O atacante argentino Lionel Messi, capitão do Inter Miami aos 39 anos, atingiu em outubro de 2026 um faturamento anual combinado de US$ 145 milhões, somando os rendimentos dentro dos gramados e os contratos publicitários. Com a renovação de seu vínculo com a franquia norte-americana até 2028, o jogador elevou os ganhos brutos acumulados ao longo da carreira para US$ 1,9 bilhão, antes do desconto de impostos e taxas de agenciamento.
O patrimônio líquido do atleta é avaliado entre US$ 850 milhões e US$ 1,1 bilhão nas estimativas financeiras divulgadas em setembro de 2026. Essa quantia decorre da combinação entre os vencimentos na Major League Soccer (MLS), a principal liga de futebol dos Estados Unidos, e parcerias de longo prazo com corporações como Adidas, Apple e PepsiCo.
Remuneração anual no Inter Miami e divisão dos vencimentos em 2026
Nos registros oficiais da Associação de Jogadores da MLS (MLSPA, sindicato que representa os atletas da liga norte-americana) para a temporada de 2026, Messi aparece com um salário base anual de US$ 25 milhões. Quando incluídos os bônus de assinatura diluídos e incentivos contratuais, a compensação anual garantida chega a US$ 28,33 milhões, equivalente a uma média mensal garantida de aproximadamente US$ 2,36 milhões apenas na folha do clube.
O coproprietário do Inter Miami, o empresário Jorge Mas, declarou que o pacote total pago ao camisa 10 varia entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões por ano quando computados os direitos de participação societária e receitas comerciais atreladas ao contrato. “Eu pago a Messi — vale cada centavo —, mas são entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões por ano. No total”, afirmou Mas.
Trajetória financeira do atacante desde o Barcelona até os Estados Unidos
A construção da fortuna de Lionel Messi teve início no Barcelona, na Espanha, onde o atacante estreou profissionalmente em 2004, permaneceu por 17 temporadas na equipe principal e marcou 644 gols, estabelecendo o recorde de maior artilheiro da história da instituição. Em 2017, ainda no futebol espanhol, ele assinou um contrato de quatro anos com valor bruto máximo de 545 milhões de euros, chegando a faturar cerca de US$ 177 milhões somente na temporada 2017-2018.
Após duas temporadas defendendo o Paris Saint-Germain, na França, entre 2021 e 2023, o argentino transferiu-se para o Inter Miami. Com os US$ 70 milhões anuais recebidos pela atuação em campo e os US$ 75 milhões provenientes de atividades externas em 2026, o jogador aproxima-se da marca histórica de US$ 2 bilhões em receitas totais geradas desde o início da carreira profissional.
Acordos de patrocínio vitalícios e negócios no setor hoteleiro
Fora das quatro linhas, o atacante lidera os ganhos comerciais entre todos os jogadores de futebol em atividade em 2026, arrecadando US$ 75 milhões anuais com o uso de sua imagem. O principal pilar dessa receita é o vínculo com a fornecedora alemã de material esportivo Adidas, com a qual mantém parceria desde 2006 e um contrato vitalício assinado em 2017 que rende cerca de US$ 25 milhões por ano.
O pacote comercial que viabilizou sua ida para os Estados Unidos inclui ainda participação direta nas receitas de novas assinaturas do serviço de transmissão MLS Season Pass, operado pela Apple, que mantém um acordo de US$ 250 milhões anuais com a liga norte-americana. A carteira de patrocinadores e investimentos privados de Messi abrange diferentes setores econômicos:
- Marcas de bebidas e alimentos: PepsiCo, Gatorade, Lay’s, Anheuser-Busch InBev, Budweiser e Michelob Ultra.
- Tecnologia, finanças e entretenimento: Apple, Mastercard, Konami, Epic Games, Beats by Dre e Panini.
- Varejo, hotelaria e artigos de luxo: Hard Rock International, Lowe’s, Louis Vuitton, Jacob & Co., Stanley e YPF.
- Rede hoteleira própria: controle da rede MiM, que inclui o resort de luxo adquirido em Ibiza em 2022, além de investimentos no mercado imobiliário e em fundos de capital de risco.
Disputa financeira com Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé em 2026
Na lista dos jogadores de futebol mais bem remunerados do mundo na temporada 2026-2027, Messi ocupa a segunda colocação geral com seus US$ 145 milhões anuais, ficando atrás apenas do português Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos e atuando pelo Al Nassr, da Arábia Saudita, Ronaldo soma rendimentos anuais estimados em US$ 300 milhões, divididos entre US$ 250 milhões pagos pelo clube saudita e US$ 50 milhões oriundos de patrocínios e empresas ligadas à marca CR7.
Enquanto Cristiano Ronaldo já ultrapassou a barreira de US$ 2 bilhões em ganhos acumulados na carreira, Messi supera o rival português especificamente nas receitas publicitárias anuais fora de campo (US$ 75 milhões contra US$ 50 milhões). O terceiro lugar no ranking anual de 2026 pertence ao atacante francês Kylian Mbappé, do Real Madrid, que registra ganhos totais de US$ 100 milhões, sendo US$ 70 milhões em salários no clube espanhol e US$ 30 milhões em acordos comerciais.
Peso do salário na folha da liga e valorização do Inter Miami
A compensação garantida de US$ 28,33 milhões destinada a Messi na temporada de 2026 supera, de forma isolada, a folha salarial inteira de 28 das 30 franquias que disputam a Major League Soccer. Apenas o próprio Inter Miami, com uma folha garantida de cerca de US$ 54,6 milhões, e o Los Angeles FC (LAFC), com US$ 32,6 milhões, possuem orçamentos salariais totais superiores ao vencimento individual do camisa 10. Equipes como o Atlanta United (US$ 27,9 milhões) e o Philadelphia Union (US$ 11,7 milhões) gastam menos com todo o elenco do que o valor garantido ao argentino.
Para custear o elenco que também conta com veteranos como o uruguaio Luis Suárez e o argentino Rodrigo De Paul, o Inter Miami apoia-se nas receitas de patrocínio e acordos comerciais, que respondem por cerca de 55% do faturamento do clube, enquanto os direitos de transmissão representam 2%. Desde a chegada de Messi em 2023, a avaliação de mercado da franquia da Flórida saltou da faixa de US$ 550 milhões a US$ 600 milhões para até US$ 1,35 bilhão em 2026.
Cláusula de sociedade no clube após a aposentadoria dos gramados
O contrato firmado por Lionel Messi assegura ao jogador a opção de adquirir um percentual societário do Inter Miami assim que encerrar a carreira de atleta profissional. Com a valorização da franquia acima de US$ 1,3 bilhão, estimativas do mercado esportivo avaliam o benefício ligado a essa participação acionária em cerca de US$ 60 milhões, consolidando a transição do argentino de jogador para coproprietário na liga norte-americana após o término do vínculo vigente até 2028.
