Calendário lunar 2026 traz 13 luas cheias e fase crescente com 63% de iluminação em outubro

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Fases da Lua Foto: Fases da Lua ´Foto: 1111IESPDJ/istock

O satélite natural da Terra atravessa a etapa crescente nesta terça-feira (20) e exibe 63% de iluminação visível no céu. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão federal responsável pelo monitoramento meteorológico e astronômico, este estágio começou no domingo (18), às 13h13, após a lua nova registrada em 10 de outubro de 2026, às 12h50. A visualização ocorre em escala global conforme a posição orbital do astro em relação ao Sol e ao planeta.

A lunação completa dura em média 29,5 dias e exerce efeito direto sobre o comportamento das marés nos oceanos. Com mais da metade do disco iluminado após ter atingido 53% na segunda-feira (19), o astro já pode ser visto durante a tarde antes mesmo do anoitecer. Astrônomos acompanham a expansão gradual do brilho até o ápice do ciclo mensal.

  • Lua minguante inicial do mês: 3 de outubro de 2026, às 10h26.
  • Lua nova: 10 de outubro de 2026, às 12h50, com 0% de iluminação visível à noite.
  • Lua crescente: início no domingo (18), às 13h13, atingindo 63% nesta terça-feira (20).
  • Lua cheia: segunda-feira (26), às 01h13, com 100% da face visível iluminada.
  • Lua minguante seguinte: 1º de novembro de 2026, às 17h30.

Mudanças de etapa do satélite em outubro de 2026

O mês começou sob a transição para a fase minguante no dia 3 de outubro, às 10h26, encerrando a lunação anterior. Em 10 de outubro, às 12h50, o alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra deu início à lua nova, configuração que deixa a face voltada para o planeta sem luz solar direta e inaugura um novo mês sinódico.

A entrada no quarto crescente ocorreu no domingo (18), às 13h13, instante em que o Sol, a Terra e o satélite formaram um ângulo reto e exibiram metade do disco iluminado. A faixa clara cresce de forma contínua até a madrugada de segunda-feira (26), às 01h13, quando o astro atinge a fase cheia, seguida pelo retorno à minguante em 1º de novembro.

Condições de visibilidade e equipamentos de observação

A expansão da área clara avança a uma taxa diária de cerca de 10% a 12% ao longo da etapa crescente. Como o astro nasce perto do meio-dia e se põe próximo da meia-noite no início dessa fase, o observador consegue identificá-lo no céu azul do fim da tarde e acompanhá-lo alto após o pôr do sol.

O uso de binóculos e telescópios amadores facilita a visualização das crateras lunares, enquanto programas gratuitos como o Stellarium simulam a coordenada exata por município. Nas grandes cidades, a poluição luminosa reduz o contraste, razão pela qual áreas rurais e locais afastados de luz artificial oferecem condições superiores para observação e sessões promovidas por clubes de astronomia.

Confira também: Fase da lua hoje, segunda-feira, 19 de outubro: veja a lua de hoje e as próximas fases

Para fotografar o disco lunar sem ruído, a recomendação técnica inclui o uso de tripé, ajuste de ISO baixo e foco manual, evitando falhas do autofoco no escuro. Em fases de iluminação reduzida, a ausência de brilho excessivo evita o ofuscamento e permite observar a libração, oscilação aparente do satélite em sua órbita.

Lua crescente
Lua crescente – Foto: yaalan/ Shutterstock.com

Datas e horários de todas as fases lunares em 2026

Os cálculos orbitais consolidados pelo Instituto Nacional de Meteorologia apontam 13 luas cheias ao longo de 2026, uma a mais que a média habitual de 12 por ano, em razão do intervalo de 29,5 dias entre os ciclos. O cronograma oficial do órgão registra o dia e o horário de Brasília para cada transição de janeiro a dezembro:

  • Janeiro: cheia em 3/1 (07h04), minguante em 10/1 (12h49), nova em 18/1 (16h53) e crescente em 26/1 (01h48).
  • Fevereiro: cheia em 1/2 (19h10), minguante em 9/2 (09h44), nova em 17/2 (09h03) e crescente em 24/2 (09h28).
  • Março: cheia em 3/3 (08h39), minguante em 11/3 (06h41), nova em 18/3 (22h26) e crescente em 25/3 (16h19).
  • Abril: cheia em 1/4 (23h13), minguante em 10/4 (01h55), nova em 17/4 (08h54) e crescente em 23/4 (23h33).
  • Maio: cheia em 1/5 (14h24), minguante em 9/5 (18h13), nova em 16/5 (17h03), crescente em 23/5 (08h12) e segunda cheia no mês em 31/5 (05h46).
  • Junho: minguante em 8/6 (07h03), nova em 14/6 (23h56), crescente em 21/6 (18h55) e cheia em 29/6 (20h58).
  • Julho: minguante em 7/7 (16h30), nova em 14/7 (06h45), crescente em 21/7 (08h05) e cheia em 29/7 (11h37).
  • Agosto: minguante em 5/8 (23h22), nova em 12/8 (14h37), crescente em 19/8 (23h46) e cheia em 28/8 (01h19).
  • Setembro: minguante em 4/9 (04h52), nova em 11/9 (00h27), crescente em 18/9 (17h44) e cheia em 26/9 (13h50).
  • Outubro: minguante em 3/10 (10h26), nova em 10/10 (12h50), crescente em 18/10 (13h13) e cheia em 26/10 (01h13).
  • Novembro: minguante em 1/11 (17h30), nova em 9/11 (04h02), crescente em 17/11 (08h48) e cheia em 24/11 (11h55).
  • Dezembro: minguante em 1/12 (03h10), nova em 9/12, crescente em 17/12 e cheia em 24/12.

Duração do período sinódico, superluas e eclipses no ano

O período sinódico exato compreende 29 dias, 12 horas e 44 minutos entre duas luas novas seguidas, mas a trajetória elíptica provoca oscilações de até 50 minutos. A distância média entre a Terra e o seu satélite é de 384.400 quilômetros, podendo cair a 356.500 quilômetros no perigeu — o ponto de maior aproximação orbital — ou alcançar cerca de 405.500 quilômetros no apogeu, que é o ponto mais distante.

Quando a fase cheia coincide com as proximidades do perigeu, ocorre a chamada superlua, ou lua cheia perigeana, fenômeno registrado em 3 de janeiro, 24 de novembro e 24 de dezembro de 2026. Na ocorrência de 24 de novembro, o satélite fica a cerca de 360.765 quilômetros da Terra no instante da fase cheia e atinge 359.347 quilômetros aproximadamente 30 horas depois.

Acompanhe: Qual é a lua hoje (18/10)? Lua Crescente com 53% iluminada

Já o calendário astronômico de eclipses em 2026 soma quatro eventos, sem nenhum registro em outubro: um eclipse solar anular em 17 de fevereiro, um eclipse lunar total em 3 de março com coloração avermelhada na totalidade, um eclipse solar total em 12 de agosto e um eclipse lunar parcial em 28 de agosto.

Efeito gravitacional sobre as marés e a navegação costeira

A força gravitacional combinada durante as fases de sizígia — alinhamento que ocorre nas luas nova e cheia — provoca marés altas mais acentuadas, enquanto as etapas crescente e minguante resultam em marés de menor amplitude e maior faixa de areia exposta nas praias. Estudos apontam variação de até 20% na amplitude ao longo do ciclo mensal, com registros históricos de elevação média de 2 metros em Santos durante picos de lua cheia de novembro e oscilação de 1,5 metro no litoral do Recife durante a fase crescente.

Pescadores utilizam essa alternância para planejar horários de captura, e operadores portuários acompanham as tábuas de marés para manobras de embarcações de grande porte. A navegação costeira depende da consulta permanente às cartas náuticas atualizadas pela Marinha do Brasil.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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