Lula e Flávio Bolsonaro abrem debate do 2º turno com segurança

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Lula e Flávio Bolsonaro - Reprodução - Arte/Agência Brasil Foto: Lula e Flávio Bolsonaro - Reprodução - Arte/Agência Brasil

O presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, iniciaram neste domingo (18) o primeiro debate televisivo do segundo turno das eleições de 2026, em São Paulo. Previsto para as 20h, o encontro começou por volta das 20h15 (horário de Brasília) com uma pergunta comum sobre a redução da maioridade penal e o combate ao crime organizado.

Definido por sorteio prévio como o primeiro a falar, Flávio Bolsonaro usou seus 2 minutos iniciais para prometer a construção de mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário. Na sequência, Lula destacou a sanção da Lei Antifacção (Lei 15.358/2026) e condicionou a criação imediata do Ministério da Segurança Pública à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança pelo Senado.

Propostas de Flávio Bolsonaro e Lula para a segurança pública

O bloco de abertura começou com o questionamento da jornalista e mediadora Adriana Araújo sobre os efeitos de reduzir a maioridade penal. “Governo e oposição começaram a debater a redução da maioridade penal, debate que é considerado necessário pela sociedade. Mas a minha pergunta é: qual é o impacto, de fato, dessa mudança na segurança pública do país para melhorar as condições de segurança? E qual é a proposta que o senhor faz para combater o problema crucial, que é o avanço do crime organizado com o domínio de territórios?”, perguntou a mediadora.

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Em sua participação inicial, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que pretende alterar o enquadramento jurídico de facções a partir de janeiro de 2027 e ampliar o sistema prisional brasileiro. “Porque a partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra ao narcoterrorismo. Eu vou classificar a PCC, Comando Vermelho e Milícias como organizações narcoterroristas”, declarou o candidato do PL, acrescentando na sequência: “Eu vou construir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário, porque esses marginais vão ficar presos, quem vai andar com medo na rua são eles”.

Na resposta seguinte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do adversário o voto na proposta enviada ao Congresso em 25 de março de 2025 para ampliar a atuação da União, que neste domingo (18) gere a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal. "Eu já fiz a lei de facção, ela foi aprovada, já aumentamos o tempo de cadeia para aqueles que partiram das facções. Nós já estamos combatendo o crime organizado da esquina ao andar de cima, porque o crime organizado tem os pobres que roubam, que atacam, que estão no território e tem os ricos que estão nos condomínios e estão no andar de cima. Nós vamos atacar isso com muita força. E agora, se o Senado votar a PEC da Segurança, eu criarei imediatamente o Ministério da Segurança Pública", afirmou o candidato do PT.

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Legislação citada por Lula e Flávio Bolsonaro no encontro

Durante a abertura, Flávio Bolsonaro declarou que a legislação aprovada mantém líderes de organizações criminosas presos por até 80 anos. Sancionada por Lula em 24 de março de 2026, a Lei Antifacção (Lei 15.358/2026), originada do Projeto de Lei 5.582/2025, fixa penas de 20 a 40 anos de reclusão para chefes de facções, cumprimento em presídios de segurança máxima e exigência de até 85% da pena em regime fechado para progressão. Já a PEC da Segurança Pública, que inclui na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (14) e aguarda votação em plenário.

Regras dos 3 blocos no debate entre Lula e Flávio Bolsonaro

Conduzido pelos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo, o encontro marca o primeiro confronto direto entre os dois candidatos na campanha de 2026, já que ambos faltaram ao debate de primeiro turno em 23 de agosto de 2026. Flávio Bolsonaro chegou a anunciar na terça-feira (13) que não compareceria ao programa deste domingo, mas recuou na quarta-feira (14). O programa é dividido em 3 blocos com as seguintes regras de tempo:

  • Abertura do primeiro bloco: duas perguntas dos mediadores para cada candidato, com 2 minutos para cada resposta.
  • Confronto direto do primeiro bloco: banco de tempo individual de 15 minutos por candidato (total de 30 minutos de embate livre).
  • Confrontos diretos do segundo e do terceiro blocos: 1 minuto e 30 segundos para a pergunta, 4 minutos divididos entre resposta e tréplica, e 2 minutos fixos para a réplica.
  • Encerramento: considerações finais dos candidatos ao término do terceiro bloco.

Cenário das pesquisas para o segundo turno em 25 de outubro

A disputa presidencial chega à última semana em situação de empate técnico. Na pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (14), Flávio Bolsonaro registrou 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. No levantamento do instituto Datafolha publicado na quinta-feira (15), o candidato do PL marcou 47%, ante 45% do presidente. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente com cerca de 47% dos votos válidos contra 45% de Lula, uma vantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos (1,87 ponto percentual). A votação do segundo turno ocorre no próximo domingo, 25 de outubro de 2026.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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