NBA em 2026: Warriors, Knicks e Lakers passam de US$ 12 bilhões e lideram o ranking dos mais valiosos

7 min de leitura
NBA Foto: NBA - Foto: Pixabay

O Golden State Warriors lidera pelo quinto ano consecutivo a lista das franquias mais valiosas da NBA (National Basketball Association, a liga norte-americana de basquete), com avaliação estimada em US$ 13,5 bilhões na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, em Nova York, nos Estados Unidos. A equipe teve alta de 23% em relação a 2025, com receita estimada de US$ 942 milhões e lucro operacional de US$ 364 milhões na temporada 2025-26.

O New York Knicks, atual campeão da liga, retomou a segunda colocação geral após registrar avanço de 29% em um ano, atingindo a marca de US$ 12,6 bilhões, com receita de US$ 640 milhões e lucro operacional de US$ 140 milhões. O Los Angeles Lakers ocupa o terceiro lugar, avaliado em US$ 12,5 bilhões após crescimento anual de 25%, gerando US$ 626 milhões em receitas e US$ 248 milhões em lucro operacional.

Leia também: Golden State Warriors tem retorno de Stephen Curry aos treinos antes da abertura da temporada 2026/2027

Ao todo, o valor médio das 30 franquias da NBA alcançou US$ 6,1 bilhões em 2026, o que representa um aumento de 14% frente aos US$ 5,4 bilhões registrados em 2025 e um salto de 147% na comparação com os US$ 2,5 bilhões de 2021. Pela primeira vez na história do levantamento financeiro anual, todos os 30 clubes da competição valem pelo menos US$ 4 bilhões, patamar mínimo de entrada que subiu 167% em cinco anos a partir de US$ 1,5 bilhão e que hoje corresponde à avaliação exata do 30º colocado, o Memphis Grizzlies.

As 10 franquias mais valiosas da NBA em 2026 e seus proprietários

Abaixo dos três primeiros colocados, outras sete equipes completam o grupo das dez maiores avaliações da liga em 2026, todas acima da média geral de US$ 6,1 bilhões:

  • 1º Golden State Warriors: US$ 13,5 bilhões (alta de 23%) — Proprietários: Joe Lacob e Peter Guber
  • 2º New York Knicks: US$ 12,6 bilhões (alta de 29%) — Proprietário: Madison Square Garden Sports
  • 3º Los Angeles Lakers: US$ 12,5 bilhões (alta de 25%) — Proprietários: Mark Walter, Todd Boehly e Jerry Buss Family Trusts
  • 4º Los Angeles Clippers: US$ 7,8 bilhões (alta de 4%) — Proprietário: Steve Ballmer
  • 5º Boston Celtics: US$ 7 bilhões (alta de 4%) — Proprietários: Bill Chisholm e família Grousbeck
  • 6º Chicago Bulls: US$ 6,7 bilhões (alta de 12%) — Proprietário: Jerry Reinsdorf
  • 7º Houston Rockets: US$ 6,6 bilhões (alta de 12%) — Proprietário: Tilman Fertitta
  • 8º Brooklyn Nets: US$ 6,5 bilhões (alta de 16%) — Proprietários: Joseph Tsai e família Koch
  • 9º Philadelphia 76ers: US$ 6,4 bilhões (alta de 17%) — Proprietários: Josh Harris e David Blitzer
  • 10º Miami Heat: US$ 6,1 bilhões (alta de 7%) — Proprietário: Micky Arison

Veja também: Golden State Warriors é a franquia mais valiosa da NBA em 2026 com avaliação de US$ 14,5 bilhões

Vendas de Los Angeles Lakers e Minnesota Timberwolves movimentam bilhões na NBA

Embora dois terços dos proprietários controladores estejam no comando de suas equipes há pelo menos uma década, o mercado da NBA registrou duas revendas rápidas de controle acionário em agosto de 2026 que ainda aguardam aprovação do conselho de governadores da liga. Mark Walter, diretor-executivo (CEO) da Guggenheim Partners e controlador do Los Angeles Lakers, concordou em vender a franquia para o investidor Josh Kushner e o executivo Bob Iger por US$ 12,5 bilhões, cerca de dez meses após ter concluído a compra do clube por US$ 10 bilhões.

Pouco mais de uma semana depois do negócio em Los Angeles, o sócio minoritário Marc Stad fechou acordo para comprar a fatia do bilionário do varejo Marc Lore no Minnesota Timberwolves e no Minnesota Lynx, da WNBA (liga feminina de basquete dos Estados Unidos), com avaliação combinada de US$ 4,5 bilhões. Lore havia assumido o controle oficial 14 meses antes, após iniciar a compra em etapas em 2021 por um valor empresarial de US$ 1,5 bilhão.

Nos últimos quatro anos, outros cinco times mudaram de comando, incluindo a compra do Portland Trail Blazers por Tom Dundon em abril, em uma transação de duas partes avaliada em cerca de US$ 4,25 bilhões. Em julho, a empresa de investimentos privados Blue Owl também adquiriu participação minoritária no Cleveland Cavaliers sob avaliação de US$ 5,5 bilhões, enquanto o New York Knicks conclui em outubro de 2026 sua separação do New York Rangers, da NHL (liga norte-americana de hóquei no gelo), passando para a empresa de capital aberto MSG Knickerbockers Corp.

Comparação da NBA com a NFL e evolução das receitas desde 2025

Apenas duas equipes de qualquer outro esporte no mundo possuem valor igual ou superior aos três principais clubes da NBA: o Dallas Cowboys, avaliado em US$ 17 bilhões, e o Los Angeles Rams, estimado em US$ 13,5 bilhões, ambos integrantes da NFL (liga profissional de futebol americano). No levantamento anterior da NBA, referente a 2025, o Golden State Warriors liderava com US$ 11 bilhões, seguido pelo Los Angeles Lakers em segundo lugar (US$ 10 bilhões) e pelo New York Knicks em terceiro (US$ 9,75 bilhões).

A avaliação média atual de US$ 6,1 bilhões na NBA equivale a um múltiplo de 13,1 vezes a receita média dos clubes na temporada anterior, superando a marca de 8,6 vezes registrada há quatro anos. O índice ultrapassa os múltiplos da NHL (8,9 vezes), da MLS, a liga de futebol dos Estados Unidos (8,9 vezes), da MLB, a liga de beisebol (7 vezes), da WNBA (12,5 vezes) e da NWSL, a liga feminina de futebol (11,1 vezes), ficando abaixo apenas das 13,4 vezes da NFL. Internamente, essa relação varia de 10,4 vezes no Portland Trail Blazers a 20 vezes no Los Angeles Lakers e 19,7 vezes no New York Knicks.

Crise na TV regional reduz ganhos e NBA projeta streaming para 2027-28

A receita total estimada da NBA na temporada regular de 2025-26 aproximou-se de US$ 14 bilhões, alta de 12% em um ano, impulsionada pela estreia do pacote nacional de direitos de transmissão de 11 anos e US$ 76 bilhões firmado com ABC/ESPN, NBC/Peacock e Amazon Prime Video. Os ganhos com patrocínio e publicidade também avançaram 14%, e o público total nas arenas superou 22 milhões de pessoas, atingindo 97% da capacidade pela quarta vez na história.

Na direção oposta, o colapso da operadora regional Main Street Sports Group afetou a transmissão local de 16 franquias, derrubando a média de arrecadação desses clubes com mídia regional de US$ 40 milhões na temporada 2023-24 para US$ 13 milhões em 2025-26. Para conter as perdas e reorganizar a distribuição das partidas para os torcedores, a NBA contratou o executivo Matt Volk, diretor de operações da rede NESN, e planeja lançar uma plataforma unificada de streaming reunindo os direitos locais de pelo menos 20 equipes na temporada 2027-28.

Expansão para Las Vegas e Seattle terá definição até o fim de 2026

Enquanto Oklahoma City Thunder, Philadelphia 76ers, Dallas Mavericks e San Antonio Spurs trabalham na construção de novas arenas, a direção da liga prepara a entrada de novas franquias. O comissário da NBA, Adam Silver, declarou que a entidade decidirá até o final de 2026 sobre a expansão do campeonato, que estuda adicionar equipes em Las Vegas e Seattle, além de negociar a criação de uma liga na Europa e a venda de times na Basketball Africa League. A disputa por uma vaga em Las Vegas tem estimativas de mercado entre US$ 9 bilhões e US$ 10 bilhões apenas em taxas de expansão pagas aos 30 clubes atuais, sem incluir os custos de construção de um novo ginásio.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

Notícias relacionadas