INSS libera segunda parcela do 13º salário a partir de 26 de maio para 34,2 milhões de segurados

Milhões de aposentados e pensionistas aguardam a liberação da segunda parcela do 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um benefício que movimenta a economia nacional. A partir de 26 de maio de 2025, os depósitos começam a ser realizados, seguindo um calendário escalonado baseado no número do benefício. Este pagamento, que injeta bilhões de reais no mercado, beneficia cerca de 34,2 milhões de segurados. A antecipação, autorizada pelo governo federal, reforça o orçamento de famílias em todo o país.
O abono anual, conhecido como 13º salário, é um direito garantido a aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios previdenciários. A primeira parcela foi paga entre abril e maio, e agora a segunda parcela chega com possíveis descontos, como o Imposto de Renda. Para facilitar o acesso às informações, o INSS disponibiliza consultas por meio do aplicativo Meu INSS, site oficial e telefone 135. Abaixo, alguns pontos essenciais sobre o pagamento:
- Calendário escalonado: Depósitos ocorrem entre 26 de maio e 6 de junho, conforme o penúltimo dígito do Número do Benefício (NB).
- Quem recebe: Aposentados, pensionistas e segurados de auxílios como doença, acidente e reclusão.
- Consulta prática: Valores e datas estão disponíveis no Meu INSS ou via Central 135.
A medida de antecipação, adotada desde 2020, reflete a estratégia do governo de estimular o consumo em períodos econômicos desafiadores. Com a liberação desses recursos, setores como comércio e serviços esperam um aumento significativo nas vendas.
Pagamento escalonado por número do benefício
O calendário de pagamento da segunda parcela do 13º salário do INSS é organizado pelo penúltimo dígito do Número do Benefício (NB), uma prática que evita sobrecarga nos sistemas bancários. Para beneficiários que recebem até um salário mínimo, os depósitos começam em 26 de maio e seguem até 6 de junho. Aqueles com benefícios acima do piso nacional recebem entre 2 e 6 de junho. A divisão por dígitos garante uma distribuição ordenada dos recursos.
Essa estrutura beneficia cerca de 28,68 milhões de segurados que recebem até R$ 1.518, valor do salário mínimo em 2025. Para os 11,98 milhões que ganham acima desse valor, o pagamento ocorre em datas posteriores, conforme o NB. O INSS orienta os segurados a verificarem o número do benefício no cartão ou extrato bancário para confirmar a data exata do depósito.
Quem tem direito ao abono anual
Nem todos os beneficiários do INSS recebem o 13º salário, o que gera dúvidas entre os segurados. O abono é destinado a quem recebe aposentadorias, pensões por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Esses benefícios, de natureza previdenciária, garantem o pagamento extra, calculado com base no valor mensal recebido.
Por outro lado, segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou a Renda Mensal Vitalícia (RMV), não têm direito ao 13º. A distinção ocorre porque esses auxílios não estão vinculados a contribuições previdenciárias. O INSS reforça que a consulta prévia é essencial para evitar surpresas:
- Aposentadorias: Incluem por idade, invalidez ou tempo de contribuição.
- Pensionistas: Recebem o abono proporcional ao benefício.
- Auxílios temporários: Como auxílio-doença, o valor é calculado pelo tempo de recebimento.
- Exclusões: BPC e RMV não entram na lista de benefícios elegíveis.
Cerca de 24 milhões de aposentados estão entre os beneficiários, representando a maior parcela dos segurados contemplados.
Como consultar valores e datas
A consulta aos valores e datas de pagamento da segunda parcela é acessível por canais oficiais do INSS. O aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS, é a ferramenta mais prática. Após login com CPF e senha, o segurado acessa o extrato de pagamento, que detalha o valor do benefício, descontos de Imposto de Renda (se aplicável) e a data do depósito.
Outra opção é o site meu.inss.gov.br, que oferece o mesmo serviço. Para quem não tem acesso à internet, a Central 135 opera de segunda a sábado, das 7h às 22h, exigindo CPF e confirmação de dados cadastrais. Bancos também notificam depósitos por aplicativos ou extratos, mas o INSS recomenda verificar os valores diretamente nos canais oficiais para maior segurança.
Impacto econômico do pagamento
A liberação da segunda parcela do 13º salário injeta mais de R$ 35 bilhões na economia brasileira, segundo estimativas do Ministério da Previdência Social. Somada à primeira parcela, paga em abril, o montante total ultrapassa R$ 73,3 bilhões. Esses recursos circulam principalmente em setores como varejo, saúde e transporte, beneficiando pequenos e médios negócios.
A antecipação, iniciada durante a pandemia de Covid-19, tornou-se uma prática recorrente para estimular o consumo. Em 2025, a medida beneficia diretamente 34,2 milhões de segurados, com impacto significativo em cidades menores, onde o benefício representa uma fatia expressiva da renda familiar. O comércio local, especialmente em regiões como Nordeste e Sul, espera um incremento nas vendas de bens de consumo e serviços.

Cálculo do valor do abono
O valor do 13º salário é calculado com base no benefício mensal recebido pelo segurado. A primeira parcela, paga entre abril e maio, corresponde a 50% do valor, sem descontos. A segunda parcela, liberada agora, pode incluir deduções, como o Imposto de Renda para quem não é isento.
Para beneficiários que começaram a receber o benefício após janeiro, o valor é proporcional aos meses em que o auxílio esteve ativo. Por exemplo, um segurado com benefício de R$ 2.000, iniciado em julho, recebe um 13º proporcional a seis meses, totalizando R$ 1.000, dividido em duas parcelas de R$ 500. Casos de benefícios temporários, como auxílio-doença, seguem a mesma lógica:
- Proporcionalidade: Calculada com base nos meses de recebimento.
- Descontos: Imposto de Renda incide na segunda parcela, se aplicável.
- Teto previdenciário: Benefícios acima de R$ 8.157,41 seguem o limite do INSS.
O INSS disponibiliza o extrato detalhado no Meu INSS para que o segurado confirme o valor exato a ser depositado.
Cuidados contra fraudes
Períodos de pagamento de benefícios atraem a atenção de golpistas, e o INSS alerta para tentativas de fraudes. Criminosos utilizam mensagens falsas, e-mails ou ligações oferecendo supostos serviços relacionados ao 13º salário, como antecipações ou revisões de valores. O órgão reforça que não solicita dados pessoais por meios não oficiais.
Os segurados devem evitar compartilhar informações como CPF, número do benefício ou senhas com desconhecidos. Canais oficiais, como o Meu INSS e a Central 135, são os únicos meios seguros para consultas. Recentemente, golpes envolvendo promessas de um falso 14º salário circularam nas redes sociais, mas o INSS desmentiu qualquer projeto nesse sentido.
Prioridade para salário mínimo
O calendário de pagamento prioriza os beneficiários que recebem até um salário mínimo, fixado em R$ 1.518 em 2025. Esses segurados, que representam 70,5% do total, começam a receber a segunda parcela em 26 de maio. A ordem segue o penúltimo dígito do NB, começando pelo número 1 e terminando no 0.
Para quem recebe acima do salário mínimo, o pagamento ocorre a partir de 2 de junho, também escalonado. A prioridade para o piso nacional reflete a maior demanda financeira desse grupo, que muitas vezes depende do benefício como principal fonte de renda. O INSS disponibiliza o calendário completo no site oficial para consulta.
Regionalidade dos recursos
Os recursos do 13º salário têm distribuição desigual pelo país, com a Região Sudeste concentrando a maior fatia, cerca de R$ 36,2 bilhões. Estados como São Paulo e Rio de Janeiro lideram em volume de beneficiários. O Nordeste recebe R$ 15,76 bilhões, seguido pelo Sul, com R$ 13,6 bilhões, e pelo Centro-Oeste, com R$ 4,06 bilhões.
A concentração no Sudeste reflete a maior densidade populacional e o número de aposentados. Em cidades menores, o pagamento do 13º tem peso significativo na economia local, impulsionando setores como supermercados, farmácias e serviços de transporte. O INSS destaca que os recursos chegam a cerca de 70% dos municípios brasileiros.
Orientação para uso do benefício
Com a chegada da segunda parcela, muitos beneficiários planejam o uso do dinheiro extra. Especialistas sugerem priorizar o pagamento de dívidas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial, que comprometem o orçamento familiar. Outra recomendação é reservar parte do valor para emergências, criando uma reserva financeira.
O INSS orienta os segurados a evitarem compras impulsivas, especialmente em períodos de promoções sazonais. Aproveitar descontos à vista é uma estratégia para maximizar o valor do benefício. Para quem planeja investimentos, o abono pode ser uma oportunidade para iniciar aplicações de baixo risco, como poupança ou títulos públicos.
Acessibilidade no atendimento
O INSS reforça a importância de canais digitais para facilitar o acesso às informações sobre o 13º salário. O aplicativo Meu INSS é acessível em smartphones e permite consultas rápidas, mesmo em áreas com conexão limitada. Para idosos ou pessoas com dificuldade de acesso à internet, a Central 135 oferece atendimento humanizado, com orientações claras.
Agências do INSS também estão disponíveis para atendimento presencial, mas exigem agendamento prévio. A prioridade no atendimento presencial é garantida a idosos acima de 60 anos, gestantes, lactantes e pessoas com deficiência, conforme a Lei 10.048/2000. O órgão mantém instalações adaptadas para garantir conforto e segurança.
Histórico da antecipação
A prática de antecipar o 13º salário do INSS começou em 2020, durante a pandemia de Covid-19, como medida para apoiar financeiramente milhões de brasileiros. Desde então, o governo federal manteve a antecipação, com pagamentos realizados entre abril e junho. Em 2025, a medida completa seis anos consecutivos, beneficiando cerca de 34,2 milhões de segurados anualmente.
O decreto presidencial que autoriza a antecipação foi publicado em 4 de abril de 2025, atendendo a uma solicitação do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. A iniciativa é vista como uma estratégia para aquecer a economia no primeiro semestre, período em que o consumo tende a ser mais contido.
Canais oficiais para suporte
Além do Meu INSS e da Central 135, os segurados podem buscar suporte em agências bancárias onde recebem o benefício. Bancos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil oferecem notificações automáticas sobre depósitos, mas o INSS recomenda confirmar os valores no extrato oficial.
Para casos de irregularidades, como valores não depositados, o segurado deve entrar em contato com o INSS imediatamente. Documentos como extrato de pagamento e histórico de benefícios são necessários para agilizar a resolução. O portal Meu INSS também permite registrar reclamações e solicitar revisões de valores.
Volume de beneficiários
O INSS gerencia benefícios para cerca de 33 milhões de pessoas, sendo 24 milhões aposentados. A segunda parcela do 13º salário alcança 34,2 milhões de segurados, incluindo pensionistas e beneficiários de auxílios. O volume expressivo reflete a relevância do programa para a economia e para a sustentabilidade financeira de milhões de famílias.
Entre os beneficiários, 10,6 mil recebem o teto previdenciário, fixado em R$ 8.157,41. A maioria, no entanto, depende de valores próximos ao salário mínimo, o que reforça a importância do abono como complemento de renda. O pagamento escalonado facilita a gestão dos recursos pelo governo e pelos bancos.
Cuidados com descontos
A segunda parcela do 13º salário pode incluir descontos, como o Imposto de Renda, que incide sobre o valor total do abono para quem não é isento. Outros descontos, como empréstimos consignados, também podem aparecer no extrato. O INSS recomenda que os segurados confiram o extrato detalhado para evitar surpresas.
Recentemente, o INSS identificou descontos irregulares em benefícios, afetando quase 500 mil segurados. Uma força-tarefa foi criada para apurar fraudes, e os beneficiários são orientados a relatar qualquer irregularidade. Mais de 1 milhão de aposentados já solicitaram reembolsos por descontos indevidos, com procedimentos disponíveis no Meu INSS.

