Relógios Galaxy Watch 7 e Ultra têm versões LTE e Bluetooth com preços de R$ 1.799 a R$ 4.999

Galaxy Watch

Galaxy Watch - Framesira/shutterstock.com

A definição entre um relógio inteligente equipado com rede móvel LTE ou restrito ao Bluetooth determina se o aparelho funcionará de forma autônoma ou apenas como um acessório dependente do telefone. No mercado nacional, a Samsung comercializa o Galaxy Watch 7 e o Galaxy Watch Ultra — dispositivos apresentados em 2024 e que receberam atualizações ao longo de 2025 — em ambas as modalidades de acesso. Essa característica técnica altera a rotina de mobilidade do consumidor, o tempo de duração da carga energética e a necessidade de contratar pacotes mensais junto às empresas de telefonia.

Funcionamento técnico do pareamento curto e do chip virtual

Na variante equipada somente com Bluetooth, o dispositivo permanece pareado ao telefone celular através de frequências de rádio de alcance reduzido. Enquanto o aparelho principal estiver nas proximidades, o usuário consegue visualizar alertas, atender ligações telefônicas e navegar na rede sem consumir uma franquia de dados exclusiva para o pulso.

Por sua vez, a edição LTE conta com a tecnologia de chip virtual eSIM integrada à placa, permitindo o acesso direto às redes móveis de quarta e quinta geração (4G e 5G). Nessa modalidade, o proprietário pode habilitar um pacote adicional vinculado à mesma linha telefônica do smartphone ou contratar um número novo, conforme as regras comerciais de cada prestadora de serviço.

  • As operadoras Claro, Vivo e TIM comercializam planos específicos para relógios inteligentes com mensalidades que partem de R$ 19,90.
  • As empresas Oi e Algar Telecom passaram a disponibilizar o suporte ao chip virtual eSIM para esses dispositivos vestíveis durante o ano de 2025.
  • O procedimento de habilitação da linha dura poucos minutos e ocorre diretamente na tela do relógio ou por meio do aplicativo oficial da empresa de telefonia.

Uso independente em treinos frente à proximidade do telefone

Praticantes de atividades físicas como corrida e ciclismo, além de pessoas que preferem sair sem o telefone, obtêm autonomia completa ao optar pela tecnologia LTE. O equipamento conectado à rede móvel executa chamadas de voz, responde mensagens no aplicativo WhatsApp, reproduz músicas no Spotify via internet ou na memória interna e carrega rotas de navegação sem exigir o celular por perto.

Em contrapartida, um levantamento conduzido pela própria Samsung em 2025 apontou que 78% dos consumidores no país passam o dia com o telefone a uma distância inferior a 10 metros. Para essa parcela do público, a edição limitada ao Bluetooth oferece exatamente as mesmas funções práticas, eliminando a cobrança de mensalidades extras e garantindo um tempo maior longe da tomada.

Consumo energético nas edições de 40 mm e de 590 mAh

O uso contínuo da antena de rede móvel diminui a autonomia energética do equipamento em até 40% nas medições de uso cotidiano. Sob utilização intensa, o Galaxy Watch 7 na versão Bluetooth alcança até 48 horas de funcionamento, ao passo que o modelo equivalente com LTE ligado permanece ativo entre 30 e 32 horas sob o mesmo ritmo de exigência.

No caso do Galaxy Watch Ultra, que possui um componente de energia com capacidade de 590 mAh, a duração atinge aproximadamente 80 horas operando via Bluetooth e recua para a faixa de 55 a 60 horas quando o sinal LTE fica acionado de maneira ininterrupta. Para poupar carga, o sistema operacional conta com uma função de economia que desativa a rede móvel de forma automática assim que identifica a presença do telefone celular nas imediações.

Galaxy Watch – Foto: javi_indy/istock

Valores oficiais cobrados pela Samsung no mercado nacional

De acordo com a tabela praticada na loja virtual oficial da Samsung em 3 de dezembro de 2025, a variação de preço entre os modelos com e sem rede móvel oscila na faixa de R$ 400 a R$ 600. O gasto superior na aquisição da variante LTE compensa pela praticidade oferecida aos usuários que permanecem longe do telefone celular por períodos de três a quatro horas diárias.

  • Galaxy Watch 7 de 40 mm na versão Bluetooth: R$ 1.799.
  • Galaxy Watch 7 de 40 mm na versão LTE: R$ 2.199.
  • Galaxy Watch Ultra na versão Bluetooth: R$ 4.499.
  • Galaxy Watch Ultra na versão LTE: R$ 4.999.

Especificações de tela, processador e sensores internos

A fabricante sul-coreana utiliza exatamente a mesma arquitetura interna de peças nas duas opções de conectividade. Tanto o modelo básico quanto o conectado à rede móvel operam com o chip Exynos W1000, o conjunto de leitura corporal BioActive renovado, o visor revestido em cristal de safira (Sapphire Crystal) e as ferramentas de inteligência artificial do pacote Galaxy AI.

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No aspecto construtivo, a distinção física restringe-se à presença de um receptor adicional para captação de sinal celular na variante LTE, detalhe que não altera o formato externo da caixa. Ambos os relógios preservam a certificação militar IP68 contra poeira e submersão, além da estrutura preparada para suportar pressão de água equivalente a 10 ATM.

Perfis de rotina em escritórios ou em ambientes externos

A alternativa equipada apenas com Bluetooth supre as demandas de profissionais que atuam em ambientes fechados, mantêm o smartphone sobre a mesa durante todo o expediente ou priorizam intervalos mais longos entre as recargas. O valor de compra mais baixo aliado à isenção de tarifas mensais de telefonia atende à maior parte dos compradores.

Por outro lado, a edição LTE destina-se a quem frequenta academias, realiza trilhas ao ar livre, viaja constantemente ou prefere não carregar o peso do telefone no bolso durante o lazer. Trabalhadores que não podem perder chamadas urgentes em nenhum momento do dia também encontram nessa versão a garantia de comunicação contínua.

Cobertura das empresas de telefonia e sensores médicos

As principais companhias de telecomunicações em operação no território nacional contam com suporte técnico para ativar o chip virtual eSIM na linha Galaxy Watch. O cadastramento do perfil de rede demora menos de cinco minutos e pode ser concluído pelo programa Galaxy Wearable instalado no telefone ou diretamente nas configurações do relógio.

As tarifas cobradas pelas prestadoras variam entre R$ 19,90 e R$ 39,90 por mês e, na maioria dos contratos, utilizam o próprio pacote de internet já existente no plano do smartphone, sem descontar valores extras pela franquia de dados. Quem não tem o hábito de sair de casa desacompanhado do telefone evita esses custos recorrentes ao adquirir a edição Bluetooth, enquanto o público que exige desconexão física do aparelho principal opta pelo pagamento do serviço móvel no modelo LTE.

Independentemente do tipo de antena escolhida na hora da compra, as duas variantes executam o mesmo pacote de monitoramento clínico avançado. Os relógios realizam leituras de eletrocardiograma (ECG), aferição de pressão arterial e identificação de episódios de apneia do sono com grau idêntico de exatidão, cabendo ao comprador definir apenas o nível de independência de conexão que deseja ter no pulso.

Manuela: Manuela é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2015