Dólar reverte queda de mais cedo e bate R$4,27 com ajustes e exterior
Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) – Depois de operar em queda por boa parte da manhã, o dólar passava a subir contra o real, chegando a alcançar 4,27 reais, em ajuste técnico após tocar mínima intradia na casa de 4,20 reais e em meio à colocação parcial de contratos de swap cambial.
A moeda norte-americana havia sido negociada em queda acentuada no início da sessão, chegando a marcar 4,2093 reais, com os investidores se ajustando à afirmação do Banco Central, na véspera, sobre interrupção do ciclo de cortes de juros e comemorando o anúncio de que a China cortará tarifas sobre produtos dos Estados Unidos.
A conclusão do processo de afrouxamento monetário ajudaria a conter a queda dos diferenciais de retornos entre Brasil e o restante do mundo, movimento que vinha minando a atratividade do real como ativo de investimento.
No entanto, segundo Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio da FB Capital, “quando o dólar toca a mínima (perto de 4,20 reais), há um movimento de realização”.
O fortalecimento do dólar ante o real ao longo da manhã também ocorria em meio a um pregão de ganhos da moeda norte-americana em todo o mundo, com destaque negativo para as emergentes. O índice do dólar frente a uma cesta de seis divisas do G10 subia 0,15%, para máximas desde o fim de novembro do ano passado.
Às 12:35, o dólar avançava 0,71%, a 4,2693 reais na venda. Na máxima, a cotação foi a 4,2700 reais na venda.
A moeda brasileira tinha o terceiro pior desempenho global nesta sessão, com peso chileno e rand sul-africano liderando as perdas entre 33 rivais do dólar. Peso colombiano, peso mexicano e dólar australiano –uma acompanhada proxy de risco– se desvalorizavam.
Não ajudava a sinalização da Fitch de que a agência não deve melhorar no curto prazo o rating soberano do Brasil. Além disso, o Banco Central fez colocação parcial de contratos de swap cambial tradicional, vendendo apenas 5.150 papéis de uma oferta total de até 13 mil ativos.
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