Flávio Bolsonaro promete congelar dívidas por até 1 ano no país

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou a criação do Ministério da Prosperidade e a reestruturação da Caixa Econômica Federal para atender favelas e periferias durante o debate presidencial neste domingo (18), em São Paulo. No encontro com o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar também prometeu que o governo federal comprará dívidas bancárias de cidadãos e empresas para suspender as cobranças por até um ano.

Ao apresentar suas diretrizes econômicas para um eventual mandato, o candidato do PL afirmou que o banco estatal passará a atuar diretamente na formalização de trabalhadores e na oferta de crédito. “A Caixa, no meu governo, vai ser o Itaú das favelas ou o Bradesco das periferias”, declarou Flávio Bolsonaro.

Atuação da Caixa Econômica Federal nas periferias e regras de crédito

Segundo a proposta detalhada pelo senador durante o debate sobre condições de vida e economia, a instituição financeira pública será usada para orientar pequenos empreendedores sobre como estruturar e desenvolver suas atividades comerciais. O plano prevê que a estatal ofereça cursos profissionalizantes, ajude trabalhadores informais a abrir empresas e auxilie na ampliação de vendas pela internet, além de liberar financiamentos de longo prazo com taxas de juros reduzidas para estimular investimentos.

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“Gente, a favela é potência. Onde tem gente circulando e uma economia que pode estar bombando”, disse o candidato. Na mesma exposição sobre o apoio aos pequenos negócios, Flávio Bolsonaro afirmou que o acompanhamento estatal será integral: “Eu vou cuidar de você de ponta a ponta”. Ele acrescentou que os interessados terão suporte técnico direto nas agências. “Você vai ter o passo a passo de como vai abrir a sua própria empresa. Você vai ter acesso a um financiamento barato de verdade, a um juro bem pequenininho”, declarou.

Dentro do modelo apresentado pelo candidato do PL para incentivar a saída da informalidade, os novos microempreendedores que regularizarem seus cadastros contarão com um regime de impostos simplificados, cuja cobrança só terá início depois que o trabalhador começar efetivamente a gerar renda em seu negócio.

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Programa de Flávio Bolsonaro para compra de dívidas e manutenção do Bolsa Família

Para enfrentar o endividamento das famílias e dos pequenos negócios, o parlamentar propôs que a União assuma os débitos existentes nas instituições financeiras privadas e públicas. “No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida dos bancos”, afirmou o senador. De acordo com a explicação dada no encontro televisivo, a medida busca reduzir o peso imediato dos compromissos financeiros no orçamento doméstico e empresarial, permitindo a reorganização das contas antes da retomada dos pagamentos.

“Eu vou comprar a sua dívida dos bancos. Para você que é pessoa física, vai ficar seis meses congelada, parada a sua dívida. E para você que é pessoa jurídica, esse prazo vai ser de um ano”, disse Flávio Bolsonaro. Ao defender a suspensão temporária das cobranças, o candidato acrescentou: “É desse jeito que eu vou conseguir tirar você desse sufoco que você está passando hoje”.

Na área social, o candidato prometeu manter o programa Bolsa Família e assegurar a aplicação de seus reajustes. Ao abordar o tema e criticar o aumento dos preços dos alimentos nos supermercados, o senador argumentou que o atual benefício de R$ 600 já não é suficiente para que as famílias consigam encher o carrinho de compras. Ele declarou ainda que pretende ampliar as ações governamentais de apoio à população de baixa renda.

Conectividade como infraestrutura e articulação com Pablo Marçal

O plano de mobilidade social e ganho de produtividade exposto por Flávio Bolsonaro inclui ainda o uso de tecnologia para preenchimento de vagas no mercado de trabalho, por meio da integração de bancos de dados do governo aos setores de recursos humanos de empresas privadas. O candidato declarou que o acesso à rede mundial de computadores passará a ter novo enquadramento administrativo. “No meu governo, a internet vai ser tratada como infraestrutura. Eu vou conectar o Brasil de verdade: as escolas, os hospitais, as aldeias indígenas, você também vai estar conectado na palma da sua mão”, afirmou.

A menção ao Ministério da Prosperidade no encontro televisivo retoma uma ideia já ventilada pelo senador durante a corrida eleitoral de 2026, quando, em um evento realizado anteriormente em uma academia de jiu-jítsu, Flávio Bolsonaro cogitou nomear o empresário e influenciador Pablo Marçal para chefiar a futura pasta, sendo que o próprio Marçal esteve presente na plateia do debate em São Paulo na condição de aliado de campanha.

Apesar de anunciar a criação do ministério e o programa de compra de passivos bancários, Flávio Bolsonaro não divulgou durante o debate qual seria a estrutura administrativa da nova pasta nem quais atribuições exatas ela teria. O candidato também não apresentou os critérios de elegibilidade para acesso à renegociação de dívidas, a estimativa de impacto fiscal das medidas ou a fonte de recursos no Orçamento para financiar as operações prometidas.

Datas do segundo turno e dados do confronto em São Paulo

O encontro realizado em 18 de outubro de 2026 nos estúdios da São Paulo marcou o primeiro confronto direto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em toda a campanha eleitoral de 2026, uma vez que ambos os candidatos não compareceram aos debates promovidos durante o primeiro turno. A programação e os parâmetros numéricos apresentados no evento envolvem os seguintes dados:

  • Horário de início do debate do segundo turno: 20h (horário de Brasília) deste domingo (18), com mediação dos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue.
  • Prazo de suspensão de dívidas bancárias para pessoas físicas: 6 meses de congelamento nas cobranças.
  • Prazo de suspensão de dívidas bancárias para pessoas jurídicas (empresas): 1 ano de congelamento nas cobranças.
  • Valor de referência citado no debate para o Bolsa Família: R$ 600 por benefício.
  • Data da votação do segundo turno presidencial: próximo domingo (25).

Os eleitores brasileiros retornam às urnas em 25 de outubro de 2026 para definir a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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