A memória RAM e o armazenamento SSD do PlayStation 6 já custam mais de US$ 680 por unidade para a Sony, segundo estimativas divulgadas neste sábado (17) pelo informante de hardware KeplerL2 no fórum especializado NeoGAF. A alta nos componentes, provocada pela demanda de centros de dados de inteligência artificial nos Estados Unidos e no mercado global, eleva o gasto total de fabricação da fabricante sediada em Tóquio, no Japão, para perto ou acima de US$ 1.000, o que pode levar o preço final nas lojas a ultrapassar essa marca.
O valor calculado para os dois componentes de memória supera sozinho o preço de varejo do modelo padrão do PlayStation 5 nos Estados Unidos. “RAM e NAND sozinhos custam mais de US$ 680”, afirmou KeplerL2, em tradução livre, ao detalhar os gastos com a memória de vídeo do tipo GDDR7 e o armazenamento flash NAND usado no SSD do aparelho.
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Custos de produção do PlayStation 6 e comparativo de valores
A contabilidade da lista de materiais (conhecida na indústria pela sigla em inglês BoM, de Bill of Materials) mostra que o gasto com a fabricação do console subiu ao longo de 2026. Os números divulgados nas projeções e os referenciais de mercado incluem:
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- Custo mínimo estimado apenas para memória RAM (GDDR7) e armazenamento SSD (NAND) do PlayStation 6: mais de US$ 680 por unidade.
- Preço de varejo do PlayStation 5 padrão nos Estados Unidos: US$ 649,99.
- Projeção da lista total de materiais do PlayStation 6 em março de 2026: cerca de US$ 760 por console.
- Projeção da lista total de materiais do PlayStation 6 atualizada em julho de 2026: aproximadamente US$ 960 por console.
- Patamar estimado para o custo total atualizado e possível preço de venda ao consumidor: acima de US$ 1.000.
- Data da divulgação do novo cálculo de memória e armazenamento: 17 de outubro de 2026.
A quantia superior a US$ 680 restrita à memória e ao armazenamento deixa de fora o restante das peças necessárias para colocar o videogame em funcionamento. Não entram nessa conta o chip principal personalizado da AMD que reúne processador central (CPU) e processador gráfico (GPU), a placa-mãe, o sistema de resfriamento, a fonte de alimentação, o gabinete externo, o controle sem fio e as despesas de montagem nas fábricas.
Demanda por inteligência artificial encarece a memória GDDR7 do PlayStation 6
O salto no orçamento de produção tem origem na disputa por semicondutores no setor de tecnologia. Centros de dados dedicados ao processamento de inteligência artificial têm absorvido a oferta global de memórias DRAM e de armazenamento flash NAND, reduzindo a disponibilidade e pressionando os preços cobrados de fabricantes de videogames e computadores.
De acordo com KeplerL2, a mudança no mercado alterou o planejamento inicial feito pelas empresas do setor para os sistemas em um chip (SoCs, na sigla em inglês) da próxima geração. Segundo o informante, quando a Sony e a Microsoft começaram a projetar os SoCs dos consoles, a projeção era de que a memória GDDR7 custasse cerca de US$ 3 por gigabyte. Com a escassez provocada pelo setor de inteligência artificial, o custo estimado do componente subiu para a faixa de US$ 20 a US$ 23 por gigabyte.
Embora a Sony tenha margem para negociar contratos em grande volume diretamente com os fornecedores de semicondutores, a diferença de até sete vezes no preço por gigabyte da memória GDDR7 impacta a estrutura de custos do projeto.
Posicionamento da Sony sobre subsídios no PlayStation 6 e impacto para o jogador
Para o consumidor final, a elevação nas despesas de fábrica reduz a chance de um preço subsidiado nas prateleiras. Em declarações recentes a investidores, executivos da Sony informaram que a companhia pretende evitar prejuízos na comercialização de seus aparelhos. A empresa afirmou no encontro com o mercado financeiro que, por princípio, não pretende vender hardware com perdas financeiras significativas, além de apontar a necessidade de demonstrar o valor entregue aos compradores.
O cenário de instabilidade nos preços de peças já havia sido mencionado pela liderança da fabricante no segundo semestre. Em agosto de 2026, o diretor-executivo (CEO) da Sony, Hiroki Totoki, afirmou que a empresa ainda não havia definido uma janela de lançamento nem o preço final do PlayStation 6 diante da escassez global de componentes eletrônicos.
Especificações de memória do PlayStation 6 e o que ainda não foi confirmado
Nos bastidores técnicos da indústria, rumores indicam que o PlayStation 6 deve utilizar a memória GDDR7 conectada a um barramento de 160 bits, além de poder chegar ao mercado acompanhado por um dispositivo portátil desenvolvido sob o codinome interno Canis. Não há consenso, porém, sobre a capacidade exata de memória RAM e armazenamento do console de mesa: parte das informações técnicas aponta para uma configuração de 30 GB de RAM (formada por dez módulos de 3 GB) com suporte na arquitetura para até 40 GB, enquanto outros relatos mencionam 32 GB de memória GDDR7 e um SSD de 2 TB.
O calendário de estreia também divide as projeções do setor. Enquanto informações preliminares citavam o fim de 2027 como a meta original da fabricante japonesa, analistas de mercado como Piers Harding-Rolls apontam que a chegada do videogame às lojas pode ficar para 2028 ou depois, em razão dos custos de produção elevados e de mudanças na fabricação de mídias físicas.
Até o momento, a Sony não anunciou oficialmente o PlayStation 6. O preço oficial de varejo, a data de lançamento e a ficha técnica definitiva do console permanecem sem confirmação da fabricante, e todas as estimativas de custo de US$ 680 para memória e armazenamento e de US$ 960 para o conjunto de componentes baseiam-se exclusivamente nas declarações não oficiais de KeplerL2 no fórum NeoGAF, sem verificação independente.
