Governo federal pede para fechar cervejaria após contaminação em MG
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou nesta sexta-feira (10) o fechamento da Cervejaria Backer, fabricante da cerveja Belorizontina. Uma substância presente em lotes da bebida é suspeita de ter relação com a morte de uma pessoa e de outros internados com sintomas que incluem insuficiência renal, alterações neurológicas, vômitos e náuseas.
Subiu para dez o número de pacientes investigados com esses sintomas –eram sete, até esta quinta (9).
O ministério determinou ainda ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado, como medida cautelar. No total, 16 mil litros de cervejas foram apreendidos pela pasta.
Segundo a Polícia Civil mineira, a substância dietilenoglicol foi encontrada em amostras de cerveja pilsen Belorizontina, nos lotes L1 1348 e L2 1348. A substância química é usada para evitar que líquidos congelem e impedir que evaporem.
Já a Backer divulgou duas notas, nesta sexta-feira, reiterando que a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos.
A cervejaria informou que irá recolher, caso seja de interesse do consumidor, outros lotes da cerveja Belorizontina, mesmo que não sejam os lotes L1-1348 e L2-1348, a partir de segunda-feira, 13 de janeiro.
Ainda segundo o ministério, auditores fiscais federais agropecuários seguem apurando as circunstâncias em que ocorreram a contaminação.
A Backer está presente em 11 estados brasileiros, entre eles São Paulo, Rio, Bahia e Espírito Santo, além de Minas. A cerveja é amplamente consumida em Minas Gerais e venceu premiações internacionais, como a Copa de Cervezas de America.
A polícia instaurou na quinta-feira (9) ação cautelar e informou que várias frentes de ação serão adotadas. A investigação está na fase inicial, e segundo a polícia, não há informação se foi intencional.
Por ora, o quadro é tratado como síndrome nefroneural, e novos testes serão realizados.
“A situação é grave, e os consumidores estão expostos a risco”, afirma Amauri da Mata, promotor do Procon Estadual.
O primeiro caso notificado data de 30 de dezembro. Todas as vítimas são homens, com idade entre 23 e 76 anos. Eles têm em comum o fato de terem frequentado recentemente o bairro Buritis, na zona oeste da capital –um dos mais populosos de Belo Horizonte, com 30 mil moradores e grande concentração de bares.
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