Agro

Tailândia espera ampliar embarques de arroz diante de problemas de competidores

Por Patpicha Tanakasempipat

BANGCOC (Reuters) – Exportadores tailandeses de arroz esperam verificar um aumento nas vendas do produto, à medida que a disseminação do coronavírus gera preocupações com a segurança alimentar em todo o mundo e faz com que muitos competidores enfrentem proibições de exportação ou entrem em isolamento na luta contra a pandemia.

A Tailândia, segunda maior exportadora de arroz do mundo, atrás apenas da Índia, começou o ano com os menores volumes de exportação em mais de sete anos, após uma forte seca em 2019 ter mantido seus preços pouco competitivos em relação ao rival Vietnã.

Agora, porém, o país vê um panorama mais positivo, depois que a epidemia do vírus forçou a Índia a entrar em um “lockdown” de três semanas e o Vietnã, terceiro maior exportador global de arroz, proibir na semana passada novos contratos para embarque do produto, visando garantir a oferta doméstica, disse uma associação do setor.

“As exportações tailandesas de arroz devem melhorar no segundo trimestre do ano, conforme nossos competidores limitam exportações ou encontram problemas logísticos”, disse à Reuters o presidente honorário da Associação Tailandesa de Exportadores de Arroz, Chookiat Ophaswongse.

“Até aqui, não há qualquer sinal de que a Tailândia vá limitar as exportações de arroz”, afirmou ele, acrescentando que nenhuma medida nesse sentido foi discutida em reunião dos exportadores com o Ministério do Comércio do país, ocorrida na semana passada.

A Tailândia, que geralmente produz pouco mais de 20 milhões de toneladas de arroz por ano, consome cerca de 10 milhões de toneladas domesticamente e exporta o restante.

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