Justiça nega prisão, mas torna réu motorista da Porsche por homicídio qualificado em SPPor Jeronimo Santos
Atualizado 3 min de leitura
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A Justiça de São Paulo negou pela terceira vez o pedido de prisão contra Fernando Sastre de Andrade Filho, motorista de um Porsche envolvido em um grave acidente de trânsito na Zona Leste da cidade, que resultou na morte de um motorista de aplicativo e ferimentos graves em um estudante de medicina. Apesar da negativa para a prisão, o juiz Roberto Zanichelli Cintra da 1ª Vara do Júri aceitou a denúncia do Ministério Público (MP), tornando Fernando réu por homicídio doloso qualificado e lesão corporal gravíssima, ambos por dolo eventual.
Detalhes do Caso: O acidente, ocorrido em 31 de março, foi registrado por câmeras de segurança, que capturaram o Porsche de Fernando colidindo com a traseira de um Sandero conduzido por Ornaldo da Silva Viana, que não resistiu aos ferimentos. Marcus Vinicius Machado Rocha, amigo de Fernando e passageiro no Porsche, sofreu lesões graves.
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Argumentos da Justiça: O juiz argumentou que a prisão preventiva não era sustentada por provas concretas, baseando-se apenas em “presunções e temores abstratos”. Como resultado, Fernando responderá em liberdade, aguardando a audiência de instrução que determinará se o caso irá a júri popular.
Contexto da Investigação: As autoridades alegam que Fernando estava dirigindo em alta velocidade e sob efeito de álcool, baseando-se em testemunhos e análises técnicas. A polícia técnico-científica confirmou que o Porsche estava a 156,4 km/h, bem acima do limite da via.
Implicações Legais e Futuras Audiências: A próxima fase do processo incluirá o depoimento de testemunhas e o interrogatório do réu, após o qual o juiz decidirá sobre a possibilidade de um júri popular. Se condenado, Fernando poderia enfrentar mais de 20 anos de prisão.
Medidas Cautelares: Fernando já está sujeito a várias medidas cautelares, incluindo uma fiança de R$ 500 mil, a suspensão de sua carteira de motorista, a entrega de seu passaporte e a proibição de se aproximar das testemunhas.
Este caso tem atraído atenção pública significativa, especialmente nas redes sociais, onde familiares das vítimas expressam sua dor e clamam por justiça. A defesa de Fernando optou por não comentar sobre a decisão mais recente.
A situação destaca as complexidades do sistema jurídico brasileiro em casos de condução perigosa e as tensões entre a aplicação de justiça penal e as garantias processuais. O desenrolar deste caso será um ponto de referência para discussões sobre segurança no trânsito e responsabilidade criminal no Brasil.















