O candidato do MDB ao governo do estado de São Paulo, Paulo Skaf vai abrir sua propaganda eleitoral na TV nesta sexta-feira (31) com uma apresentação de sua biografia e, por enquanto, sem críticas a seu principal rival na corrida, o ex-prefeito João Doria (PSDB).

Os candidatos ao Senado em sua chapa, Maria Aparecida Pinto, psicóloga conhecida como Cidinha, e Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, entrarão com falas sobre violência contra a mulher e agronegócio, respectivamente.

O emedebista vem afirmando em eventos de campanha nos últimos dias que não quer atacar o adversário Doria, embora esteja disputando a liderança das pesquisas de intenção de votos com o tucano. A pesquisa Datafolha mais recente mostra um cenário polarizado entre Doria, com 25%, e Skaf com 20%. Os outros adversários aparecem muito atrás, com mais de 15 pontos de desvantagem.

Até mesmo no debate realizado pela TV Bandeirantes há cerca de duas semanas, em que o tucano foi o maior alvo dos ataques dos competidores em geral, Skaf poupou o ex-prefeito. Diferentemente dos outros candidatos, que fizeram provocações diretas a Doria, Skaf manteve seus ataques à figura do PSDB, preferindo criticar a gestão da segurança no governo paulista, há 24 anos comandado pelo PSDB.

Com apenas 4%, o governador Marcio França (PSB) já não é visto como forte preocupação por membros da equipa de campanha de Skaf, assim como Luiz Marinho (PT), que também ronda os 4% na última pesquisa, realizada entre os dias 20 e 21 de agosto, com 2.018 entrevistados e margem de erro de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. A avaliação é a de que França não tem potencial para atrair os eleitores de direita e centro-direta que hoje se dividem entre Skaf e Doria.

Caso chegue ao segundo turno tendo o tucano como adversário, a equipe de Skaf acredita que teria mais chances de herdar o eleitorado que votou à esquerda no primeiro turno porque o ex-prefeito construiu sua imagem como o antipetista.

A alta rejeição que Doria acumulou após renunciar ao cargo de prefeito da capital sem ter cumprido suas principais promessas para disputar o governo do estado é vista com otimismo por apoiadores de Skaf. De acordo com o Datafolha, 32% do eleitorado paulista não votaria em Doria de jeito nenhum. Skaf é o segundo mais rejeitado, com 21%.

Ainda há espaço para disputar uma grande margem de eleitores que não definiram seu voto até o momento. O Datafolha aponta que 37% dos eleitores não têm candidato. Desse grupo, 26% pretendem votar em branco ou nulo e 11% estão indecisos.

Doria tem vantagem sobre Skaf tanto no grupo dos mais ricos (38% a 21%) quanto no dos menos instruídos (22% a 13%). No interior do estado, o tucano também tem vantagem, com 26%, ante 19% do emedebista.