Lionel Messi chega a 6 espécies batizadas em sua homenagem com nova planta

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Lionel Messi - X/Twitter Foto: Lionel Messi - X/Twitter

Uma equipe de pesquisadores do Peru e da Argentina batizou de Salvia messii uma nova espécie de planta descoberta nos Andes peruanos, em homenagem ao jogador de futebol argentino Lionel Andrés Messi. Com a validação científica publicada em 2 de outubro de 2026 na revista internacional Phytotaxa, o capitão da Seleção Argentina chega a seis seres vivos nomeados em seu tributo e amplia o próprio recorde mundial entre atletas da modalidade.

O estudo foi conduzido pelo botânico Paúl Gonzáles, pesquisador do Laboratório de Florística do Museu de História Natural da Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM), pelo engenheiro agrônomo e pesquisador independente argentino Rolando Uría e pelo biólogo peruano Jean Capcha-Ramos, representante da organização Huarango Nature. “Nós descrevemos e ilustramos a Salvia messii (Lamiaceae), uma nova espécie distinta endêmica dos Andes do centro e sul do Peru. Com base em sua distribuição restrita, a espécie é aqui avaliada como Em Perigo (EN)”, afirmaram os três autores, em tradução livre, no resumo do artigo científico.

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Salvia messii tem cores da Seleção Argentina e porte de 1,5 metro

A planta recém-catalogada pertence à família Lamiaceae, o mesmo grupo botânico da menta, do manjericão, do alecrim e da sálvia comum. De acordo com o comunicado oficial do Museu de História Natural da UNMSM e os dados da pesquisa, a Salvia messii é um arbusto aromático robusto que atinge até 1,5 metro de altura máxima.

Lionel Messi - Inter Miami
Foto: Lionel Messi – Inter Miami

A escolha do nome científico tem relação direta com o visual das flores do arbusto encontrado na cordilheira. A espécie apresenta brácteas — folhas modificadas que protegem as flores — em tons de fúcsia, enquanto a corola exibe um tubo branco e um lábio superior azul-celeste claro, combinação de cores que inspirou a homenagem por remeter ao uniforme tradicional da Seleção Argentina, com o qual o jogador conquistou a Copa do Mundo de 2022.

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A grafia do nome científico com duas letras “i” no final obedece às determinações do Código Internacional de Nomenclatura para algas, fungos e plantas. A norma técnica exige a latinização do nome próprio no caso genitivo singular masculino — uma forma gramatical do latim que indica posse — mediante o acréscimo do sufixo “-i” ao sobrenome “Messi”, o que significa literalmente “sálvia de Messi”.

Descoberta da Salvia messii nos Andes e o risco de extinção

O primeiro registro visual da planta surgiu por meio de fotografias postadas por admiradores da natureza em plataformas de ciência cidadã, sistemas colaborativos onde o público geral envia dados sobre a biodiversidade para análise de especialistas. A partir da Província de Buenos Aires, na Argentina, o agrônomo Rolando Uría identificou nas imagens traços morfológicos que não batiam com nenhuma espécie conhecida pela botânica e entrou em contato com os cientistas sediados em Lima, no Peru, dando início às expedições de campo realizadas entre os anos de 2023 e 2025.

Os trabalhos presenciais confirmaram que a Salvia messii é endêmica — isto é, ocorre exclusivamente naquela região — das encostas rochosas dos Andes nas regiões de Lima e Ica, situadas na costa central e sul do território peruano. O arbusto cresce em uma faixa de altitude que varia de 2.000 a 2.400 metros acima do nível do mar, em áreas de vegetação de transição próximas a florestas andinas remanescentes.

Por causa dessa área geográfica limitada, o arbusto já foi catalogado na categoria “Em Perigo” (identificada pela sigla em inglês EN, de Endangered) de extinção. Segundo os levantamentos do estudo publicado no volume 777, número 3, páginas 272 a 282 da revista Phytotaxa, a sobrevivência da planta enfrenta a pressão direta de secas, incêndios florestais, mudanças climáticas e obras de abertura de estradas nas montanhas peruanas.

As 6 espécies batizadas em homenagem a Lionel Messi

Antes da confirmação da planta andina, o livro dos recordes Guinness World Records já havia certificado o atacante argentino, em maio de 2024, como o jogador de futebol com o maior número de espécies formalmente batizadas em sua homenagem em todo o mundo. Naquela ocasião, o registro contabilizava cinco organismos entre animais contemporâneos, fósseis pré-históricos e fungos descobertos na América do Sul.

A relação completa de seis seres vivos catalogados pela ciência em tributo ao atleta reúne exemplares descritos entre 2021 e 2026:

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  • Liolaemus messii: espécie de lagarto descoberta na localidade de Rosario de Lerma, na Província de Salta, Argentina, em 2021;
  • Acanthogonatus messii: aranha escavadora encontrada na região da Patagônia argentina e descrita em 2023;
  • Discinisca messi: braquiópode fóssil, um tipo de invertebrado marinho com concha datado da época geológica do Mioceno, localizado na Argentina em 2023;
  • Vultur messii: fóssil de condor originário da época do Plioceno, também descoberto em território argentino no ano de 2023;
  • Cercopemyces messii: fungo identificado em uma área de floresta nublada andina na Província de Salta, Argentina, com descrição oficial publicada em maio de 2024;
  • Salvia messii: arbusto aromático dos Andes peruanos validado em 2 de outubro de 2026 sob o identificador digital científico DOI 10.11646/phytotaxa.777.3.5.

Janderson Luiz é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024. Formação: Atleta Profissional de Futebol

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