Quem é o bilionário mais jovem dos EUA que fez fortuna com IA para programação em apenas dois anos?Por Bruna
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O engenheiro de software Steven Hao, em Palo Alto, passou a ocupar o posto de bilionário mais jovem dos Estados Unidos no ranking dos 400 norte-americanos mais ricos em 17 de setembro de 2026. Dono de uma fortuna avaliada em US$ 5,8 bilhões, montante correspondente a cerca de R$ 29,6 bilhões, ele garantiu a 293ª posição da listagem patrimonial aos 30 anos de idade.
O patrimônio acumulado pelo empresário provém da Cognition, empresa focada em inteligência artificial na qual Hao atua como cofundador e diretor de tecnologia, negócio que desembarcou em território brasileiro em setembro de 2026 para disputar o mercado corporativo com gigantes da tecnologia.
A expansão da riqueza pessoal reflete diretamente a valorização da Cognition, que alcançou a marca de US$ 48 bilhões em valor de mercado após obter US$ 2 bilhões em aportes financeiros negociados em setembro de 2026 com grupos investidores. A desenvolvedora cria agentes virtuais que assumem etapas completas de projetos de engenharia de software ao produzir códigos, planejar cronogramas, rodar testes técnicos e consertar falhas operacionais sem depender de supervisão humana constante.
O Devin opera como o principal sistema da desenvolvedora ao executar instruções textuais amplas para criar programas inteiros, diagnosticar problemas e atualizar bancos de dados, ferramenta de inteligência artificial já adotada pelo Citibank e pela instituição financeira Ramp em seus fluxos cotidianos.
Trajetória profissional começou com conquista em olimpíada de programação

O ingresso de Hao no setor tecnológico ocorreu após vitórias em disputas globais de computação para estudantes. Ao lado de Scott Wu e Walden Yan, que também cofundaram a Cognition, o profissional conquistou a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Informática. Essa condecoração estudantil individual foi obtida por Hao no ano de 2014, quando ele tinha 18 anos.
Na sequência do circuito acadêmico, o jovem graduou-se em Ciência da Computação no Massachusetts Institute of Technology para atuar na área de engenharia de programas. O profissional também trabalhou na Scale AI, companhia especializada no tratamento de dados para modelos inteligentes e cofundada por Alex Wang, cuja participação acionária é 49% controlada pelo grupo Meta.
Após passar por diferentes negócios corporativos, Hao fundou a Cognition em 2023 ao lado dos dois parceiros que conheceu nas competições acadêmicas, ano de lançamento confirmado por registros cadastrais oficiais do setor, embora relatórios de analistas citem ocasionalmente o ano de 2024 como marco inaugural.
A estrutura técnica da empresa projeta sistemas que cobrem ciclos integrais de trabalho sem se limitar ao fornecimento de sugestões parciais aos engenheiros. Ao ser acionado com comandos gerais, o Devin programa módulos inteiros, estabelece rotinas de verificação, corrige erros de execução e entrega o produto pronto.
Essa autonomia nas tarefas de programação colocou a ferramenta da Cognition em rota de colisão corporativa direta com soluções do mesmo setor empresarial, disputando contratos comerciais contra o Codex, desenvolvido pela OpenAI, e o sistema Claude Code, operado pela concorrente Anthropic.
A velocidade de expansão financeira acelerou o faturamento da companhia em curtos intervalos comerciais. Em setembro de 2026, a rodada de investimentos de US$ 2 bilhões recebeu recursos de fundos como Andreessen Horowitz, Accel, Founders Fund, General Catalyst e Avenir. O rendimento anualizado informado pela diretoria saltou de US$ 492 milhões registrados em maio para o patamar próximo de US$ 900 milhões.
Como parte da estratégia de inserção em mercados estrangeiros, a Cognition instalou uma sede administrativa em São Paulo em setembro de 2026, inaugurando o primeiro endereço físico do negócio na América Latina. A estrutura local busca ampliar a base do Devin junto a clientes corporativos do mercado brasileiro na disputa direta contra outros gigantes de software.
A abertura da base paulistana formalizou a presença da companhia no país para atender à crescente procura por automação de programação, visto que companhias nacionais já aplicavam a ferramenta no cotidiano antes da chegada de uma equipe de apoio operacional própria.
Mesmo com a ascensão expressiva de seu capital pessoal, Hao adota postura reservada diante da opinião pública. O engenheiro evita aparições em pronunciamentos comerciais, mantém baixa atividade em redes digitais e não concede declarações jornalísticas frequentes sobre os projetos da Cognition.
As manifestações externas e divulgações de novos recursos ficam a cargo do diretor-presidente Scott Wu, que grava participações em podcasts e apresentações setoriais, situação que permite a Hao concentrar todo o tempo na gestão técnica da infraestrutura como CTO.
Hao priorizou a discrição profissional. O histórico do executivo permaneceu restrito aos círculos de excelência de computação até a juventude, período em que estabeleceu o conhecimento técnico que anos mais tarde serviu de base para consolidar sua participação societária na Cognition.







