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Trajetória do corpo interestelar 3I/ATLAS atinge periélio a 203 milhões de quilômetros do Sol e ofusca telescópios

rota do 3I-ATLAS
rota do 3I-ATLAS - Foto: NASA/JPL-Caltech

O cometa interestelar 3I/ATLAS atinge o seu periélio em 29 de outubro de 2025. O objeto aproxima-se a 1,36 unidade astronômica do Sol. A distância equivale a cerca de 203 milhões de quilômetros. A proximidade extrema com a estrela ofusca o corpo celeste temporariamente. Observadores terrestres perdem o contato visual direto devido ao intenso brilho solar durante este período crítico da órbita.

A descoberta original ocorreu em 1º de julho de 2025. O satélite GOES-19 registrou imagens recentes do corpo celeste utilizando o coronógrafo CCOR-1. O cientista cidadão Worachate Boonplod identificou o cometa nas capturas fornecidas pelo equipamento da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). A trajetória hiperbólica confirma a origem do objeto fora do sistema solar.

Detecção espacial e características da órbita hiperbólica

Astrônomos detectaram o 3I/ATLAS inicialmente quando o objeto se posicionava no lado oposto ao Sol em relação à Terra. Telescópios terrestres capturaram os primeiros dados astrométricos. A inclinação orbital atinge valores elevados. O plano de deslocamento difere significativamente do eclíptico planetário padrão.

A órbita hiperbólica indica uma velocidade superior à de escape solar. O cometa não permanece vinculado ao sistema solar. Ele procede diretamente de outro sistema estelar desconhecido. O corpo celeste cruzou a órbita de Marte em 3 de outubro de 2025. A distância mínima ao planeta vermelho ficou em valores seguros e confirmou a trajetória matemática prevista.

Instrumentos registraram variações iniciais de brilho durante a aproximação. A proximidade crescente ao Sol aumenta a atividade cometária de forma exponencial. Gases sublimam rapidamente do núcleo congelado. A radiação térmica força a expansão da estrutura externa do cometa.

Monitoramento por satélite e alinhamento solar

O equipamento CCOR-1 a bordo do GOES-19 bloqueia o disco solar central. Um anteparo artificial simula um eclipse total contínuo. A técnica permite estudar a coroa solar externa sem danos aos sensores. Na imagem capturada em 18 de outubro, o cometa surge na periferia do campo visual. O ponto luminoso mantém uma posição consistente em frames sequenciais.

Em 26 de outubro, o cometa alinha-se diretamente atrás do Sol. A elongação angular mínima impede observações terrestres convencionais. Telescópios enfrentam interferência severa do brilho solar. Simulações do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) mostram a configuração exata. A Terra, o Sol e o cometa formam uma linha reta aproximada no espaço.

O periélio intensifica a sublimação de voláteis. Modelos termodinâmicos preveem um aumento drástico na produção de poeira e gás. A coma expande-se significativamente ao redor do núcleo. A cauda pode estender-se por milhões de quilômetros na direção oposta ao vento solar. A espectroscopia revela a presença de monóxido de carbono e cianeto na composição.

Cronograma de visibilidade e requisitos técnicos

A visibilidade terrestre melhora a partir de 8 de novembro. O cometa afasta-se angularmente do Sol de forma gradual. Em 11 de novembro, o objeto aparece no céu matutino oriental. Observadores localizam o corpo celeste cerca de 90 minutos antes do nascer do Sol. A constelação de Virgem serve de referência principal. A estrela Spica marca a posição próxima inicial no fundo estelar.

A observação adequada do fenômeno exige preparação técnica e instrumentos específicos para garantir a captação da luz tênue do objeto:

  • Telescópios com abertura mínima de 20 centímetros são necessários para visualização.
  • Filtros de banda estreita auxiliam na identificação do contraste da coma.
  • Câmeras CCD registram exposições longas para processamento digital posterior.
  • Softwares especializados removem o ruído das imagens capturadas.

A magnitude aparente atinge um pico próximo a 13 durante o periélio

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