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Vídeo mostra interior da caverna dos tubarões onde cinco italianos morreram em mergulho nas Maldivas

Video Caverna Maldivas
Video Caverna Maldivas - reprodução youtube

Um vídeo que circula após a tragédia nas Maldivas expõe o interior da Thinwana Kandu, conhecida como caverna dos tubarões. O material registra passagens estreitas e sinuosas a dezenas de metros de profundidade no atol de Vaavu. Cinco mergulhadores italianos morreram no local durante uma expedição na quinta-feira, 14 de maio. As autoridades localizam os corpos nos dias seguintes com apoio de equipes especializadas.

As imagens mostram corredores apertados, paredes escuras e pouca vida marinha visível, exceto por uma arraia em um trecho. O grupo desceu até cerca de 49 metros. Um mergulhador militar das Maldivas morreu no sábado durante as operações de resgate.

Vídeo revela estrutura complexa da gruta submarina

O registro gravado dentro da Thinwana Kandu exibe um ambiente hostil para mergulho. Corredores estreitos se estendem por cerca de 60 metros no total. O complexo se divide em três câmaras principais.

Mergulhadores avançam com dificuldade em trechos onde a visibilidade cai. A caverna fica a aproximadamente 95 quilômetros da capital Malé. Especialistas finlandeses localizaram quatro corpos nesta segunda-feira, 18 de maio, no terceiro segmento. O quinto corpo, do instrutor Gianluca Benedetti, foi encontrado antes, próximo à entrada.

  • Corredores sinuosos com largura reduzida em vários pontos
  • Profundidade média de 49 metros no local dos corpos
  • Divisão em três câmaras principais
  • Presença limitada de fauna marinha visível nas imagens
  • Acesso complicado por correntes e condições do mar

Grupo italiano tinha autorização apenas para pesquisa de corais

O iate Duke of York conduzia o grupo de italianos. A documentação liberada permitia mergulhos até 30 metros para estudo de corais. Os corpos foram encontrados bem além desse limite.

As vítimas incluíam a professora de ecologia Monica Montefalcone, de 52 anos, e sua filha Giorgia Sommacal, de 20. Também estavam o biólogo marinho Federico Gualtieri, a pesquisadora Muriel Oddenino e o instrutor Gianluca Benedetti. O marido de Monica relatou ao La Repubblica que a mergulhadora experiente não arriscaria o grupo de forma imprudente. Algo deve ter ocorrido lá embaixo, segundo ele.

Clima adverso e profundidade elevam questionamentos sobre a expedição

Um alerta amarelo de mau tempo estava em vigor na véspera do mergulho. Ventos chegaram a 48 km/h na região. As correntes fortes são comuns nos canais do atol de Vaavu, o que atrai tubarões e peixes pelágicos, mas aumenta os riscos.

A operação de recuperação exigiu equipamentos avançados enviados pelo Reino Unido e pela Austrália. Scooters subaquáticas e cilindros com reciclagem de ar foram usados. As autoridades das Maldivas e da Itália investigam as causas exatas. Hipóteses incluem falhas no equipamento, desorientação em passagens estreitas e efeitos do mau tempo.

Resgate envolve equipes internacionais e enfrenta perigos constantes

Uma equipe finlandesa especializada, com experiência em resgates complexos, chegou em 48 horas. Os mergulhadores localizaram os corpos agrupados no interior da caverna. As operações de retirada continuam e são descritas como de alto risco.

No sábado, o sargento Mohamed Mahudhee, de 43 anos, morreu por doença descompressiva durante uma das tentativas. O caso se tornou o pior acidente de mergulho registrado nas Maldivas.

Local conhecido por atrair mergulhadores avançados

O atol de Vaavu reúne estruturas submersas com túneis naturais e paredes verticais. Mergulhos em canais atraem grandes espécies marinhas. A Thinwana Kandu ganha o apelido de caverna dos tubarões justamente pela fauna local.

Especialistas alertam que cavernas como essa exigem treinamento específico, certificações técnicas e equipamentos adequados. O grupo seguia uma expedição que combinava pesquisa e exploração. As investigações prosseguem para esclarecer os motivos da entrada na gruta.

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