Café arábica volta a subir na ICE; açúcar também avança com retomada na demanda
NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – O café arábica avançou pelo terceiro dia consecutivo nesta sexta-feira, à medida que operadores notam forte demanda física, com torrefadoras buscando garantir a oferta em meio a temores sobre possíveis interrupções à cadeia de oferta por causa da pandemia de coronavírus.
Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE também terminaram o dia em alta, tendo avançado até 5% no início da sessão.
CAFÉ
* O contrato maio do café arábica fechou em alta de 7 centavos de dólar, ou mais de 6%, a 1,1970 dólar por libra-peso, maior nível desde 3 de março, depois de registrar ganho de 4% na véspera.
* Operadores disseram que as incertezas relacionadas à cadeia de oferta, resultado das medidas de precaução em meio à pandemia de coronavírus, fazem com que a demanda acelere, com torrefadoras e empresas varejistas tentando garantir fornecimento.
* “Os mercados estão operando em um ambiente que é análogo a uma Guerra Mundial. Graças a Deus não estamos atirando uns nos outros”, disse Michael J. Nugent, presidente da consultoria de hedge M.J. Nugent & Co.
* “Todo esse deslocamento físico está impactando na capacidade das pessoas de movimentar café”, acrescentou.
* Especuladores elevaram a posição vendida líquida em café arábica na ICE em 2.365 contratos na semana até 17 de março, para 3.820 contratos.
* O café robusta para maio avançou 28 dólares, ou 2,3%, para 1.244 dólares por tonelada.
AÇÚCAR
* O contrato maio do açúcar bruto fechou em alta de 0,32 centavo de dólar, a 10,91 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter registrado o menor nível desde setembro de 2018 na quinta-feira.
* Um operador afirmou que o açúcar deve continuar subindo no curto prazo, considerando que o mercado está massivamente sobrevendido, embora um rali sustentável seja improvável, devido à incerteza macroeconômica.
* Dados de lineups da Índia e do Brasil indicam fortes volumes de exportação de açúcar, segundo a trading Czarnikow.
* Um aumento no consumo associado ao uso doméstico também foi observado.
* O açúcar branco para maio avançou 6,50 dólares, para 344,40 dólares por tonelada, após tocar seu menor valor desde novembro na quinta-feira.
(Reportagem de Maytaal Angel e Marcelo Teixeira)
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