Novo BYD Dolphin Mini ganha motor de 95 kW e carrega em 5 min

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BYD Dolphin Mini - Divulgação/BYD Foto: BYD Dolphin Mini - Divulgação/BYD

A montadora chinesa BYD lançou oficialmente a segunda geração do hatch elétrico Seagull, comercializado no Brasil como Dolphin Mini, durante um evento no Circuito Internacional de Zhengzhou, na província de Henan, na China, nesta terça-feira (20). O veículo recebeu baterias capazes de recuperar de 10% a 70% da carga em 5 minutos e atingir 97% em 9 minutos, além de passar a oferecer espaço para cinco ocupantes e tração traseira.

A atualização estrutural substitui a antiga configuração de tração dianteira com motor único de 55 kW (75 cv) por duas opções de propulsão instaladas no eixo traseiro, somadas a uma suspensão independente do tipo multilink. Após a abertura da pré-venda às cegas na China na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, o modelo chega às lojas chinesas com valores iniciais de tabela reduzidos em 4.000 yuans na comparação com a linha anterior.

Bateria do novo BYD Dolphin Mini e versões na China

BYD Dolphin Mini
Foto: BYD Dolphin Mini – Foto: Divulgação

O sistema de recarga rápida da nova linha funciona por meio da tecnologia Flash Charging, que opera com potência máxima de até 1.500 kW nas baterias Blade de segunda geração, compostas por fosfato de ferro-lítio (LFP, sigla em inglês para a composição química das células). Mesmo sob temperaturas de frio extremo de até -30 °C, o equipamento leva 12 minutos para elevar o nível de energia da bateria de 20% para 97%. O catálogo chinês foi dividido em cinco versões — Vitality, Freedom, Comfort (também chamada de Ease), Flying (ou Flight) e Smart — e conta ainda com um programa promocional de troca (conhecido como trade-in, modalidade em que um carro usado entra como parte do pagamento) que abate 3.000 yuans no valor de cada configuração.

  • Preço oficial de tabela na China: de 65.900 yuans (cerca de US$ 9.810 a US$ 9.900) a 99.900 yuans (cerca de US$ 14.900 a US$ 15.000).
  • Preço com bônus de troca na China: de 62.900 yuans na opção de entrada a 96.900 yuans na configuração topo de linha.
  • Versões Vitality e Freedom: motor traseiro de 85 kW (114 hp), bateria de 30,1 kWh e autonomia declarada de 320 km no ciclo chinês CLTC (padrão oficial de medição de consumo na China).
  • Versões Comfort, Flying e Smart: motor traseiro de 95 kW (127 hp), bateria de 39,2 kWh, suporte à recarga Flash Charging e autonomia de 420 km no ciclo CLTC.

Novas medidas do BYD Dolphin Mini e mudanças na cabine

O crescimento da carroceria permitiu homologar a cabine para cinco pessoas, uma a mais que na primeira geração, além de abrir espaço para um compartimento de bagagem dianteiro (chamado de frunk, porta-malas localizado sob o capô frontal) de 94 litros e um porta-malas traseiro que chega a 1.380 litros de capacidade total. O modelo mede agora 4,205 metros de comprimento (42,5 cm a mais que os 3,78 m anteriores), 1,810 metro de largura (aumento de 9,5 cm), 1,570 metro de altura (acréscimo de 3 cm) e 2,650 metros de distância entre-eixos (15 cm superior aos 2,50 m do antecessor), superando a largura de qualquer versão do modelo Dolphin comercializada atualmente no mercado brasileiro.

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Por fora, a carroceria abandonou os vincos retos do projeto original e adotou superfícies curvas, caixas de roda ressaltadas e faróis mais largos com luzes de rodagem diurna alongadas. No interior, a fabricante retirou por completo o painel de instrumentos tradicional que ficava posicionado atrás da direção e instalou um volante de dois raios, carregador de celular por indução com potência de 50W e bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e função de massagem para o motorista. A central multimídia também cresceu e opera com o sistema DiLink 150, que traz o modelo de inteligência artificial DeepSeek integrado ao veículo.

Acompanhe: BYD Dolphin Mini ganha motor traseiro e suspensão multilink

Como funciona a direção semiautônoma no BYD Dolphin Mini?

Na configuração mais cara vendida na China, o hatch traz um sensor LiDAR (radar a laser que faz a leitura tridimensional dos arredores do veículo) instalado no teto para comandar o pacote de condução semiautônoma DiPilot 300, apelidado de “Olho de Deus” (em tradução livre do nome comercial God’s Eye). O conjunto de sensores espalhados pela carroceria monitora o trânsito em tempo real e executa manobras urbanas sem intervenção humana direta.

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  • Leitura de sinais de trânsito, identificando se os semáforos estão abertos ou fechados.
  • Desvio automático de obstáculos detectados ao longo da pista.
  • Centralização ativa do veículo dentro da faixa de rolamento, inclusive durante a passagem por rotatórias.
  • Estacionamento autônomo completo para colocar ou retirar o carro da vaga.
  • Execução de baliza de forma remota, manobrando o veículo pelo lado de fora sem o motorista a bordo.

Comparação com o BYD Dolphin Mini atual e previsão para o Brasil

No mercado internacional, o mesmo projeto recebe nomes distintos conforme a região: Seagull na China, Dolphin Mini na América Latina, Dolphin Surf na Europa e Atto 1 em países da Ásia-Pacífico, operando sob a divisão de vendas Ocean Network da BYD, que tem Zhang Zhuo como gerente-geral. O modelo de primeira geração vendido atualmente no Brasil precisa de 30 minutos conectado à tomada para elevar o nível da bateria de 30% a 80%, e a infraestrutura pública de recarga mais rápida disponível hoje no território brasileiro entrega pouco mais de 200 kW de potência. Na China, a disputa pelo menor tempo de abastecimento envolve a concorrente Geely, que comercializa o compacto elétrico de tração traseira Geely Xingyuan — chamado de Geely EX2 no exterior — e declarou que seu carregador ultrarrápido conclui a recarga equivalente em 8 minutos, um minuto abaixo da marca registrada pela BYD.

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Ainda não há confirmação oficial sobre a data de lançamento nem sobre os preços da segunda geração do Dolphin Mini para o mercado brasileiro. Apesar da ausência de um calendário para a chegada do novo carro, a BYD prometeu instalar 1.000 carregadores ultrarrápidos de até 1.500 kW no Brasil até o final de 2027.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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