Parque Ecológico do Tietê recebe exposição sobre tráfico de animais
Frequentadores do Parque Ecológico do Tietê (PET), na zona leste da capital, podem visitar a exposição Zoo Urbano, que traz quatro esculturas de animais gigantes montadas com materiais recicláveis. Com entrada gratuita, a mostra permanece em cartaz até o dia 20 de fevereiro.
As obras estão dispostas no gramado em frente ao Museu do Tietê e podem ser contempladas, das 8h às 17h. Nesta edição, organizada conjuntamente com o Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS), os artistas abordam a temática do tráfico dos bichos silvestres, aliada à questão do impacto do plástico e outros resíduos no meio ambiente.
Destaque da exposição, a Arara Canindé foi idealizada pelo artista Fabio Souza, em parceria com o CRAS, que forneceu 43 gaiolas apreendidas em operações contra o tráfico. Também foram utilizados 204 quilos de ferro, reaproveitados de outra escultura e de serralheria.
Os visitantes poderão ver ainda uma aranha, montada com 34 quilos de fio telefônico, cabos de rede, corda e 63 quilos de ferro de serralheria. Também está exposto um macaco, feito com 212.439 canudos, 48 quilos de ferro, sobras de material do aquário de Ubatuba e sacolas plásticas. Os organizadores utilizaram também 100 quilos de sucata de automóveis para expor um pássaro.
CRAS
Inaugurado em 1986, o CRAS trata e recoloca no ambiente natural diversas espécies de animais silvestres, muitos ameaçados de extinção, apreendidos pelas polícias Militar Ambiental e Civil, resgates do Corpo de Bombeiros, dos Centros de Controle de Zoonoses e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) ou entregues de forma voluntária por seus tutores, que os mantinham em cativeiro como bichos de estimação. As apreensões chegam a 12 mil por ano.
Após a recepção, mamíferos, répteis e aves são identificados por espécie, sexo e procedência, recebem anilha ou microchip com seus dados e passam por avaliação de saúde para obter o tratamento adequado. Depois dos tratamentos e recuperação, os animais aptos para voltar à natureza são repatriados e soltos. O restante é enviado a criadouros autorizados ou zoológicos.
O núcleo atende animais silvestres, tais como araras, papagaios, gavião, macacos, cobras (não peçonhentas), tartarugas e jabutis, jaguatiricas, além de diversas espécies de pássaros. Para atender a demanda, o CRAS mantém uma equipe composta por veterinários, biólogos e tratadores.
Nos 600 mil metros quadrados de área do Centro, há ambulatório e laboratório, viveiros, salas de internação, cirurgia e de necropsia, além de cozinha para o preparo da alimentação. O CRAS é administrado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.
Denúncias
Para denúncias sobre o tráfico ilegal de animais, os cidadãos podem entrar em contato com as instituições a seguir:
– IBAMA: (11) 3066-2633 ou linhaverde.sede@ibama.gov.br
– Polícia Militar Ambiental: 0800-55-51-90, cpamb@polmil.sp.gov.br ou http://www.ssp.sp.gov.br/depa
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