Hugo Souza admite medo de rebaixamento no Corinthians

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Hugo Souza Foto: Hugo Souza - Instagram

O goleiro titular Hugo de Souza Nogueira, conhecido como Hugo Souza, admitiu sentir medo do rebaixamento do Corinthians para a Série B e evitou garantir a própria permanência no clube caso a queda se confirme. A declaração ocorreu na zona mista da Neo Química Arena, em São Paulo, após o empate por 1 a 1 contra o Vitória nesta segunda-feira (19), pelo fechamento da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Questionado sobre o risco de descenso na competição nacional, o jogador afirmou que o receio atinge todo o grupo de atletas. “Com certeza [tenho medo]. Não podemos fugir da realidade, é um medo que todos nós temos, de manchar a história do clube. Temos certeza de que, fazendo aquilo que estamos nos aplicando a fazer, vamos nos distanciar e terminar o ano de uma forma digna”, disse Hugo Souza.

Contrato de Hugo Souza com o Corinthians vai até 2030

Durante a entrevista, o arqueiro foi perguntado diretamente se continuaria no elenco para disputar a segunda divisão em caso de queda. Com vínculo assinado até terça-feira, 31 de dezembro de 2030, o titular preferiu não cravar o futuro sob esse cenário, mas mencionou a intenção de cumprir o acordo vigente com a equipe paulista.

“Eu sinceramente não quero nem pensar no pior. Tenho contrato com o clube durante um bom tempo e pretendo cumprir, mas estou pensando em dar o meu melhor aqui para que a gente possa sair dessa situação o mais rápido possível”, declarou o goleiro.

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Corinthians chega a nove jogos sem vencer e Hugo Souza rebate críticas

Em campo, na partida iniciada às 20h (horário de Brasília) de 19 de outubro de 2026, sob arbitragem de Sávio Pereira Sampaio, o Corinthians teve 68% de posse de bola e somou 21 finalizações contra 5 do adversário comandado pelo técnico Jair Ventura. Mesmo com o volume ofensivo, o Vitória abriu o placar aos 45 minutos do primeiro tempo com o atacante Renê, que aproveitou um rebote após defesa de Hugo Souza em chute do defensor Luan Cândido. Na etapa final, aos 20 minutos, o atacante Yuri Alberto converteu cobrança de pênalti, definiu o placar de 1 a 1 e encerrou um jejum pessoal de quase três meses sem marcar gols.

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Na saída do gramado, Hugo Souza se irritou ao ser questionado sobre uma suposta falha no lance que gerou o escanteio e a jogada do gol baiano. “Vocês viram pela TV. Deve ser diferente do campo. Eu faço o movimento. A bola faz 3 curvas. Eu tiro uma bola no gol, boto pra escanteio e falhei? Vocês podem rever a forma de olhar para os lances. É inadmissível. É uma bola difícil, que variou pra caramba, e consegui botar pra escanteio. Desculpa, mas discordo. E todas vezes que falhei, eu vim aque e falei. Mas dessa vez vocês estão indo além demais”, afirmou o atleta.

Ausência de Clarence Seedorf no banco e mudanças na equipe

A partida marcou o início do trabalho do técnico holandês Clarence Seedorf, contratado após a demissão de Fernando Diniz. O novo comandante, contudo, não pôde ficar à beira do gramado por causa de pendências burocráticas com o visto de trabalho, a falta de inscrição no Boletim Informativo Diário (BID, sistema oficial de registro da Confederação Brasileira de Futebol) e a ausência da publicação da rescisão contratual de seu antecessor. Das arquibancadas da Neo Química Arena, Seedorf se comunicou por rádio com a comissão técnica, enquanto o auxiliar Léo Porto dirigiu o time na área técnica. Sem o atacante Memphis Depay, suspenso, a comissão promoveu três alterações em relação à base antiga, escalando Lingard, Vitinho e Angileri entre os titulares.

Hugo Souza avaliou de forma positiva as primeiras intervenções do treinador holandês e o suporte psicológico oferecido ao grupo após a série de derrotas. “Ele [Seedorf] usou bem esses dias para implementar as ideias dele, mas é pouco tempo. Usou dois períodos de treinos para que a gente pudesse conhecer suas ideias. Acho que conseguimos colocar um pouco disso em campo, o que dá um ânimo para a gente entender que estamos no caminho certo. Estávamos saindo dos jogos com sentimento de derrota. Hoje, sentimos que ficamos muito perto de ganhar o jogo. Isso dá uma esperança para a gente buscar as vitórias daqui para frente”, disse o goleiro, completando sobre o aspecto emocional: “É inevitável não afetar, quando você vem num momento ruim, as derrotas que vinha sofrendo, com tudo que aconteceu no campeonato, mas temos que saber gerir bem. O professor tem colocado a doutora próxima da gente, uma pessoa que sempre nos ajudou e ela tem muito a nos ajudar.”

Risco de queda sobe para 43,1% na tabela do Campeonato Brasileiro

O empate interrompeu uma sequência de derrotas consecutivas do Corinthians, mas ampliou para nove partidas o jejum sem vitórias na competição. Rebaixado uma única vez em sua história, no ano de 2007, o clube paulista viu a probabilidade matemática de queda subir de 38,9% para 43,1% após o fechamento da 31ª rodada, de acordo com os cálculos do Departamento de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Abaixo, a situação da parte inferior da tabela de classificação ao término da rodada:

  • 13º colocado: Vitória, com 37 pontos
  • 15º colocado: Vasco da Gama, com 35 pontos
  • 16º colocado: Corinthians, com 33 pontos (primeiro clube fora da zona de rebaixamento)
  • 17º colocado: Internacional, com 32 pontos (abre a zona de rebaixamento)
  • 18º colocado: Grêmio, com 31 pontos
  • 19º colocado: Remo, com 26 pontos
  • 20º colocado: Chapecoense, com 18 pontos

Para as sete rodadas finais do Campeonato Brasileiro, a tabela do Corinthians prevê confrontos contra Vasco da Gama, Mirassol, São Paulo, Botafogo, Atlético-MG, Grêmio e Remo. O próximo compromisso é o duelo direto diante do Vasco da Gama neste sábado (24), às 18h30 (horário de Brasília), no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, pela 32ª rodada, partida em que há a expectativa pela estreia de Clarence Seedorf à beira do campo.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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