezembro.
