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Navio-tanque russo à deriva no Mediterrâneo após suspeita de ataque com drone, alerta ambiental cresce

Drone militar guerra
Drone militar guerra - Foto: PHOTOCREO Michal Bednarek/ Shutterstock.com

Roma, Itália — Um navio-tanque de combustível de bandeira russa está à deriva no Mar Mediterrâneo, entre a Itália e Malta, há vários dias. O incidente, supostamente um ataque de drone, acende um alerta de desastre ambiental iminente na região.

Autoridades marítimas globais emitiram avisos, solicitando que embarcações evitem a área. Imagens aéreas mostram o casco inclinado e carbonizado do “Arctic Metagas”, com uma rachadura visível no lado de bombordo.

Uma película oleosa já pode ser vista na superfície do mar ao redor do navio, intensificando os temores de vazamento. O incidente provocou uma mobilização urgente para mitigar os riscos de contaminação.

Riscos ecológicos e preocupações de segurança marítima

O “Arctic Metagas”, com 277 metros de comprimento, transporta cerca de 900 toneladas de óleo diesel e 60.000 toneladas de gás natural liquefeito. As autoridades italianas, atentas à situação, classificam o navio como uma “bomba-relógio cheia de gás”, dada a natureza volátil de sua carga e os potenciais perigos que representa.

A deriva incontrolável da embarcação em direção às águas territoriais italianas é uma grande preocupação. Um vazamento de combustível e gás em grandes proporções poderia devastar ecossistemas marinhos sensíveis e impactar negativamente a economia costeira do Mediterrâneo, exigindo uma resposta rápida e eficaz.

O contexto geopolítico e os detalhes do ataque

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou que o navio foi “atacado por drones marítimos e aéreos” em 3 de junho, em águas internacionais, a sudeste de Malta. O “Arctic Metagas” é associado à “frota paralela” russa, petroleiros antigos que burlam sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia em 2022.

Resgate e acusações sobre o incidente

Os 30 tripulantes do navio, alguns com queimaduras, conseguiram escapar em botes salva-vidas e foram resgatados pela guarda costeira líbia, sendo levados para Benghazi. A Rússia descreveu o incidente como um “ato terrorista” e seu Ministério dos Transportes atribuiu o ataque à marinha ucraniana, que, até o momento, não se manifestou publicamente sobre as acusações.

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