Como opção a cancelar aula, escolas testam de EAD a campanha antibeijo em SP
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Diante da pandemia de coronavírus, algumas escolas particulares de São Paulo decidiram de forma pontual suspender as aulas. Por enquanto, porém, a maioria delas mantém as atividades junto a medidas preventivas que incluem de aulas a distância a álcool em gel na mão antes de virar a catraca.
A decisão de cancelar as atividades foi tomada até o momento pelo Vera Cruz, em Alto de Pinheiros (zona oeste), apenas para duas turmas de alunos com caso na família, pelo St. Paul’s, no Jardim Paulistano, e pela Avenues, no Jardim Panorama (zona sul).
No caso do St. Paul’s, que aplicará a medida a partir de segunda-feira (16), as aulas serão transferidas temporariamente para um ambiente virtual de aprendizagem.
Outros colégios da capital que decidiram não suspender as aulas também vêm adotando alternativas ligadas à prevenção, que incluem o EAD (ensino a distância).
O Porto Seguro, com unidades no Morumbi e em Valinhos, irá testar uma modalidade de EAD no sábado (14), com 3.000 alunos assistindo de casa a aulas ministradas por meio de plataformas digitais.
A alternativa está sendo testada para o caso de alguma necessidade no futuro.
Também o Mater Dei, no Jardim Paulista, está se preparando para eventual necessidade de suspensão de atividades presenciais. Para isso, deve ser usada uma plataforma com a qual o colégio já trabalha.
O Santa Cruz, em Alto de Pinheiros, já tinha aplicado medidas para melhorar a ventilação e agora reforçou o uso de álcool em gel. Funcionários têm passado o produto na mão de todo mundo que entra na escola.
Já o Santa Maria, na zona sul, suspendeu viagens de estudo do meio. O Dante Alighieri, nos Jardins, também cancelou algumas atividades extraclasse.
Em Higienópolis, o Rio Branco tem feito campanhas de prevenção, como a que pede aos alunos para reduzirem o contato, sob o slogan “Troque beijos e abraços por sorrisos”.
Todas têm reforçado orientações de higiene e medidas como melhoria da ventilação das salas de aula. Nenhuma delas descarta de antemão suspender as aulas se houver orientação das autoridades nesse sentido -mas, por enquanto, não há.
O Bandeirantes, por exemplo, divulgou nota segundo a qual está alinhado às ações do governo brasileiro, assim como do Centro de Contingência do Coronavírus do estado São Paulo, para combater o coronavírus. “Até o momento, o colégio segue suas atividades normalmente, estando atento às novas orientações das autoridades públicas sobre o caso.”
Os colégios da rede pública devem seguir as orientações das autoridades oficiais de saúde, afirmaram em nota conjunta as secretarias estadual e municipal de Educação, assim como o Conselho Estadual de Educação e a Undime, que representa os secretários municipais.
Por enquanto, a única grande rede pública que suspendeu as aulas foi a do Distrito Federal, por decisão do governador, Ibaneis Rocha (MDB).
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, criticou a medida. “Aí você suspende a aula, os alunos vão para as suas casas, pai e mãe tão trabalhando, com quem ficam as crianças? Com os avós. Quem é o maior grupo de risco? Os idosos”, declarou.
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