Economia

Cruzeiro-SP está entre as piores cidades em geração de emprego do Estado de São Paulo

Cruzeiro
Cruzeiro SP - Foto Mix Vale

O estado de São Paulo tem demonstrado uma robusta capacidade de geração de empregos formais, consolidando sua posição como motor econômico do país. Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, a região registrou a abertura de um volume significativo de novas vagas com carteira assinada, acompanhado de um aumento expressivo no salário médio de admissão, o maior em seis anos. Esse cenário positivo reflete uma recuperação e expansão contínuas do mercado de trabalho paulista, impulsionado por diversos setores da economia. Contudo, a performance se mostra heterogênea, com a capital e grandes centros urbanos liderando a criação de postos, enquanto algumas cidades do interior apresentam desafios distintos.

A Fundação Seade, utilizando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelou que o saldo de vagas no estado atingiu a marca de 286.743 postos de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026. Este montante representa uma elevação de 2% em comparação com o período anterior, destacando a resiliência e a força da economia paulista. Com essa performance, São Paulo foi responsável por aproximadamente 24% do total de vagas criadas em todo o país, que somou 1.228.483 no mesmo intervalo.

Somente no mês de janeiro de 2026, o estado de São Paulo conseguiu criar 16.451 novas vagas formais. Este desempenho mensal é crucial para a manutenção do ritmo de crescimento e para a absorção da força de trabalho. Os números sinalizam um ambiente favorável para o investimento e a expansão empresarial, que se traduzem diretamente em oportunidades para a população.

Desempenho geral do mercado de trabalho paulista

O cenário de criação de empregos no estado de São Paulo é um reflexo direto de sua diversificada matriz econômica e da dinâmica de seus polos produtivos. A contínua geração de vagas formalizadas, acima da média nacional, sublinha a relevância da região para o equilíbrio do mercado de trabalho do país. Essa vitalidade econômica é um fator decisivo para a atração de novos investimentos e para a estabilidade social.

A análise dos dados do Caged, que integra informações do eSocial e do Empregador Web, permite uma visão abrangente do emprego formal. O saldo positivo de quase 300 mil vagas em 12 meses não se limita apenas a grandes centros, mas irradia por diversas regiões, embora com diferentes intensidades. Isso demonstra a capacidade de adaptação e de superação do estado diante de flutuações econômicas.

O crescimento no número de vagas está intrinsecamente ligado a um conjunto de fatores, incluindo políticas de incentivo ao setor produtivo, a retomada da confiança dos investidores e a expansão de mercados internos e externos. A robustez da economia paulista, com sua indústria diversificada, forte setor de serviços e agronegócio pujante, cria um ecossistema propício para a geração de oportunidades de trabalho.

Salário de admissão atinge patamar recorde

Paralelamente à criação de vagas, o estado de São Paulo registrou o maior salário médio de admissão em janeiro desde 2020, ano em que o Novo Caged passou a compilar dados de forma integrada. O valor apurado foi de R$ 2.702,76, representando um aumento de 2,75% em relação a dezembro de 2025 e de 1,93% quando comparado ao mesmo período de 2025. Este patamar salarial mais elevado reflete não apenas a valorização da mão de obra, mas também uma possível demanda por profissionais mais qualificados ou o impacto da inflação e reajustes.

O salário de admissão em São Paulo se destacou como o mais elevado do Brasil em janeiro, superando outras regiões de grande porte econômico. O Distrito Federal ficou em segundo lugar com R$ 2.575,45, seguido por Mato Grosso com R$ 2.421,85 e Rio de Janeiro com R$ 2.409,30. A média nacional de salário de admissão foi de R$ 2.389,50, e a do Sudeste, R$ 2.551,61, evidenciando a liderança paulista neste quesito.

Setores que impulsionam a criação de vagas

A distribuição da criação de vagas por setores no estado de São Paulo em janeiro de 2026 ilustra as principais forças motrizes da economia local. Três grandes áreas se destacaram como as que mais contribuíram para o saldo positivo, cada uma com um papel fundamental no desenvolvimento e na oferta de empregos.

Os setores que mais criaram vagas no estado foram:
– Indústria, com 21.528 novos postos de trabalho.
– Construção, que adicionou 15.934 vagas ao mercado.
– Serviços, com um saldo de 3.001 empregos.

Cidades paulistas campeãs de empregos nos últimos 12 meses

A Agência SP levantou as cidades que mais contribuíram para a geração de empregos com carteira assinada no período de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026. Esta lista de “cidades campeãs” demonstra a concentração de oportunidades em grandes centros urbanos e em municípios com forte vocação industrial ou de serviços, que conseguem absorver e criar um grande volume de postos de trabalho.

Entre as principais cidades que se destacaram na criação de empregos durante os 12 meses estão:
– São Paulo: 97.391
– Osasco: 24.587
– Guarulhos: 13.129
– Barueri: 10.850
– Santos: 6.662
– São José dos Campos: 6.219
– Sorocaba: 4.739

Esses números sublinham o papel dessas localidades como polos de desenvolvimento, atraindo investimentos e empresas que geram um grande fluxo de contratações. A capital, em particular, mantém sua hegemonia como o maior gerador de empregos, impulsionada pela diversidade de seu parque econômico.

Destaque de janeiro: as cidades com maior saldo de vagas

No mês de janeiro de 2026, o dinamismo do mercado de trabalho paulista foi evidente na performance de diversas cidades. Enquanto algumas mantiveram a liderança, outras emergiram com saldos notáveis, mostrando que a criação de empregos é um fenômeno que se espalha, ainda que de forma variada, por todo o território paulista.

As cidades que mais se destacaram na geração de empregos em janeiro foram:
– São Paulo: 3.597
– Franca: 2.977
– Guarulhos: 1.524
– Sorocaba: 814
– Sertãozinho: 806
– Ribeirão Preto: 768
– Rio Claro: 768

A presença de municípios do interior, como Franca e Sertãozinho, entre os líderes de janeiro, demonstra a força de setores específicos dessas regiões, como o calçadista em Franca e o sucroenergético em Sertãozinho, que impulsionam as contratações em determinados períodos.

Desafios locais: a situação de Cruzeiro e outras regiões

Apesar do desempenho robusto do estado de São Paulo como um todo na geração de empregos, a realidade do mercado de trabalho nem sempre é uniforme em todas as localidades. Pequenos e médios municípios podem enfrentar desafios distintos, muitas vezes relacionados à sua base econômica ou à capacidade de atração de investimentos.

Um exemplo dessa variação é a cidade de Cruzeiro, que registrou 89 vagas de emprego em janeiro. Embora seja um saldo positivo, esse número é modesto em comparação com os milhares de vagas criadas em grandes centros como a capital ou Osasco. Essa diferença pode ser atribuída a fatores como a menor diversificação industrial, a dependência de setores específicos ou a limitada capacidade de expansão do comércio e serviços locais.

A geração de empregos em cidades menores frequentemente depende de investimentos pontuais, de projetos específicos ou da expansão de poucas empresas. A volatilidade econômica pode, portanto, ter um impacto mais acentuado nessas localidades, dificultando um crescimento constante e expressivo no número de postos de trabalho.

Para mitigar essas disparidades, é fundamental que haja um foco em políticas públicas e programas de desenvolvimento regional que considerem as especificidades de cada município. Incentivos fiscais, qualificação profissional adaptada às demandas locais e atração de novas indústrias são estratégias essenciais para impulsionar a criação de empregos em áreas com menor dinamismo.

A promoção do empreendedorismo local e o apoio a micro e pequenas empresas também desempenham um papel crucial. Ao fortalecer a economia local de base, é possível criar um ambiente mais resiliente e com maior capacidade de gerar e manter postos de trabalho, contribuindo para uma distribuição mais equitativa das oportunidades por todo o estado.

Iniciativas governamentais e projeções de desenvolvimento

O governo de São Paulo tem implementado programas estratégicos para fortalecer a infraestrutura e o ambiente de negócios, com impacto direto na geração de empregos. A iniciativa “SP Pra Toda Obra”, por exemplo, já alcançou a marca de R$ 30 bilhões em investimentos e projeta a criação de 252 mil empregos em diversas frentes por todo o estado. Esses investimentos são cruciais para alavancar a construção civil e outros setores associados.

Tais programas visam não apenas a melhoria da infraestrutura, mas também a dinamização da economia em múltiplas escalas, desde grandes projetos de logística até intervenções urbanas localizadas. A expectativa é que, ao fomentar o crescimento em setores-chave e facilitar o ambiente para novos negócios, o estado possa sustentar o ritmo de criação de empregos e expandir as oportunidades para além dos grandes centros, atingindo um maior número de municípios.

Metodologia e confiabilidade dos dados do Caged

A apuração dos dados de emprego formal no Brasil é realizada por meio do Caged, um sistema que passou por uma modernização significativa em 2020. O Novo Caged substituiu a versão anterior e integrou as informações de diversas fontes, como o eSocial, o próprio Caged e o Empregador Web, para oferecer um monitoramento mensal mais preciso e abrangente do emprego formal no país.

Esta metodologia aprimorada garante que os dados reflitam exclusivamente os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, aqueles que possuem todos os direitos assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As informações são enviadas diretamente pelas empresas contratantes ao governo federal, o que confere alta confiabilidade aos números divulgados. A pesquisa mensal foca nos salários de admissão, fornecendo um panorama claro do valor pago no momento da contratação, um importante indicador do poder de compra e da valorização do trabalho no mercado formal.

Veja as 100 cidades campeãs de emprego em 12 meses:

  1. São Paulo: 97.391
  2. Osasco: 24.587
  3. Guarulhos: 13.129
  4. Barueri: 10.850
  5. Santos: 6.662
  6. São José dos Campos: 6.219
  7. Sorocaba: 4.739
  8. Santo André: 4.697
  9. Sao Bernardo do Campo: 4.598
  10. Matão: 3.834
  11. Ribeirão Preto: 3.518
  12. Jundiai: 3.162
  13. Campinas: 2.991
  14. Tatuí: 2.666
  15. Atibaia: 2.555
  16. Cajamar: 2.414
  17. São Caetano do Sul: 2.389
  18. Taubaté: 2.381
  19. Monte Azul Paulista: 2.095
  20. Presidente Prudente: 2.073
  21. Bauru: 2.070
  22. São José do Rio Preto: 2.029
  23. Mogi-Guaçu: 1.970
  24. Cotia: 1.928
  25. Capela do Alto: 1.897
  26. Franco da Rocha: 1.830
  27. Mauá: 1.762
  28. São Carlos: 1.585
  29. Monte Mor: 1.447
  30. Botucatu: 1.439
  31. Cabreúva: 1.349
  32. Lençóis Paulista: 1.299
  33. Franca: 1.282
  34. Araçatuba: 1.264
  35. Araras: 1.243
  36. Embu: 1.204
  37. Itaquaquecetuba: 1.161
  38. Cosmópolis: 1.160
  39. Marília: 1.139
  40. Limeira: 1.124
  41. Itu: 1.078
  42. Cubatão: 1.058
  43. Louveira: 1.048
  44. São Roque: 1.047
  45. Itapevi: 1.037
  46. Birigui: 1.017
  47. Mogi das Cruzes: 939
  48. Colômbia: 936
  49. Bertioga 933
  50. Luis Antônio: 933
  51. Indaiatuba: 930
  52. Porto Feliz: 913
  53. Iracemápolis: 912
  54. Barretos: 880
  55. Santa Cruz do Rio Pardo: 869
  56. Salto: 865
  57. Penápolis: 863
  58. Diadema: 849
  59. Arujá: 846
  60. Paraguaçu Paulista: 836
  61. Sumaré: 819
  62. Espírito Santo do Pinhal: 782
  63. Itapecerica da Serra: 779
  64. Ibiúna: 741
  65. Guaratinguetá: 732
  66. Caieiras: 708
  67. Itanhaém: 688
  68. Jacareí: 681
  69. Leme: 657
  70. Jaú: 655
  71. Gavião Peixoto: 636
  72. Bernardino de Campos: 625
  73. Bariri: 616
  74. Herculândia: 613
  75. Caçapava: 605
  76. São Vicente: 594
  77. Votorantim: 586
  78. Holambra: 581
  79. Mirassol: 578
  80. Barrinha: 566
  81. Mairiporã: 558
  82. Tupã: 552
  83. Mococa: 541
  84. São Pedro: 536
  85. Itápolis: 531
  86. Itapetininga: 527
  87. Dois Córregos: 508
  88. Praia Grande: 506
  89. Votuporanga: 503
  90. Osvaldo Cruz: 498
  91. Adamantina: 495
  92. Regente Feijó: 490
  93. José Bonifácio: 484
  94. Cravinhos: 475
  95. Hortolândia: 472
  96. Salto de Pirapora: 472
  97. Peruíbe: 465
  98. Nova Odessa: 456
  99. Apiaí: 447
  100. Pindamonhangaba: 445

Veja as 100 cidades campeãs de emprego em janeiro

  1. São Paulo: 3.597
  2. Franca: 2.977
  3. Guarulhos: 1.524
  4. Sorocaba: 814
  5. Sertãozinho: 806
  6. Ribeirão Preto: 768
  7. Rio Claro: 768
  8. São José do Rio Preto: 760
  9. Bauru: 674
  10. Jundiaí: 619
  11. Guariba: 590
  12. Novo Horizonte: 569
  13. Barrinha: 565
  14. Piracicaba: 532
  15. Mendonça: 483
  16. Poloni: 474
  17. São Bernardo do Campo: 467
  18. Araraquara: 451
  19. Bragança Paulista: 450
  20. Campinas: 448
  21. Araras: 447
  22. Boituva: 416
  23. Indaiatuba: 398
  24. Itapevi: 361
  25. Monte Mor: 359
  26. Itu: 330
  27. Itupeva: 325
  28. Limeira: 307
  29. Birigui: 304
  30. Tatuí: 300
  31. Jaú: 296
  32. Américo Brasiliense: 283
  33. Ibitinga: 275
  34. Serrana: 266
  35. Arujá: 260
  36. Cotia: 252
  37. Monte Alto: 242
  38. Cabreúva: 237
  39. Paulínia: 235
  40. Pindamonhangaba: 235
  41. Nova Odessa: 224
  42. Marília: 220
  43. Sandovalina: 218
  44. Americana: 216
  45. Vista Alegre do Alto: 209
  46. Iracemápolis: 207
  47. Jaboticabal: 204
  48. Santa Gertrudes: 202
  49. Itatiba: 200
  50. Pirangi: 195
  51. Franco da Rocha: 194
  52. Estiva Gerbi: 182
  53. Severínia: 181
  54. Gavião Peixoto: 176
  55. Bariri: 175
  56. São Manuel: 174
  57. Capivari: 171
  58. Pedreira: 171
  59. Jose Bonifácio: 170
  60. Paraguaçu Paulista: 170
  61. Vinhedo: 168
  62. Jaguariúna: 165
  63. Itaquaquecetuba: 164
  64. Botucatu: 162
  65. Santa Barbara D’Oeste: 159
  66. Valinhos: 158
  67. Penápolis: 157
  68. Porto Feliz: 147
  69. Orlândia: 143
  70. Hortolândia: 140
  71. Pontal: 138
  72. Leme: 135
  73. Carapicuíba: 130
  74. Tietê: 129
  75. Regente Feijó: 126
  76. Rancharia: 121
  77. Elias Fausto: 120
  78. Cordeirópolis: 117
  79. Porto Ferreira: 116
  80. Presidente Prudente: 112
  81. Assis: 107
  82. Tambaú: 107
  83. Pradópolis: 105
  84. São Carlos: 105
  85. Avanhandava: 104
  86. Taboão da Serra: 103
  87. Cosmópolis: 101
  88. Orindiúva: 99
  89. Matão: 97
  90. Colina: 95
  91. Ipuã: 94
  92. Castilho: 93
  93. Cruzeiro: 89
  94. Jaci: 87
  95. Caconde: 86
  96. Campo Limpo Paulista: 84
  97. Palmares Paulista: 84
  98. Altinópolis: 82
  99. Dois Córregos: 82
  100. Tarumã: 78

São Paulo – vagas criadas
Janeiro: 16.451
12 meses: 286.743

Sudeste
Janeiro: 13.301
12 meses: 481.216

Brasil
Janeiro: 112.334
12 meses: 1.228.483

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