Milho, soja e trigo recuam em Chicago diante de temores com coronavírus
Por Mark Weinraub
CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros de soja, milho e trigo negociados em Chicago recuaram nesta segunda-feira, com investidores evitando ativos de risco em meio a temores de que o surto de coronavírus na China possa afetar a economia mundial, disseram operadores.
“A mesma coisa aconteceu com o surto de Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que acabou custando à economia global 40 bilhões de dólares em 2002/2003”, disse Craig Turner, corretor sênior de commodities da Daniels Trading. “O que o manual indica agora é vender primeiro, fazer perguntas depois.”
Mesmo assim, os mercados agrícolas terminaram o dia acima das mínimas da sessão, uma vez que compras de barganhas apareceram depois de a soja atingir o menor nível desde 12 de dezembro, o trigo recuar para o menor valor desde 14 de janeiro e o milho tocar sua mínima desde 17 de janeiro.
Operadores disseram também que o mercado continua à espera de sinais de aceleração na demanda chinesa após a Fase 1 do acordo comercial entre Estados Unidos e China.
O contrato março do trigo fechou em queda de 1,25 centavo de dólar, a 5,7225 dólares por bushel. Os futuros do trigo de primavera, negociados em Minneapolis, também recuaram.
A soja para março cedeu 4,75 centavos, para 8,9725 dólares/bushel, registrando o quinto dia consecutivo de queda. A oleaginosa recuou em sete das oito sessões pós-acordo comercial. O vencimento março do milho teve queda de 6,75 centavos, fechando a 3,8050 dólares o bushel.
(Reportagem de Mark Weinraub em Chicago, com reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)
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