Família confunde gêmeos idênticos na igreja e mãe avisa padre

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padre Paulo Roberto da Silva - Renata D’andrea Fotografia/Reprodução Foto: padre Paulo Roberto da Silva - Renata D’andrea Fotografia/Reprodução

O padre Paulo Roberto da Silva batizou o bebê João Felipe duas vezes na comunidade Santa Teresinha, em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, após a família confundir a criança com o irmão gêmeo idêntico, Caio Henrique. O engano na pia batismal ocorreu durante a cerimônia religiosa realizada na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde o menino recebeu o sacramento primeiro com o nome do irmão e, em seguida, com o próprio nome.

A troca dos bebês aconteceu mesmo após o sacerdote adotar o cuidado de chamar um irmão por vez para o ritual. O caso ganhou repercussão depois que a mãe das crianças publicou um vídeo nas redes sociais relatando a confusão familiar na igreja. Ao perceber que o filho errado havia recebido a água batismal, o padre Paulo Roberto da Silva interrompeu a celebração para refazer o procedimento. “Eu falei: ‘Meu Deus, tem que trazer o certo, porque eu tenho que batizar com o nome certo, a pessoa certa com o nome certo’”, disse o padre.

Como a troca de João Felipe e Caio Henrique começou antes da igreja?

Gêmeos Caio e João - Renata D’andrea Fotografia/Reprodução
Foto: Gêmeos Caio e João – Renata D’andrea Fotografia/Reprodução

A confusão para identificar os irmãos começou ainda na residência da família, antes do deslocamento para a comunidade Santa Teresinha, porque os pais acordaram de madrugada para dar conta de todos os preparativos sozinhos e decidiram vestir os dois meninos com peças de roupa idênticas, o que anulou as referências visuais habituais do casal e fez com que os próprios responsáveis perdessem o controle sobre quem era cada bebê ainda dentro de casa.

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“Lá em casa, a gente já estava confundindo os dois, antes mesmo de ir para a igreja, a gente já estava confundindo, porque eles realmente ficaram muito parecidos”, afirmou a mãe dos gêmeos, Ana Luísa de Almeida Prado Silva.

Segundo a mãe, a única característica física que permitia diferenciar os irmãos na época do batizado era uma pequena mancha localizada no olho de Caio Henrique. O cansaço da rotina matinal e o uso dos trajes iguais, no entanto, dificultaram a observação desse detalhe. “Quando colocou as duas roupas iguais, a gente já não sabia mais quem que era quem”, contou Ana Luísa.

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Os integrantes da família que participaram do batizado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima têm os seguintes perfis e idades confirmados na data do evento:

  • João Felipe e Caio Henrique: gêmeos idênticos, com 5 meses de idade no dia da cerimônia;
  • Ana Luísa de Almeida Prado Silva: mãe das crianças e vice-diretora de escola, de 30 anos;
  • Jorge Maicon de Camargo: pai dos gêmeos e marido de Ana Luísa, de 32 anos;
  • Paulo Roberto da Silva: padre responsável pela celebração na comunidade Santa Teresinha.

Revezamento de colo na Paróquia Nossa Senhora de Fátima levou ao erro

A família chegou ao templo religioso pouco antes do início da celebração. Enquanto aguardavam o começo do rito, Caio Henrique e João Felipe passaram de colo em colo entre os pais, parentes e padrinhos presentes no local, o que fez a família perder de vez a referência de quem segurava cada criança.

Como os meninos tinham aparência física muito semelhante, comportamento tranquilo e não choraram durante a missa, o padre Paulo Roberto da Silva anunciou que chamaria um gêmeo de cada vez até a pia batismal. No momento em que o sacerdote chamou pelo nome de Caio Henrique, uma prima de Ana Luísa se levantou levando João Felipe nos braços, enquanto a mãe permaneceu sentada segurando o verdadeiro Caio Henrique, sem notar a inversão imediata causada pela movimentação dos parentes no banco da igreja.

“Na hora em que o padre chamou, por um momento de desatenção nosso, a gente não pensou nisso. Do jeito que o padre chamou os gêmeos, a minha prima foi e já começou a deitar o João. E eu esqueci que eu estava com o Caio”, declarou a vice-diretora de escola.

A cronologia do dia do batizado em Guaratinguetá registrou os seguintes horários:

  • 4h de 12 de setembro de 2026: horário em que os pais acordaram para preparar os filhos sozinhos em casa;
  • 10h de 12 de setembro de 2026: início previsto da cerimônia de batismo na comunidade Santa Teresinha.

Correção do batismo de Caio Henrique e reação do padre Paulo Roberto

O erro só foi notado por Ana Luísa no instante exato em que o padre Paulo Roberto da Silva derramou a água sobre a cabeça de João Felipe e pronunciou o nome de Caio Henrique. “Eu virei para o meu marido e falei: ‘Amor, ele está batizando o bebê errado. O Caio é esse daqui que está no meu colo, aquele ali é o João’”, relatou a mãe.

Superado o constrangimento inicial no altar, Ana Luísa e o marido, Jorge Maicon de Camargo, avisaram o celebrante sobre a troca das crianças. A situação provocou risadas entre os presentes na igreja e foi corrigida em seguida pelo sacerdote.

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Os familiares levaram Caio Henrique até a pia batismal para que ele recebesse o sacramento pela primeira vez. Logo depois, João Felipe passou pelo ritual novamente, desta vez batizado com o próprio nome. Encerrada a cerimônia religiosa, o padre Paulo Roberto da Silva comentou o duplo batismo da criança: “João, se Deus quiser, vai ser padre, porque você foi batizado duas vezes”.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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