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Cadastro Único (CadÚnico): entenda o que é, quem tem direito a se inscrever, documentos exigidos e benefícios liberados

O Cadastro Único (CadÚnico) é o registro gratuito do Governo Federal que identifica famílias de baixa renda para liberar benefícios como Bolsa Família, BPC e Tarifa Social. Podem se inscrever famílias com renda mensal de até R$ 810,50 por pessoa.

Criada em · Atualizada em · Por Redação Mix Vale

Resposta rápida

Renda por pessoa
Até R$ 810,50 por mêsEquivale a meio salário mínimo vigente em 2026
Onde fazer a inscrição
CRAS ou posto do CadÚnicoO atendimento para entrar no cadastro é presencial
Prazo de atualização
A cada 2 anosOu sempre que mudar renda, endereço ou família
Custo do cadastro
100% gratuitoFeito pelas prefeituras em parceria com o MDS
Ver o passo a passo
Compartilhe:WhatsAppFacebookX
R$ 810,50Limite de renda mensal por pessoa (meio salário mínimo)
16 anosIdade mínima exigida para ser o Responsável Familiar
2 anosPrazo máximo para atualizar os dados da família no CRAS
180 diasPrazo para entregar o CPF de quem foi cadastrado sem ele
MDS

Onde fazer, de graça

Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)

Gratuito

O Mix Vale é um site de notícias independente, não é órgão público e não pede seus dados. Os canais acima são os oficiais: ninguém precisa pagar intermediário.

Quem tem direito

  • Famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoaQualquer família que viva com até R$ 810,50 mensais por pessoa pode se inscrever. Para calcular, some o ganho bruto de todos os moradores da casa e divida pelo total de pessoas que vivem no local.
  • Famílias com renda maior para programas específicosQuem ganha acima de meio salário mínimo por pessoa também pode fazer o cadastro, desde que a inscrição no CadÚnico seja exigida para entrar ou continuar em um programa ou serviço público específico.
  • Pessoas que moram sozinhas (família unipessoal)Quem vive sozinho pode se inscrever. A visita domiciliar é exigida para novos ingressos no Bolsa Família e averiguações, mas está suspensa até 1º/07/2027 para atualizar dados e para o BPC (no CRAS).
  • Povos tradicionais e grupos vulneráveisIndígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais e pessoas em situação de rua têm direito ao cadastro com atendimento adaptado às suas realidades nos postos municipais.

A sua família passa no critério de renda?

O limite é de meio salário mínimo por pessoa: R$ 810,50. Some tudo o que entra na casa por mês e divida pelo número de moradores. A conta é feita no seu aparelho: nada é enviado.

R$
4 pessoas

A renda por pessoa passa no critério

Renda por pessoaR$ 710,00
Meio salário mínimo por pessoaR$ 810,50

Passar na conta da renda é uma das condições, não garante o benefício: quem decide é o órgão responsável, pelos canais oficiais.

Passo a passo

  1. Defina o Responsável Familiar (RF)

    Escolha uma pessoa da casa com pelo menos 16 anos para responder pela família no atendimento. Não é preciso que os outros moradores compareçam, apenas o responsável levando os documentos de todos.

  2. Reúna os documentos de todos os moradores

    Separe o CPF de todas as pessoas que moram na casa e dividem renda e despesas. Leve também um comprovante de endereço recente, como conta de luz ou água.

  3. Localize o posto de atendimento mais próximo

    Abra o aplicativo Cadastro Único ou o site cadunico.dataprev.gov.br e toque em Postos de Atendimento antes mesmo de fazer login para ver o endereço do CRAS da sua região.

  4. Compareça ao CRAS para a entrevista presencial

    Vá até o CRAS ou posto do CadÚnico da prefeitura. O entrevistador vai registrar as características da moradia, escolaridade, despesas, trabalho e renda de cada integrante.

  5. Acompanhe a situação pelo celular

    Após o atendimento, acesse o aplicativo Cadastro Único com sua conta Gov.br. Clique em Consulta Completa ou Comprovante de Cadastro para verificar os dados e a situação da sua família.

Documentos para separar

Marque o que você já tem em mãos. A lista fica guardada só neste aparelho.

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O que é o Cadastro Único e como funciona o novo sistema

O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é a base oficial do Governo Federal que identifica quem são e como vivem as famílias de baixa renda no Brasil. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e operado gratuitamente pelas prefeituras, o registro reúne dados de moradia, escolaridade e renda de mais de 40 milhões de famílias.

Com o Novo Cadastro Único implantado pelo governo, o CPF passou a ser a chave principal de identificação de cada cidadão, substituindo o antigo foco no NIS. Quem não tem CPF pode ser entrevistado no CRAS, mas o registro fica no estado aguardando CPF e precisa ser regularizado em até 180 dias para não ser excluído do sistema.

Para o CadÚnico, família é o grupo de pessoas que moram sob o mesmo teto e dividem a renda e as despesas da casa, mesmo que não sejam parentes de sangue. Estar inscrito é o primeiro passo obrigatório para pedir auxílios sociais, mas a entrada nos programas não é automática, pois cada benefício analisa suas próprias regras e limites de orçamento.

Principais programas que usam o Cadastro Único

Mais de 40 programas federais, além de benefícios estaduais e municipais, utilizam a base do CadÚnico para selecionar seus beneficiários. Cada programa exige uma faixa de renda e um perfil familiar específico dentro do cadastro.

Programa SocialExigência de Renda no CadÚnicoPrincipal Benefício
Bolsa FamíliaAté R$ 218,00 por pessoaPiso de R$ 691,00 por família mais adicionais
BPC / LOASAté R$ 405,25 por pessoa (1/4 do mínimo)R$ 1.621,00 mensais para idosos 65+ ou PcD
Tarifa Social de EnergiaAté R$ 810,50 por pessoa ou ter BPCDesconto mensal na conta de energia elétrica
Pé-de-MeiaFamílias inscritas no CadÚnicoIncentivo financeiro para estudantes do ensino médio
Carteira da Pessoa IdosaRenda de até 2 salários mínimosViagens interestaduais gratuitas ou com desconto
ID JovemRenda familiar de até 2 salários mínimosMeia-entrada em eventos e vagas em transporte

Como manter os dados em dia e evitar cortes

Toda família inscrita deve atualizar o Cadastro Único obrigatoriamente a cada 2 anos, mesmo que nada tenha mudado na rotina da casa. Se nada mudou desde a última entrevista, o Responsável Familiar pode verificar no aplicativo Cadastro Único se a opção de confirmação de dados pelo celular está disponível para o seu perfil.

Sempre que acontecer qualquer alteração na família antes de completar 2 anos, o responsável deve ir presencialmente ao CRAS para atualizar o registro. Isso vale para mudança de endereço, troca de escola das crianças, nascimento ou morte de algum morador, saída de alguém da casa ou entrada em um novo emprego.

O sistema do Novo Cadastro Único cruza informações continuamente com bases do INSS, Receita Federal, Ministério da Educação e cartórios. Deixar o cadastro desatualizado ou omitir vínculos de trabalho leva à convocação em processos de Averiguação e Revisão Cadastral, podendo bloquear ou cancelar pagamentos como o Bolsa Família e o BPC.

AtençãoA primeira inscrição no Cadastro Único nunca é feita pela internet, WhatsApp ou links enviados por SMS. Desconfie de sites que cobram taxas ou pedem senhas para cadastrar você.

AtençãoSe você mora com outras pessoas da família, não faça cadastro como se morasse sozinho. Informar dados falsos no CadÚnico gera bloqueio e cancelamento dos benefícios.

AtençãoCaso você tenha feito cadastro unipessoal por engano mas more com familiares, é possível solicitar a exclusão do registro individual diretamente pelo aplicativo Cadastro Único.

Perguntas frequentes

Dá para fazer a primeira inscrição no Cadastro Único pela internet?

Não. A primeira inscrição no Cadastro Único só pode ser feita presencialmente em um CRAS ou posto de atendimento da prefeitura do seu município. O aplicativo e o site oficial servem apenas para quem já está cadastrado consultar dados, emitir o comprovante de inscrição ou localizar o endereço dos postos de atendimento.

Quem trabalha de carteira assinada ou é MEI pode se inscrever no CadÚnico?

Sim. Ter carteira assinada ou registro de Microempreendedor Individual (MEI) não impede a inscrição no Cadastro Único nem o recebimento de benefícios como o Bolsa Família. O que define o direito é a renda mensal por pessoa da casa, que deve ser de até meio salário mínimo (R$ 810,50) ou atender ao limite do programa desejado.

Quem mora sozinho pode se inscrever no Cadastro Único?

Sim, quem vive sozinho pode se inscrever como família unipessoal. A visita domiciliar segue obrigatória para novas inclusões no Bolsa Família e casos de averiguação cadastral. Contudo, pela Portaria MDS n. 1.199/2026, a exigência de entrevista em casa foi suspensa até 1º de julho de 2027 para atualização de quem já recebe o Bolsa Família e para inclusão ou atualização de requerentes e beneficiários do BPC, que ocorrem no CRAS.

Me inscrevi no CadÚnico, já vou receber o Bolsa Família automaticamente?

Não. Estar no Cadastro Único é um requisito obrigatório, mas não garante a entrada imediata em nenhum programa social. Para o Bolsa Família, por exemplo, a renda por pessoa deve ser de até R$ 218,00 mensais e o cadastro passa todo mês por uma seleção automatizada do Ministério do Desenvolvimento Social, conforme o orçamento disponível.

Preciso levar todas as pessoas da minha casa ao CRAS no dia do cadastro?

Não é necessário levar toda a família. Basta que apenas uma pessoa da casa, chamada de Responsável Familiar (que precisa ter pelo menos 16 anos), compareça ao CRAS levando os seus próprios documentos e os documentos de todos os outros moradores que dividem a residência.

O que acontece se alguém da família não tiver CPF ou documento?

O entrevistador do CRAS não pode recusar o atendimento e deve fazer a entrevista mesmo sem os documentos, orientando a família sobre como emitir a documentação civil. Contudo, no Novo Cadastro Único, o integrante sem CPF fica na situação aguardando CPF e não pode receber benefícios até apresentar o número. Se passar 180 dias sem entregar o CPF, a pessoa é excluída do sistema.

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Fontes e checagem

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